terça-feira, 29 de julho de 2014

As praias de Floripa - Parte 2 (Sul)

No último post, falei sobre as praias do Leste da Ilha de Santa Catarina e da Lagoa da Conceição, no centro de Florianópolis. Hoje falo das praias do Sul. Não sou muito frequentadora dessas praias porque sempre me hospedo no Norte da Ilha, mas as principais, que você deve conhecer caso fique por essa região de Florianópolis são: Armação, Campeche, Pântano do Sul, Matadeiro, Ribeirão da Ilha, Morro das Pedras... São todas lindas! 

A praia da Armação é bem histórica. Lá, era praticada a pesca da baleia (que hoje é proibida), que foi fundamental para o desenvolvimento de Florianópolis. Durante o verão, a praia da Armação recebe bastante turista e, por isso, oferece várias opções de bares, pousadas e restaurantes. Dessa praia saem os barcos para a Ilha do Campeche, uma das mais visitadas ilhas que rodeiam Floripa. 


E por falar em Ilha do Campeche, a praia do Campeche (ela fica na Ilha de Santa Catarina, de frente para a ilha de mesmo nome), situada entre a Joaquina e o Morro das Pedras, tem uma larga faixa de areia branca e fina, às vezes com formação de dunas. O mar grosso tem águas frias e de salinidade elevada. 


Uma das mais ricas colônias de pescadores da Ilha, a praia Pântano do Sul tem 2,35 Km de extensão, com mar aberto e um pouco agitado. A maioria dos frequentadores é de nativos que procuram um lugar tranquilo pra viver. Em um lugar com tantos pescadores, não poderia haver outra coisa senão uma variedade de restaurantes especialistas em frutos do mar, que estão sempre lotados. Vale conferir. 

Além disso, é em Pântano do Sul que estão os mais antigos registros arqueológicos, com conchas, restos de cozinha e esqueletos amontoados há aproximadamente 4.500 anos! 

Outra região com grande importância histórica é o Ribeirão da Ilha, a primeira comunidade de Florianópolis a ser habitada, no século XVI, por índios Carijós. A 36 Km do centro de Floripa, a região é composta por várias praias pequenas, de areia grossa e águas calmas. Lá, os traços da colonização portuguesa estão muito bem conservados. Um passeio até a praia permite o contato direto com os costumes e cultura açorianos: a arquitetura é bem típica, com paredes rosas ou azuis, janelas amarelas ou brancas, cortinas de renda... Se você gosta de sair do comum, vale a visita.

Matadeiro é uma praia tranquila a que só se tem acesso a pé, por um caminho de 200 metros após atravessar o rio que vem da Lagoa do Peri. E é exatamente esse caminho que atrai os turistas no verão e os surfistas o ano todo. Pra quem curte a natureza, Matadeiro é uma ótima pedida. Ah! Não se assuste com esse nome! Ele veio da época em que se matava baleia por lá. Hoje, como citei acima, essa prática é proibida.

E por falar em natureza, a praia do Morro das Pedras é um espetáculo a céu aberto. Quem for para o Sul da Ilha, precisa ver de perto a beleza do mar se chocando contra as pedras, fazendo com que a água seja lançada a vários metros de altura. Quem quiser ver esse show do alto, pode fazer uma visita à Casa de Retiro dos Padres Jesuítas, construída com pedras, no topo de uma colina. Na praia do Morro das Pedras, ou Morrão como os manezinhos a chamam, não há quiosques à beira mar e a natureza permanece intacta. Essa praia fica a 22 Km do centro, entre o Campeche e a Armação, e suas ondas são bem agitadas.

Outro lugar onde a natureza é preservada é a Lagoinha do Leste. Nessa praia, pode-se encontrar os últimos redutos de Mata Atlântica em Florianópolis: o Parque Municipal da Lagoinha do Leste compreende uma área de 453 hectares de mata nativa, linda e exuberante e tem sua preservação permanente, decretada por lei. Graças a dificuldade de acesso à Lagoinha do Leste (não há estradas), a natureza comanda por ali. Para chegar há três maneiras: a pé, de barco ou de helicóptero. O desembarque de barco é bem precário por causa da rebentação; nem todas as pessoas têm condições de tomar um helicóptero para dar um passeio, então, a melhor opção mesmo é ir a pé. 

A 34 Km do centro, a Lagoinha do Leste pode ser acessada por duas trilhas: uma saindo da praia do Matadeiro e outra da praia do Pântano do Sul. A caminhada é pesada por ambas as trilhas, mas pode ser encarada numa boa por quem gosta desse contato íntimo com a natureza. Para chegar mais rápido (uma hora de caminhada), a trilha que começa no Pântano do Sul, passando pelo meio do mato e dos morros, é a mais utilizada pelos turistas. A outra trilha, que começa no Matadeiro, é mais longa. Como só se chega à praia de Matadeiro por uma outra trilha, a caminhada acaba começando antes, na praia da Armação. Mas o passeio inteiro é digno de cartão-postal. O caminho passa pela encosta do morro, margeando o alto do costão à beira-mar e em duas horas e meia ou em três horas, ele dá para a paisagem de beleza alucinante da Lagoinha do Leste.

A praia tem pouco mais de 1 Km de extensão, voltada para mar aberto. Cercada por morros, ela tem uma pequena lagoa (que dá nome ao local), formada pelos pequenos córregos que nascem na floresta. A biodiversidade dessa praia é grande, mas, por favor, não incomode os habitantes locais (gaivotas, lagartos, pequenos roedores, gaviões e até cobras -- que não vão fazer nada se você não fizer nada pra elas) nem deixem seus lixos como lembrança, ok? 

Se você quiser fazer o passeio para a Lagoinha, um conselho: prepare-se antes. Acorde cedo para conseguir aproveitar o dia e não pegar a trilha de volta no escuro. Não vá sozinho: a caminhada é longa e, se você torcer o tornozelo, por exemplo, não conseguirá ajuda tão rápido. Outra dica básica é: leve comida. A Lagoinha não tem bar, quiosques ou restaurantes. A água pode ser bebida nas fontes pelo caminho se tiver chovido nos dias anteriores, mas, de qualquer forma, é bom se prevenir. Não se esqueça também de ir de tênis, de roupas leves e de usar o protetor solar. Na Lagoinha do Leste você pode ter a sorte de assistir (não é sempre que acontece) o espetáculo das algas fosforescentes, que deixam a água cintilante e brilhando. Lindo de morrer! :D

No próximo post sobre Florianópolis, falarei sobre as praias do Norte da Ilha, as que mais frequento. 


Beijos,

quinta-feira, 24 de julho de 2014

As praias de Floripa - Parte 1 (Leste)

Como contei no texto anterior, Florianópolis, a capital de Santa Catarina, possui mais de 100 praias. Não conheço todas, obviamente, mas já visitei as mais famosas e algumas que considero tesouros brasileiros. O que posso garantir é que Florianópolis tem praia para todos os gostos, de mar agitado ou águas calmas, de fácil acesso ou as que só dá pra chegar enfrentando boas trilhas. 

A praia de que mais gosto é a de Moçambique, que fica no Leste da Ilha, a 25km do centro. Apesar de ser a maior praia de Floripa, com 7,5km de extensão, ela é a mais vazia da cidade, quase deserta, frequentada por pescadores, de manhã cedo, e por surfistas no resto do dia. Eu gosto porque não preciso ficar disputando espaço na areia, coisa que me irrita profundamente. Mas não é a melhor praia para tomar banho de mar, já que as ondas não costumam ser muito calmas, não -- esta é uma praia de tombo e a profundidade da água aumenta abruptamente após alguns passos. E a água é bem gelada. Bem gelada! Isso por causa do contato com a Corrente das Malvinas. Se você não é surfista, a visita à praia de Moçamba, como os manezinhos a chamam, vale para curtir um sossego, ler um livro e ouvir o barulho do mar. Para chegar lá, só de carro mesmo. Por fazer parte de uma reserva de 400 km² de vegetação, o Parque Florestal do Rio Vermelho, não há construções por lá (nem estradas pavimentadas) e a paisagem é incrível.

Estrada da praia de Moçambique
De manhã, bem cedinho, a praia fica cheia de água-viva (amor puro)
A beleza da praia de Moçambique. Hehehehe

Ainda no Leste, há a praia da Barra da Lagoa, mais agitadinha, com restaurantes à beira mar e um lindo farol entre a praia e o canal da Lagoa, que liga as águas da praia com a da Lagoa da Conceição. A praia é pequena e acaba ficando com gente demais (em alta temporada) por causa dos restaurantes e das pousadas que têm por ali. Cheia de gringos mochileiros, mas sem surfistas. Isso porque as ondas dessa praia são calmas e ótimas para banho de mar (já que a correnteza do canal impede as ondas maiores). Se puder dar uma passada por lá, duas dicas para você: peça um prato de camarão ao bafo no Restaurante 2 Irmãos (eles são enormes!) e atravesse o canal pela ponte -- que era pênsil mas não é mais -- para fazer a Trilha do Farol que dá na Prainha, uma pequena enseada cheia de rochas e sítios arqueológicos. É um mini paraíso! 


A Praia Mole é o grande “point” de Floripa. Você já deve ter ouvido falar das lindas mulheres e dos caras sarados “típicos” da cidade, certo? Pois é lá que eles se encontram. Frequentada por surfistas e praticantes de parapente, que descem da encosta sul. Cheia de bares, restaurantes e casas noturnas por toda a sua extensão, a Praia Mole não é muito indicada para banhos de mar. As ondas são bem bravas e a praia é de tombo. O negócio da Praia Mole é o agito mesmo, que, na alta temporada, deixa o trânsito um verdadeiro caos. Pra chegar lá é fácil: a estrada é pavimentada e fica a 15km do centro. 

Se quiser um passeio mais natureba (ou exótico), pegue a trilha de 300m a partir da costa norte da Praia Mole que dá na Galheta. Totalmente virgem, sem bares ou restaurantes, a Galheta, de 950 metros de extensão, tem mar de águas cristalinas e moderadas, com areia branca e fina e uma vegetação rasteira (de Mata Atlântica). Isolada da estrada, por causa do morro, a Galheta é o paraíso, sim. Mas há um porém: apesar de nunca ter sido obrigatória a prática do nudismo, só os naturalistas frequentam esta praia. Aí cabe a você decidir se vale a pena ou não. Que a praia é linda, isso não dá pra negar. :)

Por fim, na região do Leste da Ilha, não deixe de conhecer a Joaquina. Uma das mais famosas de Floripa, a praia com maior infra-estrutura para receber turistas. Bares, restaurantes, pousadas e casas noturnas rodeiam a praia da Joaquina. Além disso, há chuveiros públicos, estacionamentos pagos, sanitários, estacionamento para ônibus de turismo, posto policial, lojas de artesanato, salva-vidas... Tem tudo que turista precisa. 

Frequentada por surfistas e pelo pessoal que curte um esporte -- lá se joga muito vôlei e futebol na praia -- a Joaquina ainda tem uma grande atração: suas dunas, que são as mais famosas do sul do Brasil. Você vai ver muita gente praticando o sandboard ou o surfe de areia e, se quiser se arriscar, pode alugar as pranchas no próprio local. Dica: à noite tem baladas de samba e forró por ali. E fervem, viu?! :D

Nas dunas da Joaquina
A Ana e eu nas dunas da Joaquina
A Ana e eu na balada (cheia de gringos) de samba e reggae na Joaquina

E já que estamos falando da Joaca, como os manezinhos chamam a Joaquina, vale dar um pulo na Lagoa da Conceição, bem pertinho dali. 

No centro geográfico da Ilha de Santa Catarina, o bairro Lagoa da Conceição reúne praias, dunas, montanhas e a maior lagoa da Ilha. Com tanta diversidade, o lugar tornou-se o ponto turístico natural mais conhecido de Florianópolis.

Lagoa da Conceição
Da Avenida das Rendeiras, a principal dali, você verá dezenas de pessoas praticando os mais diversos esportes: windsurf, vela, caiaque, kite surf, jet ski... Do final da avenida, dá pra pegar as escunas para fazer passeios ou alugar caiaques e pedalinhos. O bom da Lagoa é que a temperatura média da água é de 27℃ e a profundidade é baixa por causa do assoreamento e da ausência de ondas e correntes. Ótimo lugar para levar as crianças. 

Em toda a extensão da Avenida das Rendeiras há lojas de artesanato, principalmente de renda (claro!), crochê e tear. Para quem curte torrar o dinheiro em comprinhas, por ali ainda há o Centrinho da Lagoa, repleto de lojas e cafés. À noite, a Lagoa da Conceição também é bem agitada. A grande quantidade de bares e restaurantes faz da noite da Lagoa a mais procurada do verão. Localizadas no Canto da Lagoa, no Canto dos Araçás, no Centrinho, na Avenida das Rendeiras e no Caminho para a Mole, as baladas com MPB ao vivo, shows de bandas alternativas, pistas de dança, ao ar livre etc., agradam a gregos e troianos. 


Para não me estender muito, falarei das outras praias, do Sul e do Norte, no próximo post. Apesar de haver praias incríveis por toda a Ilha, sou mais adepta das praias do Leste. Mas as do Norte são demais! As do Sul também... Ah, sim! Todas são! :P

Veja também:
Florianópolis: o que você precisa saber antes de viajar para lá
As praias de Floripa - Parte 2 (Sul)
As praias de Floripa - Parte 3 (Norte)

Beijos,

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Florianópolis: o que você precisa saber antes de viajar para lá

Quando o estresse chega e quando penso em descansar, o primeiro destino brasileiro que me vem à mente é Florianópolis, em Santa Catarina.

Nunca consegui associar Floripa à bagunça, apesar de já ter curtido umas baladas bem agitadas por lá. Florianópolis, a “sonífera ilha”, é a quarta cidade brasileira com melhor qualidade de vida, é um dos lugares mais bonitos do país e só por isso já merece a visita.

Fui para Floripa várias vezes e em diferentes épocas do ano. Já passei o Carnaval, já fui no alto inverno, já peguei todos os dias de chuva, já consegui um super bronzeado no calor... A temperatura média das máximas do mês mais quente varia entre 26℃ e 31℃; e a média das mínimas do mês mais frio fica entre 7,5℃ e 12℃. A temperatura média anual está em torno de 21℃., mas posso afirmar que todas as épocas têm o seu charme. 

Floripa dá uma preguiça gostosa, uma vontade de ficar o dia todo de bobeira. Se está frio, gosto de ir (bem agasalhada) à praia de Moçambique, que é quase deserta, e ficar o dia todo lendo um livro e ouvindo o barulhinho do mar. Se está calor, quero camarão e cerveja gelada, na costa da Lagoa da Conceição.

Esmalte descascando e frio na praia de Moçambique
Ah, camarããão! 
A cidade é bem grande e mais de 97% de seu território está situado na Ilha de Santa Catarina. Dentre suas mais de 100 praias, há lugares incríveis por todos os lados e o transporte não é nada prático. Por isso, minha principal dica para quem quer conhecer a ilha toda é alugar um carro. Sem ele, não dá pra conhecer quase nada (e você vai desperdiçar uma viagem que pode ser muito bacana). As distâncias são muito longas, os táxis acabam ficando caros e os ônibus não acessam pontos que podem ser do seu gosto. Fora o trânsito em alta temporada. 

A Ana e eu costumamos alugar carro na Hertz, próxima ao aeroporto Hercílio Luz e recomendamos o serviço. Com a reserva feita, é possível pedir que uma van lhe busque no aeroporto para que você retire o carro na loja, sem custo adicional. As diárias costumam começar em torno de R$ 92,00 (valor que você gastaria de táxi só em uma viagem de uma ponta à outra da ilha) e é preciso deixar um caução do valor total da reserva, em um único cartão de crédito - o que é ruim, porque se o seu limite do cartão for baixo, você ficará com o dinheiro bloqueado, mas não tem outro jeito. O pagamento, na entrega do carro, pode ser feito com mais de um cartão, mas o caução não.

Nosso carrinho lindo alugado

Para quem pretende ficar a pé, aconselho a hospedagem na praia da Joaquina ou na praia da Barra da Lagoa, onde a maioria dos mochileiros (backpackers) ficam. Há surfistas por todos os lados e a distância até o centrinho da Lagoa, onde fica o agito, é pequena. Para quem curte um pouco de luxo, há resorts como o Costão do Santinho (no norte da ilha), um dos mais famosos do Brasil, e os hotéis cinco estrelas da praia de Jurerê.

Há muitos passeios (de barco e a pé) para se fazer em meio à natureza. Nos próximos textos vou indicar os que considero imperdíveis.

Beijo,

terça-feira, 15 de julho de 2014

Cancún: diversão no Caribe

Uma pequena Las Vegas, rodeada por praias de mar azul turquesa: Cancun é mais ou menos isso. Hotéis, hotéis, hotéis, resorts, restaurantes, baladas, diversão. Além de cultura, aventura e relaxamento, é claro. É o destino perfeito? Acredito que sim.

Cancun fica na costa do estado de Quintana Roo, no México, na península de Yucatán, considerada um dos principais centros turísticos do mundo. São cerca de 22 quilômetros de praias de areia fininha, divididos entre a lagoa e o mar. Com temperatura média anual de 27ºC, Cancun tem o clima ideal para o turismo – só evite os meses de agosto a outubro, por causa da temporada de furacões. As ruínas, as praias, a vegetação, os parques, a estrutura, tudo é propício para suas férias. Lá, você pode mergulhar com golfinhos, conhecer zonas arqueológicas das civilizações maia e asteca, nadar dentro de cavernas, praticar todos os esportes aquáticos, além de desfrutar da gastronomia local e curtir a noite super agitada, cheia de bares e baladas espalhados por toda a cidade.
Cancun está divida em cinco zonas principais: a Isla Cancun (ou Zona Hotelera), ilha de 23 quilômetros de extensão, onde se concentram as atividades turísticas; a Zona Urbana, onde mora a população cancunense e onde estão as instituições políticas, educativas e culturais da cidade; Puerto Juárez, onde vivem os pescadores e se encontram ótimos restaurantes e lojas locais; Franja Ejidal, uma zona de assentamentos ocupada pela parte mais pobre da população; e Alfredo V. Bonfil, a oito quilômetros do centro, habitado por colonos do norte do país.
A zona hoteleira rodeia o sistema da Laguna Nichupté, composto por sete trechos de lagoa: a Laguna Bojórquez, Cuenca del Norte, Cuenca Central, Cuenca Sur, Río Inglés, Del Amor e Laguneta del Mediterráneo. Uma boa pedida é fazer o passeio de lancha ou wave runner (a dois) na Laguna Nichupté.
Outra atividade imperdível, não importa a sua idade, é o mergulho com os golfinhos. Há diversas empresas que oferecem os mergulhos, dentro de hotéis ou em endereços específicos. Os preços variam de US$ 80 a US$ 170, dependendo do tipo de programa. Contate uma das operadoras indicadas pela secretaria de turismo de Cancún e veja qual programa é mais a sua cara entre o dolphin interaction, o dolphin swindolphin ride, o foot push e até ser treinador de golfinhos por um dia. Entre as operadoras, estão a Dolphinaris, a Delphinus Wolrd e aDoplhin Discovery.
Outra atração para quem curte os grandes animais marinhos é mergulhar com um tubarão-baleia. Assustador? Sim, mas fascinante também. O passeio é uma viagem de barco de aproximadamente seis horas e meia (ida e volta) às ilhas Holbox e Contoy, mas só acontece entre julho e agosto, quando as condições do tempo são ideais para atrair os bichões. A Ecocolors tem instrutores que falam português e garante que você verá o tubarão de pertinho, caso contrário, ela oferece um novo passeio de graça. Aliás, mergulhar para ficar de frente com aquela bocarra de quase dois metros não sai por menos de US$ 165. Mas vale a pena. Apesar de gigantes, os tubarões-baleia são super dóceis – e lindos!
Um lugar em Cancun que você não pode deixar de visitar é a Isla Mujeres, que fica a sete quilômetros do porto, como uma extensão da ilha maior. Lá, você poderá pescar, praticar snorkeling, comer em bons restaurantes, nadar em águas calmas e até visitar tubarões adormecidos em cavernas, tudo sem prédios à vista. À noite, os bares ficam lotados de gente jovem.
Visite também uma das pirâmides mais belas e completas da Zona Arqueológica da Península de Yucatán, a Chichén-Itza, eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno. É uma viagem mística que você não pode perder.
Para quem curte programas mais culturais, o Centro de La Cultura promove eventos de teatro, música e dança típicos de Quintana Roo. O Centro fica na Prolongación Av. Yaxchilán S/N. Se quiser fazer compras, dê um pulo no La Isla Shopping Village, que possui, além das 200 lojas, ótimos restaurantes. O shopping fica na Blvd. Kukulcán km 12.5, Zona Hotelera.
À noite, vá tomar sua tequila favorita na casa mais tradicional de Cancun, a Coco Bongo, que recebe turistas de todas as idades. Outra opção é o Dady’O, do outro lado da rua, e igualmente disputado. Nessas baladas, os DJs tocam de tudo, de hip hop a pop. Se quiser curtir um som local, vá dançar reggaeton noMargaritaville.
Para relaxar, Cancun oferece diversos programas em luxuosos spas e hotéis de cadeias internacionais. Você pode escolher entre uma massagem na praia e um banho a vapor no meio da selva. Ah, Cancún… Você precisa experimentar!
Beijos,

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Não desvie o olhar para o turismo sexual infantil

Turismo Sexual Infantil é a inclusão de exploração sexual comercial de crianças e adolescentes nos pacotes para turistas nacionais ou estrangeiros. Os exploradores promovem essas viagens porque encontram facilidades para a exploração infanto-juvenil em hotéis, bares e clubes noturnos. As viagens de turismo sexual costumam ser organizadas de maneira informal entre amigos, mas há também casos de participação de agentes de viagem. 

O Brasil possui um dos maiores níveis de exploração sexual infanto-juvenil do mundo. De acordo com o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, uma rede de organizações não-governamentais, estima-se que existam 500 mil crianças e adolescentes na indústria do sexo no Brasil (dados de 2012). Este índice tende a crescer ainda mais com a Copa do Mundo.


Um estudo da fundação francesa Scelles comprova que as grandes competições internacionais permitem que as redes criminosas “aumentem a oferta” de pessoas e crianças que são prostituídas. Na África do Sul, por exemplo, o número estimado aumentou de 100 para 140 mil, durante a Copa do Mundo de 2010.

Agora faltam poucos dias para os olhares de todo o mundo se voltarem para o Brasil, país sede da Copa do Mundo de 2014. E nós não podemos desviar o olhar: abuso e exploração sexual infantil são crimes!


A Plan International Brasil, uma organização não governamental de desenvolvimento presente em 69 países, convoca todos os torcedores, brasileiros e estrangeiros, a espalharem a mensagem da campanha Copa das Meninas, que tem como principal objetivo alertar a população sobre a situação da proteção infantil durante a Copa. Confira o vídeo:


No hotsite da campanha, www.copadasmeninas.org.br, você também pode fazer doações – nos valores de R$ 25,00, R$ 50,00 ou R$ 100,00 – que serão aplicadas em projetos que têm o objetivo de capacitar e empoderar crianças, adolescentes e suas comunidades para que adquiram competências e habilidades que os ajudem a transformar suas realidades. Todo o recurso arrecadado será integralmente revertido na expansão de três projetos já desenvolvidos no Brasil: "Futebol Feminino", "Turismo e Proteção à Infância" e "Soluções de Empregos para Jovens".

Espalhe esta mensagem.
Se presenciar qualquer situação de violência contra crianças e adolescentes, DISQUE 100 e denuncie!


Beijos,

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Líbano: tudo que você precisa saber antes de viajar para lá

O Líbano foi o país que mais gostei de conhecer até hoje. Acredito que, dificilmente, outro lugar alcançará o topo da minha lista. É claro que eu tenho uma razão pessoal para isso: minha origem é libanesa e todos os costumes que aprendi quando criança, pude presenciar de pertinho. Mas não é só por isso! O Líbano é apaixonante e todas as pessoas que eu conheço que visitaram este país têm a mesma opinião que eu. E olha que nem pudemos curtir o verão libanês, que dizem ser espetacular! Eu e a Ana chegamos na terra dos “brimos” em fevereiro, no alto inverno, numa noite de neve e vento gelado. O Líbano tem as estações do ano muito bem definidas: no verão, o negócio é curtir a praia num calorzão de 35 graus; no inverno, é se divertir na neve (muita neve), admirar a paisagem dos montes de topos branquinhos e curtir o aquecedor dos cafés do Hamra.


Se você pretende visitar o Líbano, a primeira coisa que você precisa saber é que brasileiros precisam de visto, sim, mas isso você pega no aeroporto lá de Beirute mesmo: basta preencher um formulário quando desembarcar e pegar a fila da imigração. Esta regra ainda está valendo, mas é sempre bom dar uma conferida com a embaixada ou com os consulados libaneses (www.libano.org.br), antes de partir.  Porém, se você tiver um carimbo de Israel em seu passaporte, pode preparar sua volta, pois ninguém lhe deixará adentrar o país. Brigas políticas, sabe como é!  E é exatamente por isso que vão olhar folha por folha do seu passaporte e lhe farão mil e uma perguntas no guichê. Não se assuste com isso, nem com os oficiais do exército nem com a bagunça que é o Aeroporto de Beirute. Ficamos receosas, mas depois entendemos que esse é o jeito dos libaneses. E, mesmo assim, eles são super acolhedores. Esses países que já passaram por muitos conflitos e guerras sempre têm uma política mais desconfiada para tratar os estrangeiros... Não se sinta intimidado. É compreensível.

Assim que você chegar, pode pegar um taxi para o seu hotel. Sugiro que você se hospede ou no Hamra ou em Raouché, dois dos bairros mais famosos, badalados e agitados de Beirute. Um taxi do aeroporto para estes locais deverá custar em torno de 25 dólares. Como os taxistas saberão que você é turista, tentarão vender o caminho por muito mais. Até 35 dólares é tranquilo. Ah, sim! Não há taxímetro no Líbano! Todas as corridas devem ser combinadas anteriormente. Mas não se acanhe, os taxistas costumam ser bem honestos. Só não se esqueça: eles são árabes e adoram negociar! ;)

Peça-os para lhe levar a outras cidades. Não dá pra resumir o Líbano em sua capital: o país tem lugares incríveis que não podem deixar de ser vistos, como já contamos aqui no blog. Por fim, não se preocupe com o idioma local! Quase todas as pessoas (90% delas) sabem falar inglês e francês. E, é claro, todas entenderão suas mímicas. ;)

Boa viagem!


Beijos,






quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dia 14: São Paulo - Turismetrô

Demoramos, mas voltamos!
Como você deve ter percebido, estamos sem viajar desde que fomos para Cuba. E deixamos o blog paradão porque realmente não encontramos tempo para nos dedicar a ele - nem para viajar de novo. :(
Mas logo colocaremos o pé na estrada, porque não aguentamos ficar muito tempo paradas. :D
Enquanto isso, voltamos a narrar nossas aventuras pela selva de pedra que nos abriga. E aqui vai mais um episódio da #SinTrip de casa.
No sábado, dia 30 de março, resolvemos conhecer um programa oferecido pela São Paulo Turismo em parceria com o Metrô, chamado Turismetrô.
Confesso que eu nunca tinha ouvido falar sobre este programa, já que não sou muito de andar de trem, mas vi uma matéria na Folha de S. Paulo, e achei que seria bem interessante participar, principalmente porque o tema da vez era "Imigração Árabe" - assunto pelo qual eu quase não me interesso, né? Hahaha.

A Ana, minha prima Dunia, o namorado dela, Ricardo, e eu, nos encontramos na Estação Sé, em frente ao balcão do Turismetrô, às 8h da manhã. O passeio começaria às 9h, mas é bom chegar bem cedo porque o número de vagas é bem pequeno (25 por grupo). E, depois, não adianta reclamar, hein? ;)

A fila para participar do Turismetrô, às 8h30 da manhã
Muita gente ficou de fora do passeio
Para participar, é preciso preencher uma ficha no balcão do Turismetrô e comprar o número de bilhetes para o passeio. Em nosso caso, gastamos um bilhete até a Sé, do Paraíso a São Bento e outro para voltar pra casa.

Como falei acima, o tema do passeio era a "Imigração Árabe" e, como não poderia deixar de ser, nossa primeira parada foi na Catedral Ortodoxa, em frente à Estação Paraíso.


Lá dentro, o padre nos contou um pouco da história da Catedral, da imigração árabe e da religião Católica Ortodoxa (e as diferenças entre ela e a Católica Apostólica Romana):


Depois, visitamos o Monumento Mohamed V, bem em frente à Catedral. Este monumento foi doado ao município de São Paulo pelo Ministério do Artesanato do Reino do Marrocos.


Então, tomamos o metrô e descemos na estação São Bento, em frente ao Mosteiro de São Bento, onde o guia nos explicou um pouco da importância da imigração árabe para a região da 25 de Março, e partimos para a Casa da Boia, inaugurada em 1898.


Na comemoração dos 100 anos da Casa da Boia, foi inaugurado um museu no segundo andar da casa, onde vivia a família Rizakallah Jorge, dona da loja. Visitamos o museu e assistimos a um vídeo sobre a história da Casa da Boia.


Descemos para a 25 de Março, onde um ator fez uma encenação, contando um pouquinho da imigração árabe à região.


Fomos até à Rua Abdo Shahim, onde fizemos uma pausa para comer uma comidinha árabe e terminamos o passeio no Mercado Municipal. A Igreja Nossa Senhora também estava no roteiro, mas não deu tempo de visitá-la. Então, quando o passeio acabou, nós 4 fomos até lá. Linda igrejinha ortodoxa...


Depois voltamos no restaurante árabe (Raful) para almoçar direito. Gostamos bastante do passeio, mas achamos que foi um pouco superficial. Tudo bem que não dava tempo de explicar muita coisa, já que a duração seria de apenas 3 horas, mas talvez o guia pudesse saber um pouco mais. Nós já sabíamos sobre a história da imigração árabe e já havíamos visitados todos esses lugares, mas quem nunca o fez, talvez não tenha entendido muito bem.

Veja a matéria que passou na TV Cultura sobre o passeio deste dia:


Vamos experimentar outros passeios deste programa em breve. Se quiser experimentar também, fique atento à programação no site do Turismetrô.

Beijos!