Beirute

Nossa experiência com a Emirates (Airlines)

domingo, março 04, 2012

Nunca havíamos voado de Emirates até a segunda #SinTrip. Compramos os bilhetes pela internet, no próprio site da companhia, como contei nesse post

As passagens

A compra foi super simples, com as vantagens de podermos escolher os trechos e os destinos separadamente (em sites de agência, não há essa opção) e de recebermos o visto para os Emirados Árabes e a hospedagem da escala sem custo extra.
O preço também foi o mais vantajoso (R$ 2.162,00 pelos 4 trechos, com as taxas) entre os de todas as companhias que fazem Brasil, Emirados e Líbano. A única coisinha chata é que, se você quiser parcelar o valor das passagens, só poderá fazê-lo em parcelas mínimas de R$ 500,00. E as taxas de embarque devem ser pagas na primeira parcela. 

Dias antes da viagem, aconteceu um imprevisto: uma amiga nossa, que mora no Líbano, nos mandou um email, dizendo que o clima por lá era de tensão por causa do conflito na Síria, que as regiões sul e norte do país já haviam sido tomadas pelas tropas e que a guerra poderia estourar a qualquer momento. Ela nos aconselhou adiarmos a viagem e, no dia seguinte, fomos ao escritório da Emirates, para mudar as passagens.
Nossa ideia era manter a viagem para Dubai e desistir do Líbano. Olhamos os preços das passagens "Dubai - Índia", "Dubai - Turquia", "Dubai - Bahrein" e, pelos preços, decidimos trocar o Líbano pela Índia. 

Quando contamos o ocorrido e nossa solução para as atendentes da Emirates, sabíamos que, para mudar, pagaríamos a taxa de US$ 100,00 por trecho (que é de praxe), mas não esperávamos a resposta que elas nos deram:
-- "Vocês não compraram trecho por trecho. Quando vocês fizeram a compra, a viagem toda virou um pacote só e este pacote teve um valor promocional. Para mudar algum trecho do pacote, eu precisarei cancelar toda a viagem e vocês precisarão refazer a compra, com os novos trechos. Sendo assim, vocês deverão pagar a taxa de cancelamento de todos os voos e o valor atual dos novos destinos".  
Que isso?! Toda essa mudança sairia mais cara que todo o valor que pagamos!
-- "E se eu 'perder' o voo de Dubai para Beirute?" - perguntei.
-- "Seu voo de volta para o Brasil será cancelado".
-- "Mas e se o Líbano estiver em guerra?" - perguntei.
-- "Estamos operando normalmente até na Síria, que é onde está o conflito. Se houver uma guerra mesmo, aí sim, isentamos os passageiros da taxa de mudança. E, por enquanto, não está acontecendo nada no Líbano".

Isso me deixou bem chateada e preocupada. Se cancelássemos a viagem, perderíamos muito dinheiro. Decidimos ir. Se estivéssemos em Dubai e acontecesse alguma coisa no Líbano, nossa amiga de lá nos avisaria. Aí daríamos um jeito no aeroporto de Dubai.

"Seja o que Deus quiser!", pensamos.

O check-in em São Paulo

Viagem confirmada, arrumamos as malas e fomos para o aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo. Precisamos fazer o check-in com três horas de antecedência. Toda viagem internacional pede duas horas, porém, a política da Emirates é diferente: classe econômica deve chegar três horas antes; classe executiva, duas horas; e primeira classe, 90 minutos. Classe média sofre!


Uma observação rápida sobre o aeroporto: a fila para a imigração estava imensa, mas a organização e a agilidade do atendimento estavam de tirar o chapéu. Parabéns, governo de São Paulo, pelas medidas tomadas.

Na sala de embarque, ficamos de frente para o avião que nos levaria a Dubai, o Boeing 777, gigante, enorme!


O primeiro voo (São Paulo - Dubai)

Quando entramos no avião, tivemos uma surpresa. Que lindo que era por dentro! Além de ser muito, muito grande, tinha iluminação e cores perfeitas, os assentos com muito mais espaço, TVs de LED com alta definição e tomadas individuais em cada assento (coisa que amamos porque nossos iPhones estavam quase morrendo!).


O atendimento dos comissários foi impecável durante o voo inteiro (16 horas)!
Haviam, dentro do kit de viagem que a companhia distribui, três adesivos para colarmos em nossos encostos, como avisos para os comissários: "não perturbe", "me acorde para comer" e "me acorde para o free shop". 


Colamos o "me acorde para comer" e a delicadeza da comissária para nos acordar foi incrível! Ela fez carinho em nossos ombros, falando baixinho que o almoço estava "na mesa"!

As refeições estavam ótimas, com qualidade e quantidade ideais. Haviam duas opções de carne e, ainda, opção para vegetarianos. Além disso, bebidas alcoólicas à vontade, inclusive para a classe econômica.


As opções de entretenimento eram muitas. Havia uma lista infinita de filmes (novos e antigos), de CDs e rádios, jogos e ainda poderíamos acompanhar as câmeras instaladas na frente e embaixo do avião.


Quando chega a hora de dormir, a iluminação do avião diminui aos pouquinhos, como se estivesse anoitecendo, e o teto do avião se enche de estrelas. Lindo, né? :P


Depois de tantas horas dormindo, comendo, vendo TV, ouvindo música, eu sempre me irrito e preciso dar uma voltinha. Quando levantei para fazer minha "ginástica laboral" (haha), uma comissária muito fofa, me convidou para entrar na cabine dos comissários para ver o nascer do sol. Foi o nascer do sol mais lindo que já vi na vida, sobrevoando o Atlântico. 


E as comissárias foram tão legais que quebraram o clima de silêncio lá atrás, emprestando o chapeuzinho do uniforme para as passageiras do último banco, fazendo todas nós rirmos e nos enturmarmos.


Fizemos amizade com as senhorinhas que estavam indo para a Índia, com escala em Dubai. Umas fofas. Queremos ser como elas quando nos aposentarmos.


Depois de longas e longas horas de voo, chegamos em Dubai.

Chegada em Dubai

Aeroporto incrível, o mais bonito que já vi. A Emirates tem um terminal exclusivo lá. Parece que o aeroporto inteiro é da Emirates! Até o banheiro é das cores da companhia!


Tudo muito moderno! Com exceção dos nativos. Hahaha


Depois de nossa estadia em Dubai, voltamos ao aeroporto para embarcarmos para o Líbano.


O check-in em Dubai

Aí ficamos impressionadas com a modernidade do check-in da Emirates, no aeroporto de Dubai. Tudo automático, até o despacho das malas:


O segundo voo (Dubai - Beirute)

Para o Líbano, voamos em um avião menor, um Airbus, com menos comodidade e espaço entre os assentos. Por ser um voo mais curto (3 horas e meia), não havia tomada nem estrelinhas no teto. O clima estava bem mais descontraído. Nos divertimos.



A chegada em Beirute

Quando chegamos no Líbano, tivemos um choque. No aeroporto, uma bagunça, uma desorganização enorme, ninguém sabia informar nada e a Emirates não indicou, ao menos, que fila deveríamos pegar na imigração. Senti muita falta do suporte da companhia nessa hora. Foi como se ela tivesse nos jogado lá e nós deveríamos nos virar. Não vimos nenhuma central de atendimento, muito menos funcionários da Emirates pela área do desembarque.


Além disso, o aeroporto de Beirute parece uma rodoviária, sem estrutura alguma para os turistas. 

Depois de nossa estadia no Líbano, voltamos para o aeroporto para pegar o voo com destino a Dubai. Uma bagunça total! Você passa duas vezes pelo raio-X: uma antes mesmo de fazer o check-in, com todas as malas. 

O check-in em Beirute

Não havia guichê próprio da Emirates. Ficamos perdidas por um tempo, procurando a companhia aérea até que alguém nos avisou que o check-in seria realizado no balcão de uma companhia XIS. As duas pessoas que nos atenderam foram extremamente rudes e nem um pouco prestativas.

O terceiro voo (Beirute - Dubai)

Dormimos o voo inteiro, no Airbus igual ao segundo voo, e só acordamos para comer porque temos o sono leve. Aquele adesivo de "me acorde para a refeição" não serviu para nada. Colamos em nossos encostos e ninguém nos acordou. 

A escala em Dubai

Chegamos em Dubai para uma escala de 14 horas antes de pegarmos o voo de volta para São Paulo. A Emirates foi responsável por nosso visto de um dia de permanência nos Emirados Árabes e pela nossa hospedagem, em um dos hotéis próprios da companhia, o Millenium Airport Hotel. Pegamos o transfer da Emirates, que sai de 15 em 15 minutos do aeroporto, de graça, rumo ao hotel.


Eu simplesmente odiei o hotel. Primeiro porque colocaram a gente em um quarto lááááá no fundo, para não fumantes (nem perguntaram se fumávamos ou não) e eu estava morrendo de dor nos pés porque minha sandália fez o favor de quase comer minha sola do pé e andar até o quarto, longe pra caramba, me deixou muito irritada. Pelo menos, quando eu pedi para trocarem nosso quarto por um de fumantes, eles nos atenderam logo. Ainda assim, na minha opinião, um quarto para fumantes precisa ter janela que abre, né? Mas não, a janela era travada e o quarto fedia cigarro. Tudo bem, era só por uma noite.
Fiquei P da vida quando vi que não havia secador de cabelo. Liguei na recepção e eles me entregaram um quebrado, mega capenga. Fiquei quase uma hora pra secar meu cabelo!
Outra coisa que me irritou um pouco foi que o hotel era grande demais, com gente demais! Muito barulho no lobby, muita gente andando pra lá e pra cá, o tempo inteiro... Não sei, isso não me transmite conforto.
Mas não era de todo mal. A Emirates nos deu vouchers para o jantar, para um lanche e para o café-da-manhã. A Ana capotou no quarto e eu desci para jantar sozinha. O buffet era bem caprichado e a comida era bem boa. Mas não aproveitamos os outros vouchers. Nos atrasamos de manhã e nem tomamos café.

O quarto voo (Dubai - São Paulo)

Voltamos para o aeroporto e pegamos o voo para São Paulo, em outro Boeing 777, enorme.


Assim como no voo de Beirute para Dubai, não nos acordaram para o café. Fizemos apenas duas refeições durante as 16 horas de voo! Teve uma hora em que acordei com tanta fome, que tive que pegar alguma coisa na mala para tapear o estômago. O adesivinho não serviu para nada, de novo. 


Os comissários deste voo eram quase todos brasileiros e mal-educados. Um deles foi bem estúpido conosco quando o chamamos. Eu apertei o botão para que alguém viesse me atender e esperei por 20 minutos (!!!). Apertei várias vezes e ninguém chegava. Se eu estivesse passando mal, já teria morrido, né? Haha. Quando ele passou reto por nós, a Ana o chamou. E ele respondeu "estamos todos ocupados". Oi?
Percebemos neste voo um pouco de falta de preparo por parte da tripulação. Eles serviam as refeições para alguns e outros passageiros ficavam sem, por muito tempo. Foi estranho. Fora que serviam o café sem ao menos esperar terminarmos.
Os pilotos foram todos incríveis. Ficamos impressionadas com a maneira com que os quatro pousaram. Foram tão delicados que nem percebemos quando os aviões tocaram o solo.


A chegada em São Paulo

Nossas bagagens haviam saído de Beirute e vindo direto para São Paulo. Não pegamos as malas na escala em Dubai. Estávamos com medo de chegar e encontrar as malas abertas ou até não encontrá-las. Mas nenhuma das quatro despachadas teve um único arranhão. Parabéns à Emirates por este cuidado!
No aeroporto de São Paulo, funcionários da Emirates ficavam ao lado da esteira de malas para dar qualquer suporte aos passageiros. Primeira vez que vi isso em uma companhia.

No geral, gostamos muito de voar Emirates. Toda companhia aérea tem seus defeitos e a Emirates, apesar dessas pequenas falhas, é, de longe, a melhor das quais já voamos.
Beijos,

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