Dia 3: Madri (Espanha) - Missa, El Rastro e Blablacar

No domingo, 31 de maio, acordamos cedo porque queríamos assistir à missa na igreja de Santiago, afinal, iríamos para o Caminho de Santiago naquela mesma noite e queríamos estar ainda mais preparadas espiritualmente.

Fomos a pé, da casa do Francisco, onde estávamos hospedadas, até próximo ao Palácio Real, onde está a Real Parroquia de Santiago y S. Juan Bautista de Madrid (Calle Santiago, 23).

Assim que entramos na igreja, antes da missa, fomos falar com o padre. Dissemos a ele que éramos peregrinas e que iríamos começar o Caminho. Ele logo nos ofereceu uma credencial, mas dissemos que não precisávamos porque já tínhamos as credenciais desde o Brasil. Então, o padre colocou o primeiro carimbo (selo) em nossas credenciais e disse que depois da missa nos daria a bênção.



A missa foi linda! Choramos feito bebês e, ao final, como prometido, ele nos chamou para a bênção. O que não esperávamos era que ele nos desse a bênção na frente de todo mundo, antes da bênção final da missa. Foi emocionante demais! E, quando a missa acabou, alguns fiéis vieram nos desejar um "buen camino" e nos abraçar. Eu não conseguia parar de chorar! 

Dia 3: Madri (Espanha) - Missa, El Rastro e Blablacar
Chorando ao lado do padre D. Carlos Cano - selfie com padre, sou dessas
Saímos da igreja e ficamos um tempinho na praça da frente, refletindo e enxugando as lágrimas. Ali é onde começa o Caminho de Santiago desde Madri, então, o comércio da região é todo temático. Inclusive, conseguimos mais um selo em uma taberna que ainda nem estava aberta para o almoço.

De lá, fomos caminhando pelo centro, passando por alguns lugares que ainda não conhecíamos, como a Casa de La Villa, construída em 1029, e voltamos para perto da Catedral de Almudena (que visitamos no dia anterior), para conhecer os restos da Muralla Islámica de Madrid, a construção em pé mais antiga da cidade. A Muralla foi feita no século IX, durante a dominação muçulmana da Península Ibérica, como uma fortaleza, ao redor da qual se foi desenvolvendo o centro urbano de Madri. Os restos de maior importância da muralha estão integrados ao Parque Mohamed I (nome em referência a Mohamed I de Córdoba, considerado o fundador da cidade).

Dia 3: Madri (Espanha) - Missa, El Rastro e Blablacar
Restos da Muralla Islámica de Madrid, na Cuesta de la Vega, junto à Cripta da Catedral de Almudena
De lá, fomos caminhando até o El Rastro, onde, aos domingos e feriados, acontece a feirinha (mercado) mais tradicional da cidade. Considerado Patrimônio Cultural de Madri, o Mercado El Rastro, fica a poucos metros do Centro Histórico, e é um dos maiores mercados a céu aberto da Europa. 

Dia 3: Madri (Espanha) - Missa, El Rastro e Blablacar
Parte da feirinha El Rastro
O El Rastro é basicamente uma feirinha de antiguidades, mas você pode encontrar de tudo por lá - tudo mesmo, inclusive os "regalitos" de Madri. Comprei alguns ímãs de geladeira para a minha coleção, por 3 euros cada.  



Enquanto passeávamos pela feirinha, que estava abarrotada de gente, procuramos algum lugar para almoçar. Paramos no Quiosco de La Reina (Ronda de Toledo, 9), que fica dentro do Parque Casino de La Reina, um lugar bem bonitinho, com mesas ao ar livre. Pedi uma Salada Caesar (quem me conhece sabe da fissura que tenho por este prato, né?) e a Cintia pediu um hambúrguer. Os pratos não estavam lá essas coisas, mas precisávamos almoçar, certo?

Dia 3: Madri (Espanha) - Missa, El Rastro e Blablacar

Voltamos para a casa do Francisco para arrumar nossas malas e tomar banho. A Cintia havia levado do Brasil uma mala de rodinhas, com a mochila do Caminho de Santiago dentro. Assim, separamos nossas mochilas, tiramos todas as coisas que não iríamos usar no Caminho e colocamos-nas dentro da mala. Nos despedimos do Francisco e chamamos um táxi. Fomos até a Calle Serrano, onde deixamos a mala de rodinhas na casa de um amigo meu, para fazermos o Caminho só com o necessário.

Antes de viajar, procurei todas as opções para deixar nossa bagagem em Madri, para não precisarmos levar tudo para o Caminho (salto alto, maquiagem, vestidos e afins). Encontrei apenas duas maneiras: a primeira seria enviar tudo pelo correio para Santiago de Compostela, onde existe uma agência especial para peregrinos. Esta agência recebe toda a bagagem dos caminhantes para que, quando eles cheguem a Santiago, suas coisas os estejam esperando. A segunda opção seria alugar um espaço na casa do meu host do Airbnb, mas ele queria nos cobrar 40 euros para ficar 10 dias com a mala. Achei demais. A opção de deixar a bagagem em alguma estação de trem foi descartada porque as estações não permitem mais que deixemos as coisas por mais de um dia - por medo de terrorismo. Graças a Deus, meu amigo se ofereceu para ficar com a nossa mala e não nos cobrou nada!

Enfim, ficamos na casa dele até que o Roberto chegasse para nos buscar, às 19h, como combinado. Contatei o Roberto pelo Blablacar, um serviço muito utilizado na Europa. Funciona assim: as pessoas que vão viajar de carro, publicam suas viagens no site e disponibilizam as caronas. Você entra no site, coloca o seu ponto de partida e seu ponto de chegada na busca, e olha as opções. Na descrição de cada viagem, você encontrará todas as informações sobre o carro, o condutor e tudo mais, além das classificações de outros usuários que já pegaram carona com a pessoa. Então, você reserva o seu lugar e faz o pagamento pelo site. O condutor pode aprovar ou não a sua "participação" na viagem dele. Mas é seguro: você recebe um código de reserva e o pagamento só é finalizado quando você passa o código para o motorista ao final da viagem. Sem o código, ele não recebe.

O Roberto havia publicado uma viagem de Madri a Lugo no Blablacar. Como queríamos começar o Caminho de Santiago em Pedrafita do Cebreiro, e esta cidade fica no caminho de Madri a Lugo, fizemos a reserva com ele. Roberto foi absolutamente gentil - nos buscou na casa do meu amigo e nos deixou na porta do hotel em Pedrafita. A carona foi ótima - Roberto dirige super bem, não corre, e tem um carro bom e confortável (um BMW 1 series). Havia mais um passageiro no carro, o que foi muito conveniente, porque eles ficaram conversando em espanhol e nós pudemos cochilar durante as 4 horas de viagem. :D



Pagamos 25,38 euros cada uma pela carona. Este valor é muito mais baixo que os preços das passagens de trem ou de ônibus. Além do mais, nem o trem nem o ônibus nos deixariam em Pedrafita do Cebreiro. Precisaríamos parar numa cidade grande, como Ponferrada, por exemplo, e tomar outra condução para Pedrafita.

Dia 3: Madri (Espanha) - Missa, El Rastro e Blablacar
"Roberto, gato, dá uma olhadinha aqui?"
Dia 3: Madri (Espanha) - Missa, El Rastro e Blablacar
Pelas estradas da Espanha, às 22h! (Só anoitece às 23h)
O que aconteceu quando chegamos lá em Pedrafita é história para o próximo post!

Beijos,


Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina

Enquanto a Cintia tirava um cochilo, resolvi dar uma voltinha pelo bairro. Estávamos hospedadas na casa do Francisco, pertinho da Puerta de Toledo e ao lado do Parque de La Cornisa. Peguei um vinhozinho que eu tinha na mochila, me sentei na praça em frente ao parque e fiquei pensando na vida. 

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina
Na Dalieda de San Francisco - Não, não é um furacão chegando, é só uma nuvem bizarra.
Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina

Voltei pra casa lá pelas 17h, acordei a Cintia, nos arrumamos e pegamos um táxi para o Parque del Retiro ou Jardins do Bom Retiro (Plaza de la Independencia, 7). De onde estávamos, até a Puerta de Alcalá, a corrida custou 14 euros.

Os Jardins do Retiro foram construídos entre 1630 e 1640 para o lazer da Corte Real. Durante a invasão francesa, em 1808, os jardins ficaram parcialmente destruídos porque foram utilizados como quartel das tropas de Napoleão. Depois da revolução de 1868, os jardins passaram a propriedade municipal e as suas portas foram abertas ao público. 


O Parque é enorme, lindo e merece a visita. Possui três fontes (Galápagos, da Alcachofra e a Fonte do Anjo Caído) e, no Campo Grande do Retiro, ainda estão o Palácio de Cristal e o Palácio de Velázquez.

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina

Demos só uma voltinha porque queríamos nos poupar, afinal, no dia seguinte começaríamos o Caminho de Santiago. Saímos do Parque del Retiro, seguimos pela Calle de Alcalá e, na esquina com o Paseo del Prado, paramos para admirar o esplêndido Palácio de Cibeles.

O Palácio de Cibeles (Plaza Cibeles, 1), antigo Palácio das Telecomunicações, é um centro comercial e possui um mirante (mirador), cinema e restaurantes. Para entrar no prédio não é preciso pagar nada; mas para subir no mirante, é preciso pagar 2 euros. O mirante funciona de terça a domingo, das 10h às 13h30 e das 16h às 19h.

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina
Palácio de Cibeles

Caminhamos pelo Paseo del Prado até chegarmos ao Museu Nacional del Prado (Paseo del Prado, s/n). Não sou fã de museus e, ainda bem, a Cintia também não é - preferimos igrejas - por isso não entramos. O Museu del Prado é um dos museus mais importantes do mundo, com obras de Goya e de Picasso. Ele funciona de segunda a sábado, das 10h às 20h; e aos domingos, das 10h às 19h. A entrada custa 14 euros. 

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina
Museu Nacional del Prado

Atrás do Museu del Prado está a Parroquia de San Jerónimo el Real de Madrid (Calle de Moreto, 4). Como somos "me segura, uma igreja!", entramos. Estava acontecendo um casamento, mas somos intrometidas e visitamos a igreja mesmo assim. 

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina
Parroquia de San Jerónimo

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina
Casamento na Parroquia de San Jerónimo <3

Passamos pelo Real Jardín Botánico e seguimos caminhando pela Calle del Prado até chegarmos à Plaza del Angel, no bairro de Cortes (já próximo de La Latina). Estávamos cansadas e mortas de fome. Eram quase dez da noite e começava ali a saga do nosso jantar. 


Passeando por La Latina, não encontrávamos um único lugar que servisse comida de verdade (e não tapas) por um preço razoável. Todos os bares e restaurantes estavam abarrotados de gente e só serviam bebidas, aperitivos (tapas) e porções (raciones).

Ficamos horas procurando o que comer. Quando não aguentávamos mais, entramos no La Rubia y La Morena (Calle Almendro, 22) - que também estava lotado - e pedimos um pincho. Pincho é uma espécie de "tapa gourmet".

Estava rolando o La Latina Pincho Week, em que todos os 42 bares participantes ofereciam um pincho e um botellín de cerveja por 2,50 euros. 

O pincho do La Rubia Y La Morena era um bocadito de ternera confitado - basicamente uma almôndega num pedaço de pão torrado. Estava uma delícia mas, obviamente, não fez nem cócegas em nossos estômagos. 

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina
La Rubia y La Morena e nossos pinchos

Saímos dali, nervosas com o péssimo atendimento, e fomos comer um "dogão" no Perrito Olé, que fica na outra esquina. Hahaha. Era o que nos restava. Não aguentávamos mais de fome e esses tapas e pinchos não nos saciariam nunca! Lembrando que não tínhamos tomado café da manhã e nosso almoço fora cookies e pipocas. 

Dia 2: Madri (Espanha) - Parque del Retiro, Cortes e La Latina
Perrito Olé e meu dogão sem graça (prefiro o paulista com batata palha e purê. Hahaha)

"Tava ruim, mas tava bom". Na volta pra casa paramos em uma lojinha de "alimentación" que encontramos aberta pelo caminho, e compramos Coca-Cola e chocolate. Foi um dia muito, muito saudável - só que não! :P

Beijos,

Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro

Acordei com a Cintia no quarto, arrumando suas coisas, às 8h da manhã. Ela tinha acabado de chegar do Brasil - acordou o Francisco, nosso host, e entrou. Como eu não queria perder tempo, levantei, me arrumei e já saímos para conhecer Madri.



Nossa primeira parada foi na Real Basílica de San Francisco El Grande (Calle San Buenaventura, 1), que fica a duas quadras da casa do Francisco. Nossa reação ao entrar na igreja foi de completa surpresa. Nunca na vida tínhamos visto uma igreja tão linda! Mal conseguimos rezar. Mesmo hoje, depois de ter conhecido tantas igrejas na Europa, continuo achando a Basílica de San Francisco a mais bonita de todas. É impressionante mesmo!


Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro
Parte de trás da Real Basílica de San Francisco

Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro
Interior da Real Basílica de San Francisco

De lá, fomos para a Catedral de Santa María La Real de La Almudena (Calle Bailén, 10), a principal igreja de Madri, sede episcopal da diocese da cidade. 


Esta igreja foi consagrada pelo Papa São João Paulo II (e há até relíquias dele por ali), em sua quarta visita a Espanha, no ano de 1993. É a primeira catedral espanhola consagrada por um Papa e a primeira consagrada por São João Paulo II fora de Roma.


Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro
Entrada da Catedral de Almudena
Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro
Fachada principal da Catedral de Almudena

A fachada principal da Catedral de Almudena dá para a Plaza de Armería, onde fica o Palácio Real (também conhecido como Palácio de Oriente ou Palácio Nacional). Construído em 1738, no lugar do Palácio Real Alcázar de Madrid, que foi destruído por um incêndio no ano de 1734. O Palácio Real de Madrid ainda é, oficialmente, a residência do Rei da Espanha, apesar de ele utilizá-lo somente para recepções oficiais, já que a Família Real optou por viver em outro palácio, na cidade de La Zarzuela. 

É possível visitar o Palácio Real (se ele não estiver fechado para algum evento oficial) e conhecer as riquezas internas, por 10 euros, das 10h às 18h (até às 20h durante o verão). Optamos por não entrar e ficamos um tempo ali, sentadas, curtindo o visual, antes de continuarmos o nosso passeio.


Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro
Palácio Real
Demos a volta no Palácio e fomos conhecer os Jardines de Sabatini, que ficam logo atrás da residência real, no Campo del Moro.

Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro
Jardines de Sabatini e o Palácio Real
Seguimos, então, para o Templo de Debod (Calle Ferraz, 1), um templo egípcio construído no século IV a.C. pelo rei cuchita Adijalamani para reverenciar o Deus Amun. Em 1968, o templo foi doado a Espanha pelo Estado Egípcio em agradecimento pela ajuda prestada ao salvamento dos templos de Abu Simbel.

Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro
Exterior do Templo de Debod
As paredes do interior do Templo de Debod são decoradas com ilustrações egípcias. Vale dar uma passadinha por lá. 

Depois, passamos em uma lojinha (dessas de "alimentación") e compramos umas bobagens para comer porque já estávamos com o estômago roncando. Com cookies, pipocas e chocolates nas mãos (bem adultas, saudáveis e magras), saímos andando pela Gran Vía até a estação Callao. 


De lá, descemos rumo à estação Ópera, passeando pelas ruas do centro, até chegarmos à Puerta del Sol, onde está o Urso e o Madroño, que eu havia conhecido na noite anterior

Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro

Voltamos para a casa do Francisco, passando pela Plaza Mayor.

Dia 2: Madri (Espanha) - Tour pelo centro

Então, a Cintia precisava descansar, afinal, tinha chegado de um voo de mais de 10 horas e não tinha tirado nem um cochilo. O que fizemos o resto do dia, eu conto no próximo post. :)

Veja o mapa da nossa primeira caminhada por Madri:


Beijos,

Dia 1: Madri (Espanha) - Chegada e passeio noturno

Embarquei para a Europa na quinta-feira, 28 de maio de 2015, às 19h, do Aeroporto de Guarulhos (SP), no Boeing 777 da Air France. Eu deveria chegar à minha escala em Paris (França) às 11h do dia 29 de maio para, então, pegar o voo de conexão à Madri, que sairia ao meio-dia. Mas uma suspeita de drogas nas bagagens do porão da aeronave fez com que o voo atrasasse em mais de uma hora. Assim, quando cheguei à Paris, perdi o voo para Madri e só embarquei para a Espanha depois das 15h.


Para pegar o voo para Madri, tive de passar pela imigração. E aí a parada ficou tensa. A policial encanou comigo e quase não me deixou entrar. Eu falei que ia fazer o Caminho de Santiago e, por isso, não tinha reserva de hospedagem (de fato, não dá para reservar os albergues com antecedência). Apesar de ter a passagem de volta, ela quis ver o dinheiro que eu tinha na carteira, meus cartões de crédito, os telefones das pessoas que me hospedariam enquanto eu não estivesse no Caminho etc. Fiquei mais de 15 minutos no guichê, morrendo de medo de ser mandada de volta para o Brasil. Ela só me liberou quando peguei meu passaporte antigo e falei: "acho que você está suspeitando porque meu passaporte novo não tem nenhum carimbo, né? Veja meu passaporte anterior: eu viajo bastante e nunca tive problemas em nenhum país". Ela olhou o passaporte e, depois de discutir com outro policial, me liberou. Ufa!


Quando desci no aeroporto de Barajas, tive de decidir como iria para a casa do Francisco (onde aluguei um quarto pelo Airbnb). O táxi do aeroporto tem um preço fixo de 30 euros. Eu tinha acabado de chegar e ainda precisava me acostumar com a moeda, afinal, eu saí do Brasil pagando R$ 3,84 o euro. Portanto, 30 euros significavam R$ 115. Apesar do peso da minha mochila, achei melhor não gastar essa dinheirama logo de cara, porque eu tinha um mês de Europa pela frente. Além disso, há uma estação de metrô dentro do aeroporto e a casa do Francisco fica ao lado de outra estação. 


Foi difícil encontrar o metrô naquele aeroporto gigantesco, mas, com a ajuda de pessoas gentis, consegui chegar à estação e comprar meu bilhete para Puerta de Toledo. Os valores do metrô em Madri variam de acordo com o destino (e, para quem sai do aeroporto, há uma taxa um pouco maior). Paguei 4,80 euros na passagem, fiz três baldeações em trens lotados (já era horário de pico) e, finalmente, cheguei à estação que eu queria.

Dia 1: Madri (Espanha) - Chegada e passeio noturno
Com o mapa do metrô - indispensável!
Tive de andar um bocadinho até a casa do Francisco, mas, por causa do peso da minha bagagem, a distância parecia infinita.


O Francisco é um amor. Super gentil e prestativo. Depois de tomar um banho e me trocar, perguntei se ele queria dar uma volta, afinal, era noite de sexta-feira. Eu só não esperava pelo tour que ele resolveu fazer comigo. Hahaha. Primeiro, ele me levou para conhecer o bairro La Latina, que é super agitado, cheio de bares e lotado de pessoas por todos os lados.


Depois, fomos à Plaza Mayor, que eu estava doida para conhecer, mas não sabia que era tão perto. Que linda que ela é! Mas achei que não tem o glamour que eu esperava. Isso por causa dos vendedores ambulantes de brinquedinhos tipo 25 de Março e as "obras" dos eventos que estavam montando ali.


Depois, Francisco me levou para ver o Urso e o Madroño, símbolo de Madri, que fica bem ao lado do Marco Zero da cidade.

Dia 1: Madri (Espanha) - Chegada e passeio noturno
Com o Francisco em frente ao Urso e o Madroño, na Puerta del Sol
Conheci alguns pontos importantes do centro como o Teatro Español e me cansei de andar. Já passava das 23h, eu estava morta de fome e resolvemos comer alguma coisa. Como eu não fazia ideia do que comer e não queria gastar horrores comendo uma paella, o Francisco sugeriu um sanduíche (bocadillo) de lula (calamares), que é típico da Espanha, no Bar Postas (Calle Postas, 13), um bar tradicional e bem antigo.


É estranho, mas gostei. Hahaha.
Depois disso, voltamos pra casa. Eu estava morta de cansaço para "romper la noche" e precisava descansar. Dormi feito um anjo. :P

Beijos,

Mudança no blog

Hoje venho anunciar uma mudança no #SinTrip.

O blog surgiu em julho de 2011, quando eu e a Ana Samadello resolvemos fazer nossa primeira viagem internacional juntas, para deixarmos os amigos e familiares atualizados (e despreocupados). De lá pra cá, fomos para os Estados Unidos, para os Emirados Árabes, Argentina, Líbano, Cuba, Uruguai... E compartilhamos tudo que experienciamos por aqui. Mas, no ano de 2014, tivemos que parar de viajar por diferentes motivos pessoais e, consequentemente, demos uma pausa no blog.

Resolvi retomar o conteúdo quando comecei a planejar minha viagem sozinha para a Espanha. Agora, também por motivos pessoais, a Ana decidiu sair do #SinTrip. :/

Foi bom demais tê-la como companheira de viagens (e de blog) e jamais me esquecerei de tudo que passamos juntas por esse mundão afora. Só tenho a agradecer - a ela e a você, leitor, por ter estado com a gente todo esse tempo.

Mudança no blog

A partir de agora, o blog será alimentado somente por mim - e espero que você não fique triste por causa disso; prometo manter a mesma linha de vídeos, fotos e textos em todas as postagens! :)

Continuarei com as viagens, de acordo com as minhas possibilidades, e compartilhando minhas ~aventuras~ e dicas com você. Certo? ;)

Beijos,


Cheguei, Brasil! (#SinTrip | #SaintTrip Espanha e França)

Fui tão bem recebida ontem à noite, com comidinha árabe da vovó, pulos enlouquecidos do Bud e abraços sem fim da família, que nunca me senti tão feliz em voltar das férias! Viajar é bom demais, mas "there's no place like home".

Acho que esta foi a viagem mais incrível que já fiz. Aprendi muito, superei medos, enfrentei desafios, cheguei ao limite do físico e do emocional, conheci muita gente, realizei sonhos, descobri capacidades, fiz amigos e "comi, rezei e amei" como nunca na vida!

De todos os lugares que já conheci, Madri é a cidade mais "a minha cara". Superou Beirute no topo das minhas cidades favoritas (e achei que isso seria impossível!). Ainda não descobri o porquê, mas me identifiquei demais e me senti em casa o tempo todo. Nos dez dias que fiquei por lá, pude conhecer muito bem diversas regiões, andar por ruas que não estão em nenhum guia de viagem, experienciar a vida dos nativos e descobrir o bom e o ruim da rotina madrileña. Voltei apaixonada por Madri e repito: eu me mudaria para lá.


O Caminho de Santiago foi difícil, duro, pesado mesmo. Como contei no Facebook, por muitas vezes antes de viajar, eu subestimei o Caminho. Eu dizia "20 Km por dia eu faço de boa, vai!". Mas, lá, a história é bem diferente. Cada quilômetro parece infinito, com suas subidas absurdamente íngremes, descidas escorregadias, pedras e riachos. Cada quilômetro é uma surpresa, um novo desafio. Sempre que eu avistava mais uma subida, eu olhava para o alto e me perguntava o que eu estava fazendo ali. Senti muita, muita dor. Minhas panturrilhas estouraram (literalmente) e minha cabeça quase explodiu de tanto pensar. Quando cheguei a Santiago de Compostela, depois de 160 Km em 7 dias, eu só sabia chorar e agradecer a Deus. Minhas emoções estavam tão à flor da pele que até briguei com minha amiga (disseram que isso acontece sempre, com todo mundo). Hoje eu olho para tudo que eu passei ali e não me arrependo de nada. Gostaria, até, de fazer o Caminho completo um dia. Mas não tão cedo. Esses 700 Km serão realizados quando eu receber um segundo chamado para isso. Acredito piamente que tudo acontece no seu tempo e, por ora, as respostas que encontrei e os milagres que aconteceram pelas orações que levei ao túmulo do apóstolo São Tiago, bastaram. Posso não ter encontrado a luz que eu procurava sobre a minha real vocação na vida, mas nem toda resposta de Deus é clara ou aparece de imediato. Para mim, o mais importante foi ter visto Deus em tudo, na natureza, nos animais, em cada passo do Caminho. Isso ficou muito nítido. Não tenho mais como sequer pensar em duvidar da existência Dele.

O Caminho é como a vida: passamos por dificuldades, enfrentamos desafios, conhecemos pessoas que ficam, pessoas que se vão, nos apegamos e nos desapegamos, amamos, sofremos e, ao final, somos recompensados. Valeu demais! E quando esta minha vida chegar ao seu quilômetro final, eu poderei dizer, da mesma maneira, que valeu demais.


Como também já contei aqui, Paris nunca esteve nos meus planos de viagem. Caí de pára-quedas por lá, a convite de uma amiga querida que eu não via há 14 anos. Já que não me custava nada (só alguns euros, hahaha) estender a viagem espanhola para a França, não hesitei. E amei! Amei conhecer a cidade mais bonita do mundo. Não me identifiquei com ela, não me apaixonei como todo mundo se apaixona porque um destino, quando é muito turístico, não me encanta tanto. Paris tem gente demais, em todos os lugares, em todos os momentos. Fui cantada horrores, conheci gente querida do outro lado do mundo, e não vou me esquecer do exato segundo em que avistei a torre Eiffel de longe. Ela é realmente incrível (mas nunca mais me atrevo a subir naquele ferro velho! Hahaha).


Hoje passei o dia tentando me localizar, tentando me acostumar com o horário do Brasil, organizando o meu trabalho, passando as fotos para o computador e separando-as em pastas, desfazendo a mala, colocando a roupa suja para lavar... Agora vou começar a editar os vídeos e a preparar os posts para o blog. Aguardem! :D

Obrigada a todos que rezaram por mim e que acompanharam a minha viagem, curtindo e comentando no Facebook e no Instagram como se estivessem comigo por lá. Foi bom demais sentir a presença, o apoio e o carinho dos meus amigos e leitores!

Valeu demais!

Caminho de Santiago: Preparação espiritual

As pessoas que decidem fazer o Caminho de Santiago o fazem por vários motivos. Algumas vão para simplesmente caminhar, pelo contato com a natureza, pela experiência, pela importância histórica e cultural do Caminho etc. Outras o fazem por razões de reflexão interior, de busca por um sentido na vida, pela meditação, pela "áurea zen" ou "mágica" que dizem que o Caminho tem. Outras ainda o fazem pelo sentido cristão do Caminho e a reflexão sobre a fé que ele proporciona.

Caminho de Santiago: Preparação espiritual

Como já contei mil vezes aqui, sou católica, e o Caminho, para mim, tem um sentido 100% religioso. Será uma oportunidade de fortalecer a minha fé e de, de repente, descobrir minha verdadeira vocação. Sei também que uma peregrinação religiosa como esta pode me fazer alcançar alguma graça e ainda me dará indulgência (meus pecados serão perdoados). Entenda porque nós, católicos, fazemos este caminho em: Santiago de Compostela: por que peregrinamos?

Quando eu recebi "o chamado" para fazer o Caminho de Santiago, fui logo conversar com o padre da minha paróquia para saber como deve ser a preparação espiritual para que eu aproveite esta peregrinação ao máximo. É muito importante conversar com o seu pároco, expondo suas intenções e pedindo conselhos. Cheguei até a chorar pra ele dia desses porque estava com vontade de cancelar a viagem, por puro medo. (Se bem que eu chorar para os padres não é nenhuma novidade. Hahaha).

Ele me deu alguns conselhos pessoais e falou de duas coisas que são imprescindíveis para a peregrinação religiosa: a confissão pré-peregrinação e o acompanhamento da minha evolução na fé durante o caminho. 

Antes do Caminho


Por que se confessar? Para se reconciliar com Deus e com os outros. A confissão é um sacramento e é fundamental para o católico. Saiba porque devemos nos confessar ao sacerdote neste post do blog O Catequista. Não precisa ter vergonha (o padre está preparado pra ouvir qualquer coisa, tá?). 
"Pedir perdão a Deus 'escondido' é muito fácil; mas declarar as faltas a outra pessoa é agulhada na nossa prepotência. O confessionário é uma escola de humildade!" (O Catequista)
Essa confissão antes da peregrinação deve ser, nas palavras do padre, "uma boa confissão". Por isso, na semana passada, pouco antes de partir para a Espanha, lá fui eu confessar os meus pecados. Falei tudo, tudo, tudo - até coisas que eu achava que não eram assim um pecaaaado, afinal, essa deveria ser a maior confissão da minha vida.  Agora já estou pronta para o Caminho. 

Caminho de Santiago: Preparação espiritual

Sou uma pessoa muito medrosa, como você já deve saber, mas descobri uma oração para rezar quando estamos com medo. Sempre que lembro que a viagem está próxima e que precisarei entrar no avião, rezo esta oração. E vou levá-la comigo.
Senhor,
quero viver sem medos.
Com uma santa indiferença, que hoje ainda não tenho.
Quero crescer e ser mais teu, Jesus,
mas não sei bem como me desprender dos meus medos.
Por isso, eu te entrego cada um deles hoje (recordar seus principais medos).
Abraça-me, Jesus, para que meu medo vá embora.
Acompanha-me, Senhor, para que eu saiba ser corajoso.
Ajuda-me a ter coragem, a ser um santo que abraça com amor
a cruz de cada dia.
Eu te peço, Jesus, que me libertes das minhas correntes.
Torna-me mais teu.
Ensina-me a amar como Tu amas.
Amém.

Durante o Caminho


Se sua peregrinação for uma promessa (a minha não é), tenha em mente que Deus não quer mais do que cada um pode dar. Então vá tranquilo e com calma nos seus esforços. 
“Quando buscamos a Deus, é porque Ele já nos buscou primeiro. O fato de sentir sua ausência, a necessidade de encontrar-nos com Ele, o desejo de fazer Exercícios Espirituais, nos está revelando que nos falta algo fundamental. Esta é uma das muitas maneiras como Deus nos busca. O Espírito de Deus abre nossa existência para o Absoluto desde o centro mesmo de nossa pessoa limitada. ‘Deus nos faz falta’.” [EE.EE]
Caminho de Santiago: Preparação espiritual

Durante a peregrinação, o padre me aconselhou a levar um caderninho, onde devo escrever o que eu senti (não no corpo, mas no meu interior), todos os dias. Se surgirem dúvidas, ideias, conclusões, eu devo escrever tudo. Disse que vou me surpreender. :)

Na Bília há um Salmo perfeito para os peregrinos, que será de muita ajuda nas horas difíceis do Caminho. É o Salmo 121. Veja:
1 Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? 2 O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. 3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará. 4 Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel. 5 O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra, tua mão direita. 6 De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite. 7 O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida. 8 O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.
Por fim, se você entende espanhol (se não entende, trate de estudar um pouquinho antes de ir para a Espanha!), a Arquidiocese de Santiago de Compostela criou um guia para peregrinar à  tumba do Apóstolo São Tiago. E o guia está em espanhol. Você pode fazer o download aqui, em doc ou pdf. 

O Caminho, por si só, já nos convida à interiorização, ao encontro consigo mesmo, com os demais e com os chamados de Deus, que convidam a descobrir que é possível, através da peregrinação, surgir as perguntas importantes que levamos ao nosso interior e encontrar o verdadeiro sentido da vida. Procure se desapegar das coisas materiais - há maravilhas muito maiores que elas no mundo. 

"Peregrino, deja lo que puedas; toma lo que necessites"


Caminho de Santiago: Preparação espiritual

É isso. E, por favor, não se esqueça de dar graças a Deus. Agradeça a todo momento, em cada etapa, em cada conquista, em cada desafio.

Veja também:
- Caminho de Santiago: Preparação psicológica
- Caminho de Santiago: Preparação física

Beijos!


Roupas baratinhas em Las Vegas

Las Vegas tem opções de compras para todos os bolsos. São mais de vinte grandes shoppings e outlets espalhados pela cidade e centenas de lojas de grifes luxuosas. Porém, o que a maioria dos turistas não sabe é que a Sin City possui diversas lojas populares, que vendem roupas, sapatos e acessórios a preço de banana.

Roupas baratinhas em Las Vegas

Muitas dessas lojas, que são enormes, são ponta de estoque e têm roupas de diversas marcas. Mas, o ruim é que não há uma grande variedade de tamanhos e cores do mesmo modelo. Às vezes, para encontrar alguma coisa muito boa e que lhe sirva, é preciso garimpar com paciência. Eu, por exemplo, encontrei um vestido de festa que me custou 15 dólares (e pude usá-lo no show do Luis Miguel no Caesars Palace) e uma calça da Adidas que saiu por 10 dólares.

Mas nem tudo vale a pena, é claro. Há muitos produtos cafonas que ficaram encalhados e, por isso, são tão baratinhos. Mas, para quem gosta de economizar e não se importa de perder algum tempo olhando as centenas de araras abarrotadas de roupa (que quase nunca estão separadas por categoria), essas lojas são o paraíso!

Ross Dress For Less


Roupas baratinhas em Las Vegas

A Ross possui mais de 800 lojas pelos Estados Unidos. Só em Las Vegas, são três - e o melhor: duas delas na Strip. Lá, você vai encontrar, além de roupas masculinas, femininas e infantis, sapatos, bolsas e ótimas malas de viagem. A Ross comercializa produtos de coleções anteriores de marcas como Calvin Klein, Yves Saint Laurent, Tommy Hilfiger, Guess, Adidas, Nike e muitas outras, até 60% mais baratos que outras lojas. Os endereços da Ross em Las Vegas são:

Somerset Shopping Center, 3001 S Las Vegas Blvd
Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-731-3361

Showcase Mall, 3771 S Las Vegas Blvd
Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-895-7201

Francisco Center, 2420 E Desert Inn Rd
Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-733-9001

Nordstrom Rack


Roupas baratinhas em Las Vegas

A Nordstrom Rack é a ponta de estoque da conhecida Nordstrom (loja bacanuda que você encontra no Fashion Show). A marca vende roupas e calçados mais finos e requintados a preços com desconto. E lá também tem maquiagem e cosméticos!

2310 Park Center Drive, #100
Las Vegas, NV 89135, Estados Unidos
+1 702-915-2000

Burlington Coat Factory

Roupas baratinhas em Las Vegas

A Burlington tem muitas opções de marcas de roupas e é considerada a melhor loja para comprar casacos e agasalhos. Quem pretende subir a Califórnia depois de Vegas e quiser conhecer as regiões mais frias e montanhosas de lá, pode comprar até roupa de neve na Burlington a ótimos preços.

5959 W Sahara Ave
Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-247-1268

Tropicana East Center, 4750 S Eastern Ave
Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-451-5581

Marshalls

Roupas baratinhas em Las Vegas

Bem parecida com a Ross, a Marshalls vende roupas masculinas e femininas, de marcas como Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Ralph Lauren, Nike e Adidas. Lá, você também vai encontrar bolsas, sapatos, gravatas, perfumes, roupas de cama, mesa e banho, e muitos outros produtos em promoção. São seis lojas Marshalls em Las Vegas - e uma delas, na Strip.

3785 Las Vegas Blvd
Las Vegas, NV 89109
+1 702-795-105

3740 S. Maryland Pkwy
The Boulevard Mall, Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-737-1117

7155 Arroyo Crossing Pwy
The Arroyo Market Square, Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-269-0494

3075 N Rainbow Blvd
Cheyenne Commons, Las Vegas, NV, Estados Unidos
+1 702-396-8020

Boas compras!
Beijos,

O que (eu vou) levar para o Caminho de Santiago

Hoje falo do que eu vou levar para o Caminho de Santiago. Mas, antes, quero deixar claro que eu nunca fiz o Caminho e não sou experiente no assunto para falar com prioridade. Eu conversei com algumas pessoas que fizeram esta viagem, li bastante, tirei minhas dúvidas na Associação dos Amigos do Caminho de Santiago e resolvi seguir meus instintos e minha experiência como turista. Portanto, quando eu voltar, eu digo se foi tudo necessário mesmo ou não.

O que (eu vou) levar para o Caminho de Santiago

Gravei um vídeo mostrando tudo, desde equipamentos até remédios. Quando procurei por informações para a bagagem para o Caminho, encontrei apenas os itens (saco de dormir, corta-vento, bota etc), mas não achei nenhum lugar que me mostrasse as marcas ou modelos desses itens. Quando precisei comprá-los, eu não sabia qual ficaria pequeno na mala, qual pesaria pouco... Senti falta de ver os equipamentos. Por isso, espero que este vídeo o ajude. 


Agora vamos aos itens do vídeo? :)

Meus equipamentos:
- Mochila Deuter Traveller 55+10 SL (Bivak) - R$ 950,00
- Saco de dormir Forclaz 15° Quechua (Decathlon) - R$ 149,00
- Corta-vento impermeável Quechua (Decathlon) - R$ 39,90
- Poncho Forclaz 100 Quechua (Decathlon) - R$ 24,90
- Toalha Tek Towel Sea to Summit (Bivak) - R$ 87,00
- Bastão de Caminhada Forclaz 500 Light Quechua (Decathlon) - R$ 79,90 cada
- Cantil Nautika Mohave 750ml (Netshoes) - R$ 39,90
- Lanterna Dínamo On Bright 50 Mini (Decathlon) - R$ 19,90
Alfinetes de fraldas (Lojinha do chinês) - R$ 4,50
- Barbante (Lojinha do chinês) - R$ 4,00
- Bandeira do Brasil (Camelô da Rua 25 de Março) - R$ 10,00

Meus calçados:
- Bota Timberland Pathrock Mid Gtx (Meggashop Outlet) - R$ 299,00
- Sandália Timberland Nekkol (Meggashop Outlet) - R$ 70,00

Minhas roupas:
- Calça e camisetinha de algodão para dormir
- Boné Timberland (Meggashop Outlet) - R$ 49,90
- 2 Camisetas Dry Fit Mizuno (Meggashop Outlet) - R$ 39,90 cada
- Camiseta Quick Dry Plus Mizuno (Meggashop Outlet) - R$ 24,90
- Calça Bermuda Timberland (Meggashop Outlet) - R$ 199,00
- Calça Legging Mizuno (Meggashop Outlet) - R$ 79,00
- Meia Running Mizuno (Meggashop Outlet) - R$ 17,50
- Meia Lupo Aeróbica Cano Alto (Centauro) - R$ 9,90
- Meia Selene Trekking (Empório São Jorge)
(Veja também: Preparação física para o Caminho de Santiago - Parte 1 e saiba mais sobre as roupas e sapatos ideais para usar na viagem).

Meus itens de higiene pessoal:
Shampoo e condicionador
- Hidratante corporal
- Pasta e escova de dentes
- Sabonete
- BB Cream
- Lápis de olho
- Batom
- Lâmina de barbear
- Desodorante
- Lenços umedecidos
- Pinça
- Cortador de unha (também é bom levar uma lixa)
- Repelente
Body Glide Anti Chafing Original Balm ou vaselina sólida

Meus remédios:
- Remédios de rotina (com receita médica)
- Remédios para mal-estar
- Remédios para gripe, alergia, febre e dor muscular
- Curativos
- Remédios para desconforto estomacal
(Veja também: Arrumando a mala - Parte 1: medicamentos e higiene pessoal para outros tipos de viagem).

Além desses itens, vou levar o telefone celular e o carregador, além da câmera fotográfica e seu carregador. Ah, sim! Não esqueça da câmera! :)

A única coisa da qual eu estou sentindo falta é o travesseiro para dormir. Muita gente dorme com a cabeça num montinho de roupa. Talvez eu faça isso. Ou compre um inflável - se eu encontrar. :)
Sobre o isolante térmico, não vou levar. Eu não pretendo dormir no chão. E sei que muitos peregrinos abandonam os isolantes térmicos pelos albergues do Caminho, sendo assim, se eu realmente precisar, pego emprestado. Haha :P

Como eu disse, quando eu voltar eu conto o que eu usei, o que eu não sei e do que eu me desapeguei no Caminho.

Beijos! :)


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