#SinTrip

Dia 1: Havana (Cuba) - Almendrón, Malecón e Club Imágenes

quarta-feira, novembro 07, 2012

Como a Ana contou em seu último post, a recepção na casa particular da Zoe e do Víctor foi ótima. Por sorte, eles estavam com um quarto sobrando e o nosso novo amigo Bernard, que conhecemos no voo, tinha  agora onde ficar.

A Zoe nos levou ao quarto com duas camas e um banheiro privativo e nós, morrendo de calor, nos apaixonamos pelo ar condicionado.

Nosso quarto na casa da Zoe e do Víctor

Depois de tomarmos banho (chuveiro fraquiiiinho) e nos arrumarmos, descemos para a sala, pra nos preparamos para sair. Foi aí que o Víctor, queridíssimo, abriu um mapa enorme de Havana, em cima da mesa, e começou a nos explicar onde poderíamos andar tranquilamente à noite e por onde ele não aconselhava, pelo fato de ser muito escuro.
Na sequência, a Zoe nos explicou como são as moedas cubanas, nos mostrou todas as notas e ainda deu uma moedinha de 3 pesos, com a cara do Che Guevara, para cada um de nós.


O Víctor explicou, também, que não precisávamos pegar um táxi para ir até a La Rampa, a rua da badalação noturna, pois pagaríamos muito mais (de 3 a 5 CUC): poderíamos tomar um almendrón, o táxi popular de Cuba, por 10 pesos cubanos cada. Falaremos sobre os tipos de transporte em Havana, num post dedicado.


Como não sabíamos chegar à rua em que passava o almendrón nem como reconhecê-lo ou fazê-lo parar, o Víctor nos acompanhou até a Infanta (a rua onde deveríamos tomá-lo) e parou o almendrón para nós. Ainda pediu ao motorista que nos indicasse o "ponto" final (Rua L com a 23, na frente do Habana Libre).
No almendrón, conhecemos a Míriam:


Fomos logo perguntando a ela aonde ela estava indo e qual era a boa da noite. Ela disse que estava passeando e que poderíamos acompanhá-la. Já ficamos amigas, em menos de 10 minutos. E foi só descermos do carro que a homarada começou a mexer com a gente. Eu bem tinha lido no guia da Lonely Planet que mulheres desacompanhadas sofrem um assédio tremendo por lá mesmo -- e já estava "preparada". Mas foi divertido. Fomos com a Míriam, caminhando, até o Malecón, que estava lotado de gente à toa, sentada na mureta, papeando.

Ana, Míriam e eu no Malecón

Então, pedimos a Míriam que nos levasse a uma balada, com música cubana, de preferência. Caminhamos, caminhamos, paramos no posto para tomar uma cerveja (e conhecemos a tão amada e idolatrada deliciosa Bucanero Fuerte), caminhamos mais, achamos uma balada que estava vazia, caminhamos mais um pouco, paramos para olhar as casas e caminhamos mais ainda...


Depois de quatro dias caminhando (brinks), encontramos a balada que a Míriam queria ir, o Club Imágenes. Pagamos 5 CUC (Pesos convertibles) cada um, só para entrar. Em torno de 10 Reais cada.


O lugar tinha cheiro e cor de inferninho da Rua Augusta, ou de puteiro mesmo. Parecia uma casa de strip, mas era só cafona demais. Enquanto a balada não começava, o pessoal estava muito quieto, sentado às mesas, tomando uns gorós. Aí a programação começou: um show de stand-up comedy, para nosso  total desespero. Quem de nós conseguia entender alguma coisa que o comediante falava? Só a Míriam, óbvio. Dê uma olhada:


Hahaha? Mas tudo bem. Suportamos porque logo começaria a balada mesmo, com DJ tocando Salsa, Merengue... Mentira! Só tocou Reggaetón. =(


Mas o legal é que tinham várias celebridades cubanas na balada. Apesar de não conhecermos ninguém, achamos divertido poder dizer que encontramos essas pessoas. Assim foi com o Alexander, do grupo mais famoso de Reggaetón cubano, o Gente de Zona. Se quiser, pode ver um clipe dele aqui.

Com Alexander do Gente de Zona

O negócio é dizer que é do Brasil. Todo estrangeiro paga pau pra brasileiro e, óbvio, com ele não foi diferente. Já veio contar que adora a Ivete Sangalo, o Chiclete com Banana etc...


Acabada a super balada que, inclusive tocou nosso querido companheiro de todas as viagens, Michel Teló (veja o vídeo), fomos embora. Para chegar até o ponto em que o almendrón que nos levaria à Infanta passa, tivemos que caminhar mais um horror. Ai, Míriam! Hahaha. E eu só queria um taxi que me levasse de porta a porta! :/


E ela mandou nós três ficarmos quietos no almendrón, para que o motorista não percebesse que éramos estrangeiros e não cobrasse mais. Foi o nosso primeiro contato com a "segregação cubana".
Mortas de cansaço, eu e a Ana fomos dormir, assim que botamos os pés na casa da Zoe e do Víctor. E acabou aí o nosso primeiro dia em Havana.

Beijos!


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