#SinTrip

Dia 2: Havana (Cuba) - Café da manhã, Plaza de la Revolución, Viazul e almoço econômico

sexta-feira, novembro 09, 2012

Após uma chegada tranquila e uma primeira noite meio esquisita em Havana, dormimos o sono dos justos. Antes, porém, havíamos combinado com a Zoe e com o Victor que tomaríamos café às 9h30. Rá! E quem disse que acordamos na hora? Quando levantamos, já passava das 11h! Ainda assim, nosso café estava pronto e posto na mesa, só nos esperando. Descemos e demos de cara com a mesa assim:

Mesa pronta e muito caprichada nos esperando pela manhã! :)


Para completar, omelete com chorizo (um tipo de linguiça) e presunto, café com leite e café quentinhos. Tudo feito na hora e servido pela própria Zoe. Comemos, batemos muito papo e decidimos que sairíamos para bater perna pela região, já que estávamos super perto da Praça da Revolução, um lugar importante de ser visto em Havana. Nos arrumamos e, assim que ficamos prontas, a Míriam telefonou. Ela já estava nos esperando na frente da casa. Ótimo! A caminhada não era muito longa, cerca de dez minutos, e fomos muito atentas, pois era a primeira vez que sairíamos pela cidade de dia. Fora que era uma segunda-feira, então, a cidade estaria super acordada! No caminho, obviamente, já encontramos figuras que ficaram registradas.

Cenas de um bairro no suburbio de Havana.
A Plaza de la Revolución é bonita. Na verdade, ela é mais espaçosa que bonita. Até a Revolução Cubana, em 1959, ela se chamada Praça Cívica, mas Fidel Castro mudou seu nome. Hoje, a praça tem um memorial dedicado a Jose Martí, figura importante na história do país, com uma estátua de Martí com 18 metros e uma torre de 109 metros aberta para visitação (2ª a 6ª, das 9h30 às 17h; sábados e domingos, das 10h às 14h). Não chegamos nem a subir a escadaria para chegar ao páteo do memorial, pois uma mulher vestindo uma espécie de um uniforme nos pediu CUC$ 1 apenas para chegar até ali. Para entrar na parte térrea da torre custa CUC$ 3 e, se quiser subir até o topo para ter uma visão privilegiada de uma parte de Havana, pagará mais CUC$ 2. Nos contentamos em ficar por ali mesmo, na rua. hahahaha



Se quiser tirar fotos no gramado em frente à torre seja rápido. Bem na minha vez de ficar ali, um guardinha veio chamar a minha atenção, mas pedi desculpas, dei um sorriso e falei que já sairia. Ele falou que tudo bem. ;) É na Plaza de la Revolución onde fica também o prédio do Ministério do Interior, onde se vê o emblemático painel com a imagem de Che Guevara, com os dizeres "Hasta la victoria siempre". Ao lado, outro painel com a imagem de Camilo Cienfuegos (para mim, era a cara de Jesus), mais uma figura importante para Cuba.

Turistando por La Habana: fotos que não vão faltar no seu álbum de viagem. :)
Missão cumprida, era hora de partir para o terminal da Viazul, a companhia de ônibus que nos levaria a Varadero no dia seguinte. Era preciso comprar as passagens com antecedência, então, para não perder muito tempo, pegampos um côcotáxi. hahahaha Sim, é exatamente isso que você está pensando.


Este é um meio de transporte bastante comum em Cuba, porém, caro. Daremos detalhes sobre ele e outros tipos de serviço em outro post, mas já posso adiantar que, ao sentar em um legítimo côcotáxi, prepare-se para duas coisas: 1) negociar até não poder mais e 2) se segurar, porque a parada é tensa. Nosso motorista, o Aramis, era uma figura. Galanteador até não poder mais e esperto. Azar o dele que a Lu e eu éramos ainda mais espertas que ele. Quer dizer, dentro das nossas possibilidades. hahahaha O mais engraçado era ver a Míriam quietinha, só esperando para ver quão malandras nós seríamos. Se a coisa desandasse, ela, com certeza interviria. Bom, não precisou. :) Por uma corrida de, mais ou menos, dez minutos, ele fez por CUC$ 5 as três. Devido às condições do veículo, sim, é caro! Só não acho que em outro nos divertiríamos tanto.

"A volta ao mundo em um côcotáxi": título lindo para um livro, só que não.
Finalmente, chegamos à Viazul, que fica no bairro de Nuevo Vedado. Assim que chegamos, vários taxistas nos abordaram para vender viagens a todos os roteiros oferecidos pela Viazul, só que de carro. Como não conhecíamos o esquema, fomos direto para o guichê comprar nossas passagens e não quisemos arriscar. Só para comparar, para Varadero, eles ofereceram por CUC$ 40, sendo que, cada passagem, sairia por CUC$ 10. Foi tranquilo e não precisamos apresentar nenhum documento. Há quatro saídas diárias para Varadero (8h, 10h, 12h e 17h40) e a viagem dura cerca de 3h30. Depois de comprados os tickets, a atendente pediu para falarmos com um senhor que estava em uma mesa em frente ao guichê. Ele nos entregou um livro e pediu para assinarmos os nossos nomes na lista. Pronto, estava tudo certo e deveríamos estar ali mesmo às 7h30 da manhã seguinte, para tomarmos o ônibus das 8h.


A Viazul fica ao lado do zoológico de Havana, então, resolvemos dar uma passadinha na porta só para ver qual era. Bom, coitado do zoológico, pobre que só. Queriam nos vender a entrada por CUC$ 5, mas com certeza não valia a pena. :(


Na volta, aproveitamos para comprar um refresco e pegar, mais uma vez, o almendrón, aquele carro velho e grande que a Lu já comentou


Na volta para casa, estávamos famintas e a Míriam sugeriu comermos perto da casa da Zoe e do Victor, onde seria mais barato, pois tudo por ali é cobrado em moeda nacional. Viva! Conhecemos, então, uma novidade que eram os serviços oferecidos das casas das pessoas. Explico: por ali, é comum os cubanos terem pequenos negócios, como uma "pizzaria", uma lanchonete ou uma sorveteria. Tudo é vendido por um preço super baixo, mas é uma alternativa para conhecer o comércio local e como ele funciona. Paramos primeiro para comer uma pizza. Bom, por MN$ 10 (CUC$ 0,50 = R$ 1), não daria para exigir muito. A massa até que era gostosa, mas a combinação queijo + molho estava oleosa demais. Eu comi uma pizza de queijo e presunto, e a Lu pediu uma só de queijo, além de um refresco que custou MN$ 3 (CUC$ 0,10 = R$ 0,20). Deu para preencher o buraco do estômago.

Pessoas muito simpáticas que conhecemos enquanto comíamos nosso lanche. :)
Bem ao lado, havia uma sorveteria e já estávamos de olho. Como a Míriam ainda não tinha comido nada, oferecemos um sorvete e ela aceitou. O melhor de tudo é o preço, pois tomamos sorvetinhos bem servidos por menos de R$ 1,50. E a dona da sorveteria ainda foi super gentil e nos ofereceu água gelada.


Bueno, devidamente comidas (piada pronta), voltamos para a casa da Zoe e do Victor, que era na mesma rua, para descansar um pouco e decidir o que faríamos mais tarde: um programa super, master, hiper cubano (e não, não é dançar salsa). Isso é o que contaremos para vocês no próximo post!

Até mais!

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