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Quanto custa viajar para os Emirados Árabes?

Written By Luciana Sabbag on quarta-feira, dezembro 05, 2018 | quarta-feira, dezembro 05, 2018

Sempre que alguém sabe que eu já fui para Dubai e Abu Dhabi, logo manda um “nossa, que chique!” ou “que rica você”. Nada disso, minha gente! Quem me conhece sabe que sou uma viajante supereconômica (pra não dizer mão-de-vaca) e que eu jamais teria ido para o Golfo se fosse realmente uma fortuna. Dubai é para quem quer e não só para quem pode.


Está certo que o dólar nas alturas não está cooperando para nossas viagens internacionais, mas as coisas em Dubai não são o olho da cara como parecem. É claro que se você quiser se hospedar no Burj Al Arab, o único hotel 7 estrelas do mundo, que tem a tarifa mais barata a R$ 7 mil, tudo fica mais complicado. O que eu quero dizer é que dá para conhecer – e aproveitar muito bem – Dubai sem gastar todas as nossas economias.

As passagens


A primeira coisa que você tem que fazer é ficar de olho nas promoções das companhias aéreas. Ninguém acredita quando falo que paguei R$ 2.000 na minha passagem pela Emirates Airlines (mas disso eu tenho provas). Na verdade, eu paguei um tantinho a mais porque seguiria para o Líbano depois. Escolhi uma data totalmente fora de temporada (o inverno) – o que foi até bom, porque não peguei nenhuma temperatura extrema – e chequei dia por dia quando seria mais barato.


A hospedagem


Para me hospedar, pedi uma dica a um amigo local. Perguntei sobre hotéis que não fossem os Burjs da vida, que tivessem boa localização e não fossem fuleiros. Ele me indicou o Citymax Al Barsha e o Hilton. Nas minhas pesquisas, o primeiro tinha a tarifa um pouquinho mais baixa e, obviamente, optei por ele. Fiz a reserva pelo Booking.com e paguei em torno de R$ 150 a diária de um quarto duplo. Digno. O hotel é bem bonitinho, confortável e com uma ótima localização (perto do shopping, perto do metrô e com vista para o Burj Al Arab). Além disso, o hotel oferece um café da manhã delicioso por 30 dirhan por pessoa, tem um bar e uma baladinha.

AED 900 por 3 diárias = AED 300 por diária = R$ 150 por diária

Ah, sim. A moeda local é o Dirhan (AED) que, hoje, está praticamente valendo o mesmo que o Real: 100 dirhan = 105 reais. Quando eu fui, valia a metade do Real, ou seja, 100 dirhan = 50 reais :(
Mas, ainda assim, dá pra gastar pouco: nem a comida nem os passeios são um absurdo. Minhas refeições saíam em torno de 25 ou 30 dirhan por pessoa – mesmo com a moeda “um pra um”, ficaram mais baratas que as refeições em São Paulo. Fora que se você sair para comer em um restaurante árabe por aqui vai gastar muito mais que isso.

Passeios e lazer


Para conhecer a cidade, fiz a reserva de três passeios pela internet (com a empresa desertsafaridubai.com): o Dubai City Tour, o Abu Dhabi City Tour e o Desert Safari. Se eu comprasse os passeios separadamente, eles sairiam mais caros. No entanto, no pacote, tudo saiu por 193 dirhan. Para todos os passeios, uma van foi me buscar no hotel na hora combinada e me deixou de volta ao final do passeio. A reserva foi feita pela internet, mas o pagamento foi feito na hora, em dinheiro (em Dirhan – eles não aceitam pagamento em dólar), para o motorista da van.


O Dubai City Tour começou pela Marina de Dubai Creek (Bur Dubai e Deira), região muito importante para a economia dos Emirados, pois era por ali que os pequenos barcos a vela vindos da Índia, Marrocos e África chegavam para fazer negócio, principalmente de pérolas, e, posteriormente de pesca e outros bens, no século 19. Depois, entramos em um ônibus que percorre as ruas da cidade, passando por prédios históricos e locais oficiais como o palácio do governo e o ministério da cultura. Em seguida, o ônibus rumou para o Gold Souk (mercado de ouro), um lugarzinho pitoresco que nos faz, finalmente, percebermos que estamos no Oriente Médio. Souks são aqueles mercados tradicionais com vendedores desesperados por bons negócios. Quem viu Sex and the City 2, em Abu Dhabi, sabe do que eu estou falando. Tomem cuidado nessa hora. Não saiam comprando absolutamente nada sem pechinchar. Digam que não querem, saiam andando e os vendedores virão atrás de vocês oferecendo os produtos que vocês queriam por menos da metade do preço. Só para exemplificar, eu queria um véu que custava 100 Dirhan. Depois de pechinchar, acabei pagando 30.

Depois do souk, o ônibus do tour nos levou ao bairro de Jumeirah, o mais chique de Dubai. É lá onde estão os hotéis mais famosos da cidade: Jumeirah, Atlantis The Palm e, claro, o Burj Al Arab. O ônibus deu uma paradinha rápida em cada um deles para tirarmos algumas fotos, mas só do lado de fora.

Para quem tiver tempo de conhecer a cidade sem pressa, eu aconselho fazer esse passeio por conta própria. Assim, você poderá aproveitar melhor seus spots favoritos. Como eu tinha poucos dias na cidade (eu viajaria para o Líbano e estava ali só de passagem), preferi fazer o tour para não perder nada importante.

O Desert Safari é o passeio mais imperdível de todos. Ele é um rali pelo deserto, num 4x4 cheio de emoções. Achei que fosse morrer o tempo todo e xinguei o mundo inteiro no sobe-e-desce das dunas de areia. Hahaha. Ao final do rali, uma festona com camelos para montarmos, dança árabe, muita comida, hena e música nos esperava. Essa foi a melhor coisa que fiz em Dubai. Uma mocinha pintou minhas mãos de henna e eu fiquei assistindo às bailarinas dançarem, comendo charutinho e homus, sentada numa almofada na areia, em pleno deserto.  Maravilhoso mesmo. 

Para conhecer o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, comprei os ingressos para o "At The Top" (o deck de observação), ainda no Brasil, pelo site do prédio. Dica: compre com antecedência. É muito difícil encontrar ingressos para as horas legais, que são de manhã e ao pôr do sol. Tanto que mesmo comprando antes, só consegui para o horário das 18h. Até chegar lá em cima, já estava de noite. Assim como no Stratosphere, em Las Vegas, é até legal ver a cidade toda acesa, mas as fotos não ficam aquela maravilha se você não for um ótimo fotógrafo. Além do problema do horário, se você comprar os ingressos com antecedência pagará 100 Dirhan por pessoa, enquanto, na porta, o ingresso sai por 400! Tá doido! Mas este é um passeio que vale a pena. Só o elevador, que é o mais rápido do mundo (mas não se preocupe porque você nem sente a subida), é um show a parte. 


Para curtir a noite em Dubai, na maioria das baladas (que são dentro dos hotéis, em “territórios internacionais”, porque é proibido beber nos Emirados Árabes), mulheres não pagam e ainda ganham drinks de boas-vindas.  

No total, eu gastei em torno de R$ 3.000 para cinco dias em Dubai (incluindo passagem e hospedagem), portanto, não é coisa de outro mundo, não, já que hoje em dia dá pra dividir tudo em muitas vezes. Eu fiquei mais 12 dias no Líbano e, por isso, o total da minha viagem ficou em R$ 5.000, incluindo os quilos de pistache que eu trouxe para o Brasil. Haha. Ou seja, se você conseguir pegar dessas viagens "2 em 1", você economiza ainda mais.

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Sobre Luciana Sabbag

Jornalista, 34 anos, canceriana, chorona. Se emociona com tudo. Vive sem muito planejamento, mas com muitos planos.

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