Estados Unidos

Ai, ai... o visto!

quarta-feira, julho 13, 2011

Marquei minha entrevista no Consulado americano em outubro do ano passado, para somente março deste ano!
Aí, a tonta aqui nem se ligou e comprou passagens para passar o carnaval em Florianópolis exatamente na data da entrevista. Imagine se não chorei feito uma louca? Esperei por esta entrevista durante CINCO meses e agora eu estava perdendo-a?
Além de perder a data, perdi o dinheiro -- sim, para reagendar é preciso pagar novamente.

Mas tudo bem (não!)... Lá fui eu marcar a entrevista de novo. A próxima data disponível, em fevereiro, estava prevista para junho. Não sei que pau que deu no site do consulado, mas consegui uma brecha para o dia 17 de maio.

Nunca fiquei tão nervosa na vida (acho que só nas estreias de minhas peças de teatro) e estava morrendo de medo de não conseguir o visto e não realizar minha viagem dos sonhos... Explico: não tenho nada em meu nome, não sou casada, não tenho filhos, não estou mais na faculdade, não sou empregada (sou dona de uma empresa mas, até aí, na minha cabeça, um itinerante doido fecha a empresa e foge)... Ou seja: não há nada que me prenda no Brasil. Isso, para o consulado, é o crucial.
Perguntei a todos os meus amigos que tinham o visto americano como eu deveria fazer, o que eu deveria levar e todos (principalmente o Jocans) me aconselharam: "mostre que você é patricinha, filhinha de papai e tá indo gastar dinheiro!".
Tá. Reuni o máximo de documentos que poderiam comprovar que não sou pobreta e levei praticamente um baú de papéis para o consulado -- de diploma da faculdade a imposto de renda do meu pai, passando por extrato de conta corrente e poupança e documentos da empresa. Até o livro que eu publiquei, levei.

No dia da entrevista, conheci um cara que chegou sem nada nas mãos (somente o comprovante de agendamento). Também conheci uma garota com o mesmo perfil que eu, mas que teve o visto negado três vezes consecutivas. Enquanto o cara me deu esperanças, a menina destruiu com todas que eu poderia ter.
Na última fila, que é para a entrevista propriamente dita, fiquei observando as pessoas que passavam pelos guichês e não vi ninguém sair com a cara triste. A menina do visto negado saiu pulando de felicidade e aquilo me animou novamente. O bonitinho sem lenço e sem documento olhou pra mim e deu uma piscadinha, querendo dizer que tinha sido aprovado.
Olhei pro céu e pedi a Deus que eu caísse no mesmo guichê em que ele havia passado.
Dito e feito! Fui direcionada a uma atendente gringa, loira, gordinha, que falava um português muito mal:

- "Vai pra onde?"
- "Las Vegas!" - respondi.
- "Já esteve nos Estados Unidos?"
- "Nunca."
- "Qual o motivo da viagem?"
- "Férias."
- "Quanto tempo vai ficar nos Estados Unidos?"
- "15 dias."
- "Qual sua profissão?"
- "Jornalista." - e já engatei meus documentos da janelinha... Fui enfiando diploma, declaração de imposto de renda... Quando coloquei a pasta em cima da bancada, a moça arregalou os olhos e empurrou tudo de volta, em minha direção.
- "Tudo bem, não precisa me mostrar... Seu visto foi concedido".

É... Não sei explicar.
Ninguém sabe.
Parece que o consulado é uma grande loteria. Mas não custa ir prevenido, certo?

Então a minha dica é a mesma que meus amigos me deram: pareça rico. Prove que você tem condições de ir, principalmente, voltar dos Estados Unidos. E não se esqueça: você está indo passar as férias e gastar, gastar e gastar.

Beijos!

Você também poderá gostar de:

9 comentários

Receba o #SinTrip por email



Curta o #SinTrip no Facebook