#SinTrip

Dia 3: Varadero (Cuba) - Hotel, praia, relax e animación!

sexta-feira, novembro 16, 2012

Como contei no último post, conseguimos pagar o transfer da Viazul e chegamos, finalmente, ao nosso hotel SunBeach, na Calle 17, em Varadero.  Fizemos o check-in, deixamos nossas mochilas na recepção (o check-in é só a partir das 16h e, como chegamos antes do meio-dia, precisávamos esperar o quarto ficar pronto) e fomos ao banheiro colocar nossos biquínis, porque não queríamos perder tempo. O dia estava incrível e a praia nos chamando!
Assim que ficamos prontas, a recepcionista do hotel disse que já poderíamos subir para o quarto (maravilha!). Fomos até lá só para conhecê-lo e deixar nossas bagagens.

O quarto cafonérrimo do SunBeach
Tudo muito, mas muito brega. Mas não era de todo o mau. O quarto era grande e tinha um banheiro bem iluminado. Podemos dizer que gostamos, apesar de uma primeira impressão meio estranha.
Antes de irmos para a praia, fomos conhecer a piscina do hotel (já chegamos entrando na água) e descobrimos, então, que no "all inclusive" também estavam inclusas todas as bebidas alcoólicas. Vixe Maria!


E já que estávamos sem comer desde aquele arroz com feijão terrível que comemos no Estadio Latinoamericano, na noite anterior -- e o Pingo D'Oro no busão --, achamos melhor almoçarmos antes de ir para a praia.

Comida jóia, hein? Só que não.
Mal sabíamos nós que encararíamos essa vagem, essa cenoura, esse repolho e essa beterraba por toda a nossa viagem. As opções de comida eram terríveis, mas percebemos que isso não é culpa do hotel: em todos os lugares por onde andamos em Cuba, a comida era ruim. Acredito que em um hotel internacional, como um Meliá da vida, as coisas sejam diferentes. Mas nós gostamos de sentir de perto o que é a vida de um nativo, certo? Por pior que seja.

Depois do almoço, partimos para a praia, que fica na frente do hotel (basta atravessar a rua). E esta foi a nossa reação ao nos depararmos com o mar verdinho do Caribe:

Praia delícia!
A praia realmente é incrível! Parecíamos duas crianças que nunca tinham visto o mar. Passamos a tarde ali, torrando no sol e mergulhando na água quentinha e limpinha de Varadero. 
Um americano (!) veio puxar papo com a gente, contando que adora Cuba e sempre faz o maior "malabarismo" para conseguir visitar o país. Não estávamos muito interessadas e ele percebeu. Logo em seguida uns cubanos vieram conversar com a gente. Também não estávamos muito a fim de papo, mas eles se sentaram ao nosso lado e insistiram para sairmos mais tarde. A Ana ficou bem desconfiada e eu acabei desconfiando no embalo. Sei lá, eles pareciam estranhos. Poderíamos acordar numa banheira de gelo? Por mais abertas que estejamos em nossas viagens, sabemos que não podemos confiar nas pessoas assim e, graças a Deus, temos um sexto sentido legal quanto a isso, que não costuma falhar. Dissemos que os encontraríamos, à noite, numa balada chamada La Rumba (mentira, claro) e dispensamos os rapazes.

Quando nos cansamos da praia, voltamos para o hotel e ficamos na piscina por mais um tempo, tomando uns drinks e falando da vida. Foi aí que conheci o Davi, o barman do hotel, esse lindo que fala rápido que só e que se tornou uma das pessoas inesquecíveis de Varadero, para mim.

"Just chillin'": bons drinks e piscininha
Depois de uma tarde relaxante, na qual eu pensei várias vezes "não quero voltar para Havana", fomos tomar um banho, ficar prontas para a noite e descer para jantar. A melhor coisa de Varadero, como você pode perceber no vídeo, é a simpatia das pessoas e, por compaixão, fingíamos sempre que estávamos adorando a comida. :P


Zoamos, mas a comida era a mesma do almoço, requentada, remisturada, reaproveitada e igualmente ruim. A diferença é que, no jantar, houve um trio que tocou algumas músicas típicas e, obviamente, veio pedir caixinha e vender CD. Era a primeira, das muitas vezes, que passaríamos pelo constrangimento de ter que comprar o CD da banda... A Ana voltou para o Brasil com uma coleção, juro!
Acontece assim: eles vêm à sua mesa, perguntam de que país você é e começam a cantar músicas que provavelmente você conhece. Aí você fica sem graça com o agrado e se sente obrigado a contribuir (veja no vídeo a seguir). :)


Quando terminamos de jantar, fomos para o lobby tomar um café e esperar pela tal "animación" da qual estavam falando pelo hotel. Ouvimos uma música alta vindo da piscina e corremos para lá, crentes que haveria aula de Salsa, Reggaetón ou algo do tipo. Os hóspedes demoraram para se aproximar. Nós éramos mesmo as mais legais do hotel. :P Enquanto isso, o super (não) DJ, deixou rolar umas músicas cubanas, tentando chamar a atenção da galera, tadinho.


E nós aproveitamos pra dar risada porque programa de índio é com a gente! :D
Finalmente começou a "animación", um freak show de mágica, bem pobrinho, cafona e digno de vergonha alheia.


Por vários momentos, pensamos até que seria um show erótico, mas o erotismo parou no figurino de biquínis cavados, graças a Deus! Tirando o turismo sexual nada discreto que estava rolando ao nosso lado, com cubanas novinhas e velhos europeus babões, o que nos deixou um tanto chocadas. Mas isso não vem ao caso agora.
No meio do show de mágica tosquérrimo, rolaram umas apresentações de danças típicas, o que me deixou bem feliz. As meninas dançavam bem e eu adorei poder ver esses números, já que não vi dança caracterizada assim durante toda a nossa estadia em Cuba.
Elas dançaram Salsa, Rumba e os demais ritmos típicos cubanos, como você pode ver nos três vídeos a seguir:


No final, para a nossa alegria, um bofe cubano entrou para fazer um número de... De que mesmo?


(Obs.: A ventania era o Sandy chegando em Cuba!)
Quando acabou a "animación", fomos à recepção do hotel perguntar sobre a boa da noite. A recepcionista nos deu 2 VIPs para a balada Havana Club e partimos, de taxi, para lá. Mas isso é assunto para o próximo post pois eu já me estendi demais.

Beijos,




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3 comentários

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