#SinTrip

Dia 1: São Paulo - Um perrengue em São Bernardo do Campo

quinta-feira, agosto 02, 2012

Nossa primeira tentativa de começar a #SinTrip São Paulo foi um fiasco.

Era sexta-feira, 6 de julho, quando meu amigo Aoki Filipe postou no Facebook o cartaz de um show que aconteceria no dia seguinte, no tão famoso Estância Alto da Serra.


Não sei se você sabe mas nem eu nem a Ana gostamos de Pagode, Sertanejo e afins. Eu sou breguinha assumida e gosto de músicas românticas que tocam na Antena 1, mas enfim... Curti a ideia de fazer algo diferente e assistir a um Pagodão, com o Sorriso Maroto, que está fazendo o maior sucesso com "Assim você mata o papai" (Hahaha). Decidimos, então, no sábado, partir para a nossa aventura.

Como sempre, para todos os lugares, usamos o aplicativo Mapas do iPhone. Eu, de co-piloto, vou ditando o caminho e a Ana vai dirigindo. É assim em todas as nossas saídas e viagens, e nunca tivemos problema.
Busquei por Estância Alto da Serra e o aplicativo me mostrou um lugar que me pareceu ok. Conferimos no Google e achamos que estava tudo certo.
Então, pé na estrada!

Assim que saímos da minha casa, às 20h, na zona sul de São Paulo, começou a garoar. Mas bastou entrarmos na Rodovia dos Imigrantes para o mundo desabar. Caiu a maior tempestade e eu, apavorada que sou com isso, comecei a ficar tensa. Um olho no mapa, outro olho nos caminhões que passavam em alta velocidade, meu coração já estava disparado.
De repente, pedágio. Não sabíamos que havia um pedágio no caminho, achávamos que sairíamos da estrada antes. E ambas quase sem dinheiro na carteira.
Conseguimos pagar os R$ 21,20 (!!!) e seguimos viagem. O mapa, então, mostrava que a saída era próxima. Estava muito escuro e chovia demais... A saída do mapa era uma estradinha de terra que, obviamente, não conseguimos enxergar. E graças a Deus, porque iríamos nos enfiar mata adentro, sem a menor iluminação.

Mandei o mapa refazer a rota e saímos por outra estrada. Pegamos a Rodovia Anchieta e seguimos. Entramos em São Bernardo do Campo e acreditamos que já estávamos próximas.

De repente, a estrada (Do Rio Acima) ficou sem saída. Demos de cara com a represa e vimos que precisaríamos pegar a balsa para atravessá-la e chegar ao tão distante destino. Pelo menos a travessia é gratuita.


A gente ri pra não chorar, né? 
Barrigas roncando após quase uma hora na fila da balsa, avistamos uma barraquinha de milho. Amém.


Finalmente, às 23h20, chegou a nossa vez de atravessar a represa.


Que experiência!
Chegamos ao outro lado e seguimos pelo caminho do mapa. De repente, estávamos no meio da lama, em uma estrada de terra totalmente escura, sem sinal no celular. Desespero total!
Perguntamos a um cara que entrava em um sítio onde era o maldito Estância.

- Ah, ficou lá pra trás... É do outro lado da represa...

PUTAQUEPARIU! Voltamos. Nervosas, estressadas e arrependidas. Seria a nossa última tentativa. Pegamos a balsa de volta e perguntamos para mais alguém onde era essa balada dos infernos.

- Vocês precisam pegar a Anchieta e fazer um retorno quando virem a placa para Santos...

Ok, desistimos. Era demais pra nossa cabeça. Já passava da meia noite quando pegamos a estrada de volta pra casa.
Ainda por cima, quase bateram no carro da Ana, na entradinha para Santo André, a cidade dela. Foi um baita susto. Ah! E quebrei a unha... Legal, né?


Quando é para a balada ser furada, é pra valer.

Dormi na Ana e ficou tudo bem.
O Estância? Até hoje eu não sei como faz para chegar. E acho que não estou a fim de saber também.
Moral da história: só vá ao Estância Alto da Serra se estiver com alguém que conhece muito bem o caminho. E não confie no Google Maps.

Beijos,





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