Brasil

Nossa experiência com a TACA (Airlines)

sexta-feira, novembro 02, 2012

Nunca havíamos voado de TACA até a #SinTrip Cuba. Compramos os bilhetes pelo Submarino Viagens, que também nunca havíamos usado (em breve faremos um post sobre nossa experiência com este site), como contamos no texto "Cuba: as passagens". 

As passagens

No post sobre as passagens, contamos o passo a passo da compra. No Submarino Viagens, todos os voos da TACA faziam escala em Lima, no Peru, e, já que não tínhamos como escapar da parada e haviam algumas opções de horário no site, resolvemos escolher um dos voos com uma escala maior para que pudéssemos sair do aeroporto de Lima e curtir algumas horas na capital peruana.
Escolhemos um voo que sairia do Brasil às 17h50 e chegaria no Peru às 21h10 (hora local). Poderíamos, então, jantar num restaurante bacana e curtir uma balada antes de pegar o segundo voo, para Havana, que sairia somente às 10h da manhã do dia seguinte. Para a volta, escolhemos um voo que tivesse a menor escala possível: duas horinhas em solo peruano. Feito isso, traçamos nosso micro roteiro para a noite de Lima.

O check-in em São Paulo

Voo marcado para às 17h50, chegamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos pouco antes das 15h, do sábado, 20 de outubro de 2012. Quando chegamos no balcão da TACA, que ainda estava fechado, demos de cara com uma fila enorme, de pessoas impacientes. Decidimos, então, almoçar e voltar para o check-in, que deveria ser realizado às 15h50 (duas horas de antecedência para embarque internacional, lembra?). 

A enorme fila do check-in

Comemos e voltamos para o balcão da TACA. Haviam três funcionários da companhia aérea: um atendendo a classe executiva, um atendendo a econômica e outro organizando o início da fila. Perguntamos ao último o que estava acontecendo e ele nos informou que o avião que nos levaria para o Peru estava previsto para chegar em São Paulo (vindo de Lima) às 20 horas. Já começou mal, dona TACA, muito mal.

  

Antes de planejar a viagem ao Peru, li no guia Frommer's que, para qualquer voo internacional (como faríamos Lima-Havana), deveria ser paga uma taxa de 35 dólares no ato do embarque, em Lima. Fiquei com isso na cabeça e perguntei ao atendente no balcão se essa informação estava correta. A resposta:

- Olha... que eu saiba, essa taxa caiu. Não precisa pagar nada, não...

Beleza. Feito o check-in, fomos para a sala vip de uma outra companhia aérea (pela TACA estávamos voando de classe econômica e não tínhamos direito a nada, a não ser ao lanchinho - sanduíche de queijo e presunto - que a companhia ofereceu aos passageiros, na sala de embarque). Ficamos lá, fazendo hora, até confirmarem o nosso voo. Com toda essa demora, nossos planos para o Peru foram todos por água abaixo, como contamos no vídeo:


Nosso voo para Lima foi confirmado para às 21h20. Já estávamos até conformadas: o jantar no La Rosa Nautica e a balada de Pachanga ficarão para uma #SinTrip dedicada ao Peru. :(

Voo 29 confirmado com 3 horas e meia de atraso

O primeiro voo (São Paulo - Lima)

Nosso avião era um Airbus A320, ligeiramente pequeno, com duas fileiras de três assentos. Eu, particularmente, detesto voar de Airbus, mas não tivemos outra escolha na hora da compra. Quando entramos no avião, haviam uns travesseiros entre as poltronas - mas não para todas (eu mesma tive que roubar o travesseiro da poltrona ao lado antes do passageiro chegar). Alguns minutos depois, lembrei que eu precisava tomar um remédio, mas esperei que decolássemos para pedir um copo de água ao comissário. Pedi e...


Poxa, companhias, avisem seus funcionários que remédio é importante!
Achei os comissários deste voo um tanto arrogantes. Vai ver estavam nervosos por causa do atraso, mas isso não justifica, afinal, todos os passageiros também estavam.
Em um momento do voo, quando as luzes estavam apagadas e todos estavam dormindo, tocou uma sirene. Todo mundo se apavorou. Só deu pra ouvir os "cleck-cleck" dos cintos de segurança. No fim, um passageiro havia pisado em um megafone (?!?!) de outro passageiro e disparado a maldita sirene. Isso não é culpa da companhia aérea, mas o comissário bem que poderia ter avisado que estava tudo bem, que não era problema com o avião, já que todos os passageiros ficaram com medo. Depois do pânico, até rimos. Veja só:


O jantar servido no voo foi um ponto positivo. Haviam duas opções: frango ou massa. Pedimos a de frango, que estava mais pra um estrogonofe com purê, mas estava gostosa.


Entre o jantar e o pouso ainda há um lanchinho com snacks e bebidinhas. Ah, e as bebidas alcoólicas na TACA também estão liberadas. 
O entretenimento no avião eu achei fraquíssimo. As televisões são compartilhadas, o que não permite a mudança de canal. Os filmes eram todos em inglês ou dublados em espanhol, então, se não fala essas línguas, leve uns filminhos no seu iPad, notebook ou celular.  

Televisões compartilhadas

Também não achei os assentos muito confortáveis, não. O espaço para a perna até que não é de todo o mal (para mim, que tenho 1,60m de altura e não encostei o joelho no banco da frente), mas não consegui dormir direito porque minhas pernas começavam a formigar. Também senti falta do encosto móvel nas laterais da cabeça. Ainda bem que o voo era de cinco horas... Se fosse para Dubai, eu teria surtado.

Chegada em Lima

Assim que desembarcamos, a Ana se deu conta de que havia esquecido seus óculos de grau dentro do avião. Na esteira das bagagens, perguntamos a um funcionário da TACA se havia algum tipo de "achados e perdidos" ou se ele poderia verificar com a equipe que limpa a aeronave se os óculos ainda estavam por lá. Ele chamou alguém no rádio e a resposta era negativa. Não haviam encontrado nada próximo ao assento em que a Ana estava. Mas não desistimos aí.


Passamos pela imigração e saímos para o saguão do aeroporto. Vimos o balcão de check-in da TACA (que é praticamente dona do aeroporto) e perguntamos novamente sobre os óculos. Nada. 


Perguntamos, no balcão de informações do aeroporto, onde ficava o escritório da companhia. Nos indicaram o caminho e disseram que o mesmo só abriria a partir das 2h30 da manhã. Espera! Mas nossos relógios marcavam mais de 4h! Poxa, se o comandante tivesse falado a hora local, não teríamos perdido tempo no aeroporto. Desembarcamos no Peru antes da 1h da manhã, dava tempo de pegar uma balada, afinal, era sábado! 

Tudo bem... Andamos pelo aeroporto à procura de um telefone público e, quando encontramos um, tentamos de todas as maneiras fazer uma ligação a cobrar para o Brasil - missão impossível. Para chamadas internacionais a cobrar, é preciso discar para a Telefonica (108) e todos os telefones públicos são da concorrente Movistar. Ou seja, discou 108, "numero prohibido". 

Graças aos céus, encontramos uma Starbucks e pudemos dar notícias aos nossos pais pela internet grátis do café. As horas não passavam nunca, mas quando deu 2h30, fomos ao escritório da TACA perguntar dos óculos da Ana e... Nada. É, já eram mesmo. :/

Entediadíssimas de tanto esperar (o voo para Havana só sairia às 10h!), resolvemos tirar um cochilo. E foi nesse momento que percebemos que o aeroporto não tem cadeiras nem qualquer outro lugar para sentar. É isso mesmo! E todas as pessoas se sentam no chão e dormem ali mesmo, feito mendigas.

Pessoas esperam sentadas ou deitadas no chão do aeroporto


Legal, né? Não. Mas entramos no clima e deitamos ali mesmo (cochilamos o quanto deu, porque estava barulho demais pra conseguirmos pegar no sono pra valer). Lá pelas 4h da manhã bateu uma fome e resolvemos comer um "pastel de choclo" e tomar uma Inca Kola, o que nos deu uma bela de uma azia.
Então, resolvemos ver o dia lá fora. Estava um frio... Mas deu pra sentir o cheirinho de Lima. Ficamos um pouco ali na porta até que decidimos entrar para a sala de embarque e esperar pelo voo no free shop do aeroporto (que, por sinal, é bem bacana - só é um pouco mais caro que os outros).

Quando chegamos na fila da imigração...
- Vocês não podem passar. Precisam pagar a taxa de embarque ali à direita.

Oi?
Mas o atendente da TACA nos disse que não precisaríamos pagar nada!
Descemos ao balcão, choramos pro gerente, explicamos o ocorrido e tudo o que tomamos foi uma grande patada. Que gente mais grossa! Fiquei bem irritada! Essa grana equivalia, para mim, a um dia de Cuba (eu estava indo com o dinheiro contado!). Bom, se não tivéssemos dinheiro ali, estávamos ferradas. Tivemos que pagar, não houve outro jeito. 35 dólares cada uma. Em cash.
Por que diabos a TACA não disse que as taxas de embarque não estavam todas inclusas? E por que a TACA não nos disse que não deveríamos sair da sala de embarque entre um voo e outro?
Pagamos 35 dólares cada uma só pra ganhar um carimbo a mais no passaporte, passar nove horas em solo peruano e dormir no chão de um aeroporto gelado. Obrigada, TACA! Só que não. 

Pensei até em procurar o mocinho do balcão do check-in de Guarulhos, quando chegasse no Brasil, para tirar satisfações, mas acabei deixando pra lá. Às 10h da manhã, embarcamos para Cuba.

O segundo voo (Lima - Havana)

Também em um Airbus A320, o voo foi bem tranquilo, tirando a turbulência que pegamos quando fomos nos aproximando da ilha. Para o almoço, de novo, duas opções: massa ou frango.


Massa
Frango
Comi a massinha que até que estava boa. Dessa vez não havia travesseirinho, mas estávamos tão cansadas que dormimos mesmo assim.


A chegada em Havana

Apesar de parecer uma rodoviária, o Aeroporto Jose Martí, de Havana, é bem organizado. Pegamos nossas mochilas, que estavam intactas (obrigada, TACA!), e nos dirigimos para a imigração. Não havia suporte da companhia aérea, mas isso não era necessário. O espaço ali era pequeno e estava claro para onde deveríamos nos dirigir.

O check-in em Havana

A Ana já sabia sobre uma tal taxa de embarque que deveria ser paga também no aeroporto de Havana. Confirmei o valor na recepção do hotel em que nos hospedamos (25 CUC) e já fomos preparadas para o embarque. Em nenhum momento a TACA nos avisou sobre esta taxa, assim como não nos avisou sobre a taxa em Lima.

A rodovi...ops! O aeroporto de Havana
No fim, a taxa de embarque que pagamos quando compramos a passagem era somente do Aeroporto de Guarulhos - o que não estava especificado em lugar algum, não sei se por culpa do Submarino Viagens ou da companhia aérea. De qualquer maneira, isso deveria estar descrito no e-ticket que recebemos por email. Essa é a minha opinião, afinal, eu poderia não estar preparada e já ter gastado todo o meu dinheiro na hora de voltar para o Brasil. Se eu não tivesse o dinheiro separado, não embarcaria.
Bom, o processo é o seguinte: faça o check-in, despache a bagagem e dirija-se a uma cabine na lateral dos balcões de check-in, com seu passaporte e bilhete de embarque. Ao pagar a taxa, você receberá um selo no bilhete e um carimbo que liberará seu embarque. Depois é só seguir para a fila da imigração.


O terceiro voo (Havana - Lima)

Embarcamos de volta para o Brasil, no dia 29 de outubro, às 16h15, em mais um Airbus A320, com uma parada em Lima. O voo foi tranquilo. Apesar de acordar de tempos em tempos com as pernas dormentes, conseguimos dormir quase o voo inteiro. Neste voo presenciamos o luar mais bonito que já vimos. :)



Os comissários deste voo eram uns amores. Foram todos simpáticos, pela primeira vez. E, como ponto negativo, a comida veio gelada, apesar de ser a melhor do cardápio (franguinho empanado, com molho de tomate).


O quarto voo (Lima - São Paulo)

Ficamos uma horinha no aeroporto de Lima e aproveitamos para dar uma volta pelas lojas. Como falei, o free shop do Peru é bem bacana. Tomamos uma Inca Kola de 5 dólares (!!!) num bar próximo ao portão de embarque e partimos.
No voo de mais um Airbus A320, os comissários foram bem simpáticos - um deles, um tanto esquecido (pedi o cobertor duas vezes e ele não se lembrou de pegar. Depois deu até risada e me pediu desculpas).
A refeição teve, novamente, dua opções: um frango (de novo!) e a mesma massa com molho verde, do voo de Lima para Havana. A Ana escolheu a primeira e eu, a segunda opção. Ela passou um pouco mal com o franguinho de molho agridoce, mas voltamos de Cuba muito fracas do estômago. Talvez seja por isso.
Neste voo eu não consegui dormir direito e tive uma aflição nas pernas insuportável. Sentei na poltrona do meio e quase não conseguia me movimentar (de um lado, um rapaz alto e, do outro, a Ana, que teve de me emprestar o ombro para travesseiro). Ah, sim, não havia travesseirinho de novo. :(
Foi um voo péssimo para mim, doente que estava (peguei uma gripe braba em Cuba), morrendo ressecada com o ar condicionado e sem poder me mexer. Eu não via a hora do avião pousar!

A chegada em São Paulo

Nada como chegar em casa! Nos dirigimos para a esteira de bagagem e nossas mochilas, mais uma vez, estavam intactas. Amém!

Não sei se voaria TACA novamente. Talvez, se não houver outra opção. Não tivemos nenhuma experiência terrível aqui (graças a Deus!), mas também não tivemos nenhuma ótima. Acredito que o mínimo que uma companhia aérea deva oferecer ao passageiro seja atenção e informação, por mais econômico que tenha sido o valor da passagem. Quanto a isso, me decepcionei bastante. E não falei do atendimento telefônico da TACA que é bem demorado (quando funciona), né? Se bem que isso não a difere da Gol, por exemplo.

Veja também: Nossa experiência com a Emirates (Airlines)

Beijos,

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6 comentários

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