#SinTrip

Dia 10: Zahle (Líbano)

quarta-feira, abril 11, 2012

Depois do passeio por Baalbeck, pegamos uma van até Chtaura e outra para voltarmos para a casa da Holud e da Tamima, em Ghazee, no Vale do Beqaa. E não é que conseguimos nos divertir até na van? É... os libaneses são mesmo encantadores! Um deles até piscou e sorriu pra Ana. ~Paquera na lotação~ Hahaha :P


Chegamos em Ghazee já de noite (nas montanhas, o dia termina cedo, lembra?). Estava um frio de trincar os ossos! E nós estávamos famintas. Mas, assim que colocamos os pés na casa das meninas, sentimos aquele cheirinho de comida árabe sendo preparada pela mãe delas (a dona Soraya, de quem eu estava morrendo de saudades), pela tia e pela Tamima. É tradição: mulheres árabes se reúnem na cozinha para preparar as refeições.


Só para contextualizar, conheci a Tamima e a Holud em uma festa árabe, em São Paulo, há muitos (e muitos!) anos. Eu já era amiga do irmão delas, o Jihad, e acabamos ficando bem próximas na época. Nos encontrávamos toda semana, quando elas ainda moravam no Brasil, e peguei um amor muito grande (e eterno) por toda aquela família (mãe, pai, avô...). Tanto que hoje eu digo que essas meninas são minhas irmãs do Líbano. <3

Retomando nossa chegada a casa delas, dona Soraya nos recebeu com aquele amor lindo do povo árabe e já nos mandou colocar casacos enormes, forrados com pelo de carneiro. Então, sentamo-nos à mesa e... Eu quase chorei, juro! 
- "Dona Soraya! Não acredito!" - eu disse.
- "Eu lembrei que você gostava de Chich Barak. Por isso que eu fiz!".
Fala sério! E, vamos combinar, não existe Chich Barak melhor que de mães e avós libanesas. Morri!


Depois de jantarmos, fomos para a sala, onde ficamos papeando com o avô das meninas pertinho da subia (um aquecedor típico), comendo tâmaras e fumando. Ah, Líbano... Eu já estava mais apaixonada ainda por este país tão especial!

Fomos, então, nos arrumar para curtir nossa noite de sábado. Senti-me uma adolescente de novo, naquela reunião de mocinhas se embelezando. Maquiagem, secador, chapinha, perfume, roupas, sapatos... E risadas. Muitas risadas.
A Tamima fez cachos no meu cabelo -- coisa que eu nunca consegui fazer -- e me emprestou uma sandália linda. Estava nevando e nós estávamos assim mesmo: eu de sandália e as meninas de saia curta. Até brincamos que sairíamos "as piriguetes da neve".
Lá pelas 21h, o Boulos, que nos levou para a White na quinta-feira, passou para nos buscar. E fomos todos para Zahle.


Zahle é a capital do Beqaa. Com 320 mil habitantes, é terceira maior cidade do Líbano, perdendo apenas para Beirute e Tripoli. Situada no centro do Vale do Beqaa, Zahle é conhecida como a cidade do vinho e da poesia, além de ser a maior referência gastronômica do Líbano. Isso porque ela está localizada na região mais fértil do país e é capaz de produzir os melhores vinhos libaneses e arak (bebida típica feita de anis). Zahle também é a maior cidade cristã do Líbano e é muito famosa por sua vida noturna e intensa movimentação cultural.

Tínhamos dito às meninas que gostaríamos muito de ir a uma festa típica, com música árabe ao vivo e foi assim que chegamos ao Nagham.


E, como chegamos cedo, a festa ainda não tinha começado, mas já havia muita gente por lá, jantando. O Nagham é um pub/restaurante/balada. Dá pra fazer a noitada toda no mesmo lugar.
E quando a festa começou...


Deixo que os vídeos falem por mim.


A banda é ótima, o DJ é ótimo e estava todo mundo muito animado! Lá, pode até dançar em cima da mesa e o que importa mesmo é curtir.


Como disse a Ana, "Lebanon is the new Vegas". Para sermos sinceras, nos divertimos mais nas baladas libanesas que nas da cidade do pecado.

Holud, Ana, eu e Tamima
Ficamos até o final da festa e, como bebida é um problema sério, acabamos passando por alguns conflitos com os meninos. Mas isso porque homem é homem em qualquer lugar do mundo. Hahaha. Depois ficou tudo bem.


Saindo de lá, passamos na Wooden Bakery, uma padaria 24 horas super famosa por lá (e uma delícia!!!), para comermos alguma coisa e voltamos para a casa das meninas, em Ghazee. E, assim, lá pelas 6h da manhã, dormimos quentinhas naquele frio tenso do inverno libanês.

Beijos,



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