quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Líbano: tudo que você precisa saber antes de viajar para lá

O Líbano foi o país que mais gostei de conhecer até hoje. Acredito que, dificilmente, outro lugar alcançará o topo da minha lista. É claro que eu tenho uma razão pessoal para isso: minha origem é libanesa e todos os costumes que aprendi quando criança, pude presenciar de pertinho. Mas não é só por isso! O Líbano é apaixonante e todas as pessoas que eu conheço que visitaram este país têm a mesma opinião que eu. E olha que nem pudemos curtir o verão libanês, que dizem ser espetacular! Eu e a Ana chegamos na terra dos “brimos” em fevereiro, no alto inverno, numa noite de neve e vento gelado. O Líbano tem as estações do ano muito bem definidas: no verão, o negócio é curtir a praia num calorzão de 35 graus; no inverno, é se divertir na neve (muita neve), admirar a paisagem dos montes de topos branquinhos e curtir o aquecedor dos cafés do Hamra.


Se você pretende visitar o Líbano, a primeira coisa que você precisa saber é que brasileiros precisam de visto, sim, mas isso você pega no aeroporto lá de Beirute mesmo: basta preencher um formulário quando desembarcar e pegar a fila da imigração. Esta regra ainda está valendo, mas é sempre bom dar uma conferida com a embaixada ou com os consulados libaneses (www.libano.org.br), antes de partir.  Porém, se você tiver um carimbo de Israel em seu passaporte, pode preparar sua volta, pois ninguém lhe deixará adentrar o país. Brigas políticas, sabe como é!  E é exatamente por isso que vão olhar folha por folha do seu passaporte e lhe farão mil e uma perguntas no guichê. Não se assuste com isso, nem com os oficiais do exército nem com a bagunça que é o Aeroporto de Beirute. Ficamos receosas, mas depois entendemos que esse é o jeito dos libaneses. E, mesmo assim, eles são super acolhedores. Esses países que já passaram por muitos conflitos e guerras sempre têm uma política mais desconfiada para tratar os estrangeiros... Não se sinta intimidado. É compreensível.

Assim que você chegar, pode pegar um taxi para o seu hotel. Sugiro que você se hospede ou no Hamra ou em Raouché, dois dos bairros mais famosos, badalados e agitados de Beirute. Um taxi do aeroporto para estes locais deverá custar em torno de 25 dólares. Como os taxistas saberão que você é turista, tentarão vender o caminho por muito mais. Até 35 dólares é tranquilo. Ah, sim! Não há taxímetro no Líbano! Todas as corridas devem ser combinadas anteriormente. Mas não se acanhe, os taxistas costumam ser bem honestos. Só não se esqueça: eles são árabes e adoram negociar! ;)

Peça-os para lhe levar a outras cidades. Não dá pra resumir o Líbano em sua capital: o país tem lugares incríveis que não podem deixar de ser vistos, como já contamos aqui no blog. Por fim, não se preocupe com o idioma local! Quase todas as pessoas (90% delas) sabem falar inglês e francês. E, é claro, todas entenderão suas mímicas. ;)

Boa viagem!


Beijos,






quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dia 14: São Paulo - Turismetrô

Demoramos, mas voltamos!
Como você deve ter percebido, estamos sem viajar desde que fomos para Cuba. E deixamos o blog paradão porque realmente não encontramos tempo para nos dedicar a ele - nem para viajar de novo. :(
Mas logo colocaremos o pé na estrada, porque não aguentamos ficar muito tempo paradas. :D
Enquanto isso, voltamos a narrar nossas aventuras pela selva de pedra que nos abriga. E aqui vai mais um episódio da #SinTrip de casa.
No sábado, dia 30 de março, resolvemos conhecer um programa oferecido pela São Paulo Turismo em parceria com o Metrô, chamado Turismetrô.
Confesso que eu nunca tinha ouvido falar sobre este programa, já que não sou muito de andar de trem, mas vi uma matéria na Folha de S. Paulo, e achei que seria bem interessante participar, principalmente porque o tema da vez era "Imigração Árabe" - assunto pelo qual eu quase não me interesso, né? Hahaha.

A Ana, minha prima Dunia, o namorado dela, Ricardo, e eu, nos encontramos na Estação Sé, em frente ao balcão do Turismetrô, às 8h da manhã. O passeio começaria às 9h, mas é bom chegar bem cedo porque o número de vagas é bem pequeno (25 por grupo). E, depois, não adianta reclamar, hein? ;)

A fila para participar do Turismetrô, às 8h30 da manhã
Muita gente ficou de fora do passeio
Para participar, é preciso preencher uma ficha no balcão do Turismetrô e comprar o número de bilhetes para o passeio. Em nosso caso, gastamos um bilhete até a Sé, do Paraíso a São Bento e outro para voltar pra casa.

Como falei acima, o tema do passeio era a "Imigração Árabe" e, como não poderia deixar de ser, nossa primeira parada foi na Catedral Ortodoxa, em frente à Estação Paraíso.


Lá dentro, o padre nos contou um pouco da história da Catedral, da imigração árabe e da religião Católica Ortodoxa (e as diferenças entre ela e a Católica Apostólica Romana):


Depois, visitamos o Monumento Mohamed V, bem em frente à Catedral. Este monumento foi doado ao município de São Paulo pelo Ministério do Artesanato do Reino do Marrocos.


Então, tomamos o metrô e descemos na estação São Bento, em frente ao Mosteiro de São Bento, onde o guia nos explicou um pouco da importância da imigração árabe para a região da 25 de Março, e partimos para a Casa da Boia, inaugurada em 1898.


Na comemoração dos 100 anos da Casa da Boia, foi inaugurado um museu no segundo andar da casa, onde vivia a família Rizakallah Jorge, dona da loja. Visitamos o museu e assistimos a um vídeo sobre a história da Casa da Boia.


Descemos para a 25 de Março, onde um ator fez uma encenação, contando um pouquinho da imigração árabe à região.


Fomos até à Rua Abdo Shahim, onde fizemos uma pausa para comer uma comidinha árabe e terminamos o passeio no Mercado Municipal. A Igreja Nossa Senhora também estava no roteiro, mas não deu tempo de visitá-la. Então, quando o passeio acabou, nós 4 fomos até lá. Linda igrejinha ortodoxa...


Depois voltamos no restaurante árabe (Raful) para almoçar direito. Gostamos bastante do passeio, mas achamos que foi um pouco superficial. Tudo bem que não dava tempo de explicar muita coisa, já que a duração seria de apenas 3 horas, mas talvez o guia pudesse saber um pouco mais. Nós já sabíamos sobre a história da imigração árabe e já havíamos visitados todos esses lugares, mas quem nunca o fez, talvez não tenha entendido muito bem.

Veja a matéria que passou na TV Cultura sobre o passeio deste dia:


Vamos experimentar outros passeios deste programa em breve. Se quiser experimentar também, fique atento à programação no site do Turismetrô.

Beijos!



sexta-feira, 15 de março de 2013

#SinTrippers 16

Oba, oba! Hoje é dia de mostrar nossos leitores queridos que lembraram de nós em suas viagens!

Participe você também!
Basta enviar uma foto (ou vídeo) para sintrip2011@gmail.com, com o nome do blog #SinTrip, em qualquer lugar do mundo, da maneira que você quiser (só não vale montagem!). E não precisa ser só viajando, pode ser em algum lugar bacana de sua cidade. ;)
Vamos aos #SinTrippers desta quinzena:

Joaquim Andrade - Malibu, Califórnia (Estados Unidos)
Joaquim é brasileiro, mora em Nova York e visitou Malibu, na Califórnia, em fevereiro de 2013. Instagram: @snacoj


Lara Giannotti - Cozumel (México)
Mora em São Paulo e visitou o México em março de 2013. Instagram: @laragiannotti


Carina Badaró - Disney California Adventure (Estados Unidos)
Morava em São Paulo e, ao se mudar para Los Angeles, em março de 2013, fez uma visita à Disney  da Califórnia. 

Adoramos!
Agora esperamos a sua foto!
Beijos e até a próxima!



sexta-feira, 1 de março de 2013

Dia 3: Fortaleza (Ceará) - E a #SinTrip Ceará chega ao fim

Depois de uma manhã torrando na praia, voltamos para o hotel. Assim que chegamos, encontramos a Tarsilla, que já estava nos esperando no Gran Marquise.
Tomamos um banho rapidinho, terminamos de arrumar nossas coisas e fizemos o check-out. Como ainda tínhamos tempo até a hora de ir para o aeroporto, pedimos para deixar as malas no hotel e saímos para dar uma última volta pela linda Fortaleza.

Paramos na famosa sorveteria 50 Sabores, colada no hotel, porque não poderíamos voltar para São Paulo sem provar um dos 50. Pedi um sorvete de dois sabores (R$ 12,00), mas me arrependi. Vem MUITA coisa -- diferente das sorveterias de São Paulo, que colocam uma colher ao invés de uma bola. Escolhi tapioca e castanha de caju. No fim, enjoei e joguei metade fora. :(
Mas é realmente incrível, com pedacinhos de tapioca e de castanha, hmmm! 


Passamos no Pão de Açúcar para sacar dinheiro -- o único lugar ali perto com caixa 24h, a umas 5 quadras do hotel. E caminhamos até o Jardim Japonês (Av. Beira Mar, 3313), uma grande praça, construída para homenagear o primeiro japonês que chegou em Fortaleza, Jusaku Fujita, em 1923. A praça possui 1.900 m² e toda a simbologia japonesa: lagos, nascentes, cascatas e pontes. 


Em clima de Japão, paramos na Barraca do Japa para tomar/comer alguma coisa antes de partir. Lugar feio, com gente feia. Não recomendo em nada!


Como contamos no vídeo, um cara muito doido chegou colocando a mão na comida da Tarsi e aquilo estragou todo o clima do nosso passeio. Pedimos a conta e voltamos para o hotel, para pegar as malas. De lá, tomamos um táxi e partimos para o aeroporto. Nos despedimos da Tarsi e fomos fazer o check-in (numa fila enorme!)
Como já sabíamos que a Gol não ia nos servir nem um refrigerante, passamos no Bob's (ai, não tem McDonald's no aeroporto, fuén) e compramos nossa "marmita". Afinal, sairíamos de lá às 19h e só chegaríamos em Guarulhos às 23h -- é óbvio que ficaríamos com fome, já que almoçamos um sorvete. Ah, sim, neste tipo de voo doméstico, é possível embarcar com comida e bebida na mão. :)


Em Guarulhos, aquele embaço corriqueiro de pegar a mala, esperar o transfer, ir para o estacionamento... 


E, quando chegamos no Airport Park, o carro estava sem bateria. O bom é que eles são bem preparados e fizeram a chupeta (ma ooooe) na hora. Saímos de lá, já passava da meia-noite. Fomos para nossas casas e descansamos de mais uma #SinTrip deliciosa. 
Que venha a próxima! :D

Beijos,




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dia 3: Fortaleza (Ceará) - Praia do Futuro

Dia de partida é corrido em qualquer lugar! Acordamos cedo para tomar café e aproveitar nossa manhã para tomar um último sol em Fortaleza. Durante o café, a preocupação: COMO voltar ao hotel a tempo de fazer o check-out? Bom, como perguntar não tira pedaço, fomos até a recepção e perguntamos se poderíamos fazer um late check-out, que é liberado pelo hotel. A recepcionista muito gentilmente checou se não haviam reservas e nos liberou para sair às 15h. Show! Mais um ponto para o Gran Marquise pelo ótimo atendimento. 



Nos informamos também como chegar até o quiosque Chico do Caranguejo, na Praia do Futuro, a mais famosa de Fortaleza. Nos disseram que o ônibus (R$ 1,60) circular passa em frente ao hotel -- não há ponto fixo -- ou poderíamos pegar um táxi, que sairia por R$ 15. Preferimos esperar. Depois de cerca de 15 minutos, chegou: lotado. 


A viagem durou outros 15 minutos e, enfim, chegamos ao Chico do Caranguejo (Avenida Zeze Diogo, 4.930 - Praia do Futuro). Esta barraca, que existe há 30 anos, é bem popular, logo, estará sempre lotada. Quando chegamos, por volta das 10h, percebemos que é muito importante chegar cedo, mas cedo mesmo, antes das 8h30, porque o lugar fica super cheio. A barraca (barraca é apelido) é enorme e tem várias áreas, com mesas, cadeiras e espreguiçadeiras perto do mar. Há ainda um "mini-parque aquático" (e bota mini nisso), para a criançada, restaurante, loja de roupas e souvenir, massagista, além de ambulantes que vendem sorvete, camarão, frutas, redes etc. 



Pedimos nossa caipirinha (R$ 6,80) de cortesia, mas eu não me animei a beber não. Estava muito forte -- e não era cachaça boa, pode apostar --  e me caiu mal. Preferi ficar na cervejinha (R$ 6,30/garrafa) e na água de coco (R$ 2,85). Aproveitei e pedi um caranguejo (R$ 15,60), famoso e que dá o nome à barraca. Três unidades bem gordas, servidas em um caldo feito com leite de coco, acompanhado de farofa.


Ficamos por ali mais um pouquinho até dar a hora de voltar. Para não perder a hora, pegamos um táxi e pagamos R$ 16. Tudo certo, tudo resolvido, voltamos para o hotel e corremos para arrumar tudo e fazer o check-out.

Claro que ainda fizemos outro passeio, mas isso fica para o próximo post!

Até mais!


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dia 2: Fortaleza (Ceará) - Feirinha de Artesanato e Pré-Carnaval

Uma coisa era certa: naquela noite, após um dia super intenso, estávamos cansadas pacas, mas ainda tínhamos muita coisa para fazer em Fortaleza. A primeira delas era dar uma passada na famosa Feirinha de Artesanato da Beira-Mar, que fica na Praia do Meireles, em frente ao Clube Náutico. É um ponto muito visitado por todo mundo que vai à Fortaleza, pois lá concentram-se inúmeras barracas que são montadas diariamente, a partir das 16h. Saímos lindas, arrumadas e cheirosas do hotel, e caminhamos para a feirinha. O que não sabíamos, porém, é que dentro de minutos cairia o maior pé d'água da história dos últimos tempos em Fortaleza...


As pessoas juraram que ficaram felizes com a chuva, viu?
Barraca cheia de temperos, doces e comidinhas típicas do Ceará <3
Em 15 minutos de caminhada, tomamos mais chuva que nunca e chegamos à feirinha ensopadas. Não pense que parou de chover, porque isso não aconteceu. Nos abrigamos embaixo de um toldo, mas tivemos que nos aventurar pelas poças, caso contrário, ficaríamos sem nossas compras. Na feirinha, pinturas em cerâmica, bebidas e comidinhas típicas, souvenirs como camisetas e chaveiros, redes, artigos em couro etc. O preço é razoável e, como os produtos se repetem, não deixe de pechinchar para conseguir um preço melhor. Em nossa sacolas: castanha de caju torrada sem sal (R$ 18/pacote 1kg) e castanhas caramelizadas (R$ 12/pacote 500g), manteiga de garrafa (R$ 10/vidro 250ml), camisa de algodão para saída de praia (R$ 45) e duas santas em madeira (R$ 50 as duas) -- que descobrimos depois serem feitas de gesso. :( O preço de tudo é super parecido, mas sempre tem alguém com mais vantagem. Ah, algumas barracas aceitam cartão de débito e crédito, mas cobram uma "taxa" sobre o valor que não costuma passar de R$ 2.

Na volta, com fome, paramos no Restaurante Veraneio (Avenida Beira-Mar, 3.121) e, embora as dicas no Foursquare não fossem as melhores, tivemos um bom atendimento e a comida estava boa. Não deliciosa, boa. Comemos o prato Delícia de carne de sol (R$ 24,99), um tipo de escondidinho de carne de sol com purê de macaxeira (mandioca) gratinado, acompanhado de arroz branco. A porção é bem grande e, embora tenha mais purê que carne de sol, arrisco dizer que quatro pessoas comem tranquilamente.Pedi também uma casquinha de siri (R$ 9), mas não gostei.


Voltamos para o hotel para trocar de roupa, pois na cidade já estava rolando a festa de pré-Carnaval de Fortaleza. Pegamos um táxi no hotel e até o Aterrinho da Praia de Iracema (R$ 15). Chegando lá, a maior muvuca nas ruas, com ambulantes vendendo comida e bebida, muita gente e o show da Banda Patusco, bastante popular no Nordeste, que encerraria os bloquinhos do dia. O pré-Carnaval de Rua de Fortaleza rolou do dia 11 de janeiro a 3 de fevereiro, e aqueceu a cidade até a chegada do Carnaval, bastante animado por lá. Ficamos pouco, pois já era tarde, mas com certeza pela animação da galera (e também pelo  alto nível etílico) a festa foi boa desde o início, às 15h!



Como já era tarde, nossa noite durou pouco. Retornamos ao hotel e resolvemos explorar as dependências, o que não foi possível já que estava rolando um casamento. "Vamos olhar a festa?", nos perguntamos.


Encantadas pelo clima de festa que se espalhou pelo hotel, providenciamos a festa de casamento da Luciana lá em Fortaleza mesmo. Seu noivo, Rafael, visivelmente emocionado, foi parte essencial na produção deste memorável vídeo:



E assim terminou nosso longo sábado na linda Fortaleza! 

Até mais!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

#SinTrippers 15

Hoje é dia de #SinTrippers! \o/

Participe você também! Basta enviar uma foto ou vídeo com o nome do blog, de alguma maneira, em qualquer lugar, para sintrip2011@gmail.com. Só não vale montagem! :D

Veja quem são os #SinTrippers desta quinzena:

Elmer Dantas - Téramo (Itália)
Mora em São Paulo e visitou Giulianova, na província de Téramo, na Itália, em dezembro de 2012. Twitter: @elmeerr


Juliana Marotti - Nova York (Estados Unidos)
Mora em São Paulo e viajou para Nova York em setembro de 2012. Na foto, a Times Square ao fundo. Twitter: @jumarotti


Holud Smaili - Ghazzé, Líbano
Nasceu em São Paulo e hoje mora em Ghazzé, uma cidade do Vale do Bekaa, no Líbano. Instagram: @holudsmaili


Adoramos! 

Até a próxima!
Beijos,