Cuba

Review: hospedagem em Cuba

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Seguindo a série sobre os lugares onde nos hospedamos, como fazemos ao final de cada viagem, aqui está a avaliação sobre a hospedagem que experimentamos em Cuba.
Como sempre, buscamos por lugares econômicos, mas dignos, e evitamos albergues e hospedagens compartilhadas, já que prezamos por privacidade e conforto.

Enfrentamos um grande problema na hora de escolher os hotéis onde ficaríamos porque nenhum site de reservas, dos quais estamos acostumadas a usar, oferece hospedagem em Cuba. Isso se deve ao fato de a maioria dos sites ser americana, mas tudo bem. Chegamos até a consultar uma agência de turismo (indicada por blogueiros que já foram a Cuba), mas não gostamos nadinha, já que o atendimento foi péssimo e os agentes queriam nos assaltar! Só que isso é assunto para outro post. E, como você já deve saber, preferimos fazer tudo por conta própria, sem depender de agências de turismo.

Escolhemos nossos hotéis pelo guia de Cuba da Lonely Planet e conferimos as opiniões postadas no TripAdvisor

Havana

Queríamos muito ter a experiência de dormir em alguma casa particular. Para quem não sabe, alguns cubanos oferecem quartos em suas casas por um precinho super bacana. Este tipo de hospedagem substitui os hostels (albergues), coisa que não encontramos em Cuba -- nem queríamos, na verdade. O mais legal de se hospedar numa casa particular é ter o contato direto com a vida cubana. Alguns proprietários são super receptivos e se oferecem para ajudar no que for preciso. Outros, nem tanto. De qualquer forma, vale a experiência.

A primeira casa em que ficamos foi a Casa Zoe y VictorFizemos a reserva através do site HostelBookers.com (veja como foi a nossa experiência com este site aqui), e pagamos R$ 40,74, as duas, por um quarto duplo, com banheiro privativo.
Na troca de emails que tivemos com a Zoe e o Victor antes de sairmos do Brasil, pedimos que eles enviassem um carro para nos buscar (eles ofereceram este serviço) no aeroporto, por CUC$ 25 (equivalente a R$ 50) -- mesmo preço que pagaríamos por qualquer táxi que fizesse esse trajeto, mas com a segurança de termos alguém nos esperando em uma terra estranha. O motorista nos esperou com uma plaquinha "Ana e Luciana", no desembarque, como contamos aqui.
Assim que chegamos, fomos super bem recebidas pelos proprietários da casa. E nos apaixonamos por eles: um casal de mais ou menos 60 anos, simpático e bem-humorado. 


A casa não é aquela maravilha, mas é ótima para os padrões de Cuba. Só que valeu a pena pela experiência, pelas amizades que fizemos, pelo conforto e pela segurança... Super recomendo. O café-da-manhã é cobrado à parte (CUC$ 4 cada), mas é super caprichado:


A localização só não é incrível porque a casa fica um pouco longe do centro restaurado e do Malecón, mas nada que um táxi por CUC$ 3 ou CUC$ 5 não resolva.

Avaliação (de 0 a 10)
Segurança: 10
Limpeza: 10
Conforto: 9
Localização: 7
Atendimento: 10
Preço: 10
Geral: 10

Nos hospedamos em outra casa particular em Havana, para termos mais de uma experiência (se não fosse por isso, não tínhamos saído da Casa Zoe y Victor). Fizemos a reserva na Casa Mirta também pelo HostelBookers.com (veja como foi a nossa experiência com este site aqui), pelo mesmo valor da outra casa: R$ 40,74 as duas. 


Com uma recepção bem menos calorosa, mas educada e com jeitão de hotel, a Casa Mirta é grande, bonita e limpinha. Ela fica a uns 15 minutos a pé da outra casa, então não tem uma localização muito incrível também. Mas o bairro é super residencial e nos sentimos muito seguras por ali.
Pedimos um quarto duplo, na reserva, e nos deram um quarto de casal. Ainda bem que a gente não liga pra isso, mas se você não quer dormir na mesma cama que seu companheiro de viagem, é bom avisar os proprietários por email.
Ficamos mal acostumadas com o jeito prestativo da Zoe e do Victor e, por isso, a comparação foi inevitável. Os donos da Casa Mirta nos deixaram completamente livres, não nos indicaram nada para fazer e mal sabiam dar informações. Mas até que gostamos da casa.

Avaliação (de 0 a 10)
Segurança: 10
Limpeza: 10
Conforto: 9
Localização: 7
Atendimento: 8
Preço: 10
Geral: 9


Quando voltamos de Varadero, nos hospedamos por quatro noites no Hotel Deauville, em Havana, para o qual fizemos a reserva pelo site Skoosh.com (veja nossa experiência com este site aqui), por US$ 152,29 por toda a estadia. 
O hotel fica num prédio velho (claro!), no Malecón (a famosa avenida a beira-mar), no centro de Havana. O bairro é o centro antigo, não o restaurado, e por isso é tudo meio caindo aos pedaços -- uma pobreza que só. Mas amamos a localização! Poderíamos ir a pé para qualquer lugar e estávamos a três quadras da Casa de La Música, a melhor balada de Havana. Isso nos fez economizar um bocado em transporte. 

Fachada do Hotel Deauville
Nós chegamos ao hotel na pior noite da tempestade oriunda do furacão Sandy e, talvez por isso, a primeira impressão não tenha sido tão boa. Entrava água pela janela do quarto e o barulho do vento realmente  incomodava. 


Nosso quarto, apesar de ter uma porta terrível, difícil de abrir e de fechar, era bom. Tinha uma vista perfeita, de frente para o mar e as camas eram ok. 
Vista da varanda do nosso quarto
Não amamos o hotel, mas ficamos satisfeitas (principalmente pelo preço que pagamos). Era tudo muito cafona, mas tínhamos tudo à mão: o bar e o restaurante do hotel eram bem bons e com preços ótimos.
O café-da-manhã, incluso na diária, era caprichado, mas não muito gostoso. Só que sabemos que isso não é culpa do hotel: a comida cubana é horrível. 

Avaliação (de 0 a 10)
Segurança: 9
Limpeza: 8
Conforto: 8
Localização: 10
Atendimento: 9
Preço: 10
Geral: 8


Varadero

Em Varadero, nos hospedamos no hotel SunBeach, um resort all inclusive para o qual fizemos a reserva também no Skoosh.com (veja como foi a nossa experiência com este site aqui), por US$ 121,15 as duas noites do quarto duplo. 
Por ser all inclusive, esperávamos comer bem, mas isso foi o que mais pegou: a comida era terrível e a hora da refeição sempre era um pesadelo para nós. Só comíamos para não desmaiar mesmo. Em compensação, não saíamos dos bares do hotel. Bebidinhas geladas e docinhas o dia inteiro!

A comida terrível do SunBeach
Nosso quarto era o mais cafona do universo, mas bem honesto. Banheiro grande e claro, camas confortáveis e até uma salinha que nem usamos. 


A piscina era uma delícia e estava sempre vazia (é claro que todo mundo prefere a praia, mas não há nada como um mergulho numa água doce após um dia inteiro na areia e no sal). E a parte comum do hotel foi o que nos conquistou, com suas atrações bizarras (tipo o show de mágica que assistimos) e muitas pessoas bacanas (hóspedes e funcionários), com as quais fizemos amizade. 

A piscina do hotel (e eu  pulando lá atrás)

Não achamos a localização tão boa porque o hotel é um pouco afastado das baladas, mas vimos que os grandes hotéis famosos ficam mais afastados ainda. Para sair, pagamos CUC$ 5 pelo taxi, por trajeto, até cada balada. Em compensação, o hotel fica quase na areia: basta atravessar a rua para estar na praia linda, de areia branquinha e água turquesa. 

Avaliação (de 0 a 10)
Segurança: 10
Limpeza: 9
Conforto: 9
Localização: 8
Atendimento: 10
Preço: 10
Geral: 9


Veja também:
Review: hotéis na Califórnia (EUA)
Review: hotéis em Buenos Aires (Argentina)

Beijos,

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10 comentários

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