Dubai

Dia 12: Dubai (EAU) - Burj Khalifa e tour noturno

sábado, abril 14, 2012

Chegamos em Dubai, nos Emirados Árabes, lá pelas 15h30, para fazermos uma escala de 14 horas antes de voltarmos para o Brasil. 
Como a Ana contou no último post, não dormimos de domingo para segunda e só tiramos um cochilo no avião de Beirute a Dubai. Dá para perceber pelas nossas caras de acabadas e pelas olheiras até o meio das bochechas, no vídeo a seguir, né? 


Como estávamos em escala, a Emirates cedeu a hospedagem, em um dos hotéis próprios da companhia. Pegamos o transfer do Millenium Airport Hotel, fizemos o check-in e deixamos nossas malinhas no quarto para sairmos correndo para o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo. Já contei sobre nossa experiência no hotel da Emirates em outro post

Pegamos um taxi e fomos para o The Dubai Mall, o maior shopping do mundo (rá) porque a entrada do Burj é lá dentro. Eu estava com uma dor absurda no nervo ciático (véia!) e fiz a burrice de ir com uma sandalinha de madeira que estava destruindo a sola do meu pé. E, para andar naquele shopping, eu aconselho um tênis de corrida, porque olha... O negócio é grande, viu?


Compramos os ingressos para o "At The Top" (o deck de observação), do Burj Khalifa, ainda no Brasil, pelo site do prédio. Dica: compre com antecedência. É muito difícil encontrar ingressos para as horas legais, que são de manhã e ao pôr do sol. Tanto que mesmo comprando antes, só conseguimos para o horário das 18h. Até chegarmos lá em cima, já estava de noite. Assim como no Stratosphere, em Las Vegas, é até legal ver a cidade toda acesa, mas as fotos não ficam aquela maravilha se você não for um ótimo fotógrafo.
Além do problema do horário, se você comprar os ingressos com antecedência, pagará AED 100 (em torno de R$ 50) por pessoa. Na porta, sai por AED 400 cada!


Achamos que seria tudo simples, mas estávamos em Dubai, né? Tudo lá é exagerado, ostensivo... Tudo tem que ser o melhor, o maior etc. A entrada para o Burj é incrível! Cheia de entretenimento. E o elevador? Nossa! O elevador é animal! Eu achava que seria do estilo do elevador do Stratosphere, que eu quase morri de claustrofobia e medo de altura... No do Burj, você nem sente que está subindo. E ele é um jato: sobre a 10 metros por segundo. Consegue imaginar? Não? Então veja:


O "At The Top" fica no 124° andar dos 158 que o prédio tem. O Burj Khalifa tem 828 metros de altura, 57 elevadores e abriga o primeiro Hotel Armani do mundo, habitações, uma mesquita, escritórios, estações radiofônicas e suítes presidenciais. Ele começou a ser construído em 2004 e só ficou pronto em 2010. Além disso, o Burj, que é quase três vezes o tamanho da Torre Eiffel, tem uma "reserva" para ser construída no topo, caso alguém faça um prédio maior. Veja a comparação das maiores torres do mundo:


Lá de cima dá pra ver além de Dubai! A vista é incrível e o mais legal é que o prédio não balança, como pensávamos que fosse balançar. É claro que eu não deixei de sentir aquele frio na espinha, mas achei que fosse ficar pior. A Ana curtiu muito!


Não pudemos aproveitar muito nossa visita ao Burj Khalifa porque, às 19h30, uma van passaria para nos buscar, na porta de um outro hotel, chamado The Address, também interligado com o The Dubai Mall, para fazermos o Dhow Cruise Dinner, passeio pelo qual pagamos no pacote do primeiro tour que fizemos em Dubai. Descemos o mais rápido que conseguimos e ainda assim perdemos a van. Até hoje não sabemos se ela não passou ou não quiseram nos esperar. Mas ficamos tão irritadas com a empresa que nos vendeu os passeios, a Desert Safari Dubai, que resolvemos nem reclamar mais. Não adiantaria nada mesmo.
E já que estávamos mortas de cansaço, voltamos para o hotel.

A Ana capotou. Liguei para o Khalid, meu amigo de Dubai (falei dele aqui), para darmos uma volta de despedida. Jantei rapidinho no hotel e me arrumei para encontrá-lo. Ele foi me buscar e saímos para ele me mostrar a Dubai que eu não conheci. Comentei com ele que não tinha visto nada de especial naquela cidade e que não pretendia voltar se não fosse para vê-lo. Foi então que ele rodou a cidade inteira, por horas, me mostrando lugares que eu nem imaginava que existiam, como a infinidade de bares no Palm Jumeirah. 
Realmente, não posso dizer que conheci Dubai pra valer. Há muitas coisas a se fazer por ali. Pena que já era tarde e (segunda-feira!) estava tudo fechado. Ah, só um detalhe: não pode ficar de beijinho e abraço em público, em Dubai, tá? A polícia (sim!) fica de olho.


Fiquei passeando de carro com ele até às 4h da manhã (eu estava há mais de 30 horas acordada!), quando ele me deixou no hotel e eu chorei ao me despedir. Demoramos tantos anos para nos encontrarmos e agora que estávamos juntos, eu partiria de novo. :(

Khalid e eu. (foto tirada no Citymax Al Barsha, antes de partirmos para o Líbano )
Infelizmente, como aconteceu em minha última noite em Beirute, esses momentos tristes fazem parte. Voltar pra casa é bom, mas deixa uma saudade...

Beijos,






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