As vinícolas do Chile - Parte 1

Não é preciso viajar para tão longe para provar dos melhores vinhos do mundo. No Chile, aqui pertinho, na América do Sul, você pode visitar vinícolas históricas e abrir garrafas dos mais deliciosos Cabernet Sauvignon ou Chardonnay, em meio a paisagens belíssimas de verde intenso.

A grande vantagem do Chile é a facilidade de acesso às vinícolas. Entre as mais de dez áreas vinícolas diferentes do país, as mais importantes estão próximas da capital Santiago. Em no máximo duas horinhas de carro você chega a mais distante – das famosas. Se preferir, há a opção de ir de trem/metrô para algumas bodegas mais próximas. A melhor época para visitar os vinhedos do Chile é entre março e maio, quando as parreiras ficam bem carregadas. Todas as vinícolas têm ótima estrutura e recebem muito bem os turistas. Há diversas pousadas, restaurantes, degustações, passeios com visitas guiadas, lojas internas e até cavalgadas.

A maioria das propriedades fica nos vales de Maipo, Colchagua, Casablanca e Central. Os melhores vinhos são produzidos no vinhedo de Apalta, em Colchagua, um dos mais distantes de Santiago, a cerca de 178 quilômetros para o sul do país – aí é preciso alugar um carro mesmo para fazer a visita. 

A vinícola mais famosa do Chile é a Concha y Toro, criada em 1873, no Vale do Maipo, região mais próxima da capital. Apesar de ser um programa bem turistão, vale a pena dar uma passada por lá, afinal, ela fica a 20 minutos de metrô de Santiago. Lá, você verá a casa da família de Don Melchor e ouvirá a história do Casillero del Diablo, contada por uma voz macabra, dentro de uma adega subterrânea, que mostra a sombra do “coisa ruim” na parede. Conta a lenda que Don Melchor Concha y Toro, dono da vinícola, guardava seus melhores vinhos nesta adega, mas como muitos eram roubados, ele espalhou a notícia de que o diabo se escondia ali dentro. Isso fez com que nunca mais alguém roubasse seus vinhos.

Concha y Toro
Mesmo para quem não se interessa muito por vinhos (ou não entende muito como eu), a visita é obrigatória, afinal, tem um peso cultural e histórico muito grande. No final do passeio, você poderá visitar a loja, o bar e o restaurante da vinícola e ainda apreciar os famosos Almaviva e Carmim de Peumo. A Concha y Toro funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h e não abre aos domingos ou feriados. A visita guiada com degustação de dois vinhos custa 7 mil pesos (aproximadamente US$ 13), e a visita guiada com degustação de quatro vinhos e mesa de queijos sai por 16 mil pesos (US$ 32). O endereço é Av. Virginia Subercaseaux 210, na cidadezinha de Pirque. Tel.: 56 (2) 476-5680.

Ainda no Vale do Maipo, está a vinícola Cousiño-Macul, que fica na Av. Quilín 7100, Peñalolen, na região metropolitana de Santiago. Com extensos vinhedos, a Cousiño-Macul fica às margens da ferrovia, ou seja, basta pegar o metrô, descer na estação Quilín e caminhar uns minutinhos (ou pegar um taxi até a entrada). Lá, há visitas guiadas que duram aproximadamente 45 minutos e dão direito à degustação de três vinhos. O valor é de 7 mil pesos chilenos, mais ou menos US$ 13.Fundada em 1856, é a única vinícola que se estabeleceu no século XIX e continua nãos mãos da família fundadora. A Cousiño-Macul funciona de segunda à sexta-feira, com visitação das 11h às 16h, e aos sábados, das 11h ao meio-dia. Tel.: 56 (2) 351-4135.

Cousiño-Macul
No Vale do Maipo também está a Viña Santa Rita, que fica no Camiño Padre Hurtado 695, Alto Jahuel, em Santiago. Esta vinícola possui hotel próprio (o hotel Casa Real), restaurante, loja e museu (o Museu Andino), mostrando uma estrutura ainda mais completa que a famosa Concha y Toro. A comida é incrível! O tour guiado sai por aproximadamente R$ 30 e o telefone de lá é o 56 (2) 362-2520.

A vinícola Santa Carolina, fundada em 1875 foi declarada Monumento Histórico do Chile em 1973. Muito abalada pelo terremoto de 2010, ela precisou passar por uma boa reconstrução, mas já está aberta ao público. O passeio começa no jardim, com taças de vinho branco enquanto o guia conta a história do lugar. De lá, você conhecerá as caves subterrâneas e verá as 3 mil barricas usadas para a conservação dos 225 litros de vinho, provenientes da França e dos Estados Unidos. Linda e histórica, a Viña Santa Carolina está presente em várias regiões do Chile, mas falo da que fica no Vale do Maipo. É lá que você poderá provar taças dos vinhos mais caros do país. Ela fica na Calle Til-Til, 2228, Macul Santiago. Tel.: 56 (2) 2450-3000.

A região de Casablanca é o berço dos melhores vinhos brancos. Adeptos de uma taça gelada de Sauvignon Blanc não podem deixar de visitar este vale, que é pequeno em comparação aos outros, mas muito famoso também. O vale fica na Ruta 68, no caminho para a cidade de Valparaíso e da Praia de Algarrobo. Lá, a brisa é fresca e a bebida também.

A vinícola mais bem estruturada da região é a Matetic, que também produz um Syrah excepcional. Moderna, a vinícola abriga um hotel-butique, com diárias a partir de US$ 460, com apenas sete quartos, o La Casona, onde o hóspede é recebido pelo sommelier. Há quatro tipos de visitação, com preços entre R$ 35 e R$ 120. O mais caro inclui degustação de quatro vinhos e almoço. Mas o melhor da Matetic, além dos vinhos, é claro, é a caminhada ao Morro Bahamontes, que tem vista para o mar e para a Cordilheira dos Andes. A Matetic fica no Fundo Rosario, em Lagunillas. Tel.: 56 (2) 595-2661.

Hotel La Casona de Vina Matetic 
Próximo do Oceano Pacífico também está a Casa Marin, a cinco quilômetros do mar. E é exatamente esta proximidade com as águas frias que fazcom que a Casa Marin tenha condições perfeitas para a elaboração de vinhos brancos. Nesta vinícola, há uma pousada, que funciona de setembro a maio e permite que você aproveite a melhor época de neve e vinho, na estação de esqui de Valle Nevado. As degustações custam entre US$ 17 e US$ 28, e as diárias da pousada saem em torno de US$ 150. A vinícola fica no Camino Lo Abarca s/n. Lo Abarca, Cartagena. Tel.: 56 (2) 334-2986.

Os amantes da boa gastronomia não podem deixar de visitar a Viña Indomita, que fica também na Ruta 68, no quilômetro 64. O restaurante de lá é um dos mais bem cotados do país com um cardápio moderno, de ingredientes tradicionais. A Indomita funciona todos os dias, das 10h às 17h. Tel.: 56 (2) 215-3900.

Um conselho: ligue com antecedência e marque sua visita, em qualquer vinícola, para que você não dê com a cara na porta. Depois do terremoto, muitas vinícolas foram danificadas e, assim, fechadas para visitação. Além disso, a maioria delas só aceita a visitação com hora marcada.

No próximo post, falarei sobre as vinícolas do sul do Chile, no Vale do Colchágua e Cachapoal. Até lá!

Beijos,

Santiago de Compostela: por que peregrinamos?

Desde o mundo antigo, as peregrinações consistiam em jornadas realizadas individualmente ou em grupo para um determinado lugar considerado sagrado, uma cidade ou um templo marcado por um acontecimento especial ou pela passagem de um herói ou de um Santo. Este fenômeno ocorre em praticamente todas as religiões e culturas, desde os tempos mais remotos. A prática das peregrinações se mantém mais atual que nunca, entre todas as religiões, como os muçulmanos que, anualmente, se dirigem à Meca.


As peregrinações cristãs


As peregrinações cristãs têm sua fonte de inspiração no Antigo Testamento, na história de Abraão e nas andanças do povo de Israel, retratadas, por exemplo, no Êxodo. O antigo povo israelita fazia três peregrinações solenes ao ano (em Páscoa, Pentecostes e na festa dos Tabernáculos), formando caravanas jubilosas a cantar os salmos ascensionais, dirigiam-se ao Templo de Javé em Jerusalém.

“Aliás, não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura” (Heb 13,14)

A vida de Maria também está marcada pelas peregrinações. A primeira de que temos notícia é a que empreende para atender a sua prima Isabel, que, como Ela, está grávida. "Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá; Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel" (Lc 1,39-40). A portadora da Palavra "se levanta" e se põe a caminho "com prontidão", ao noroeste de Jerusalém, à cidade de Ain Carim para oferecer seu serviço apostólico. Depois, Maria peregrina a Belém, onde dá à luz seu filho Jesus. Mais tarde, o Evangelho de São Lucas nos conta que "seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando tinha doze anos, subiram eles como de costume à festa" (Lc 2,41-42). Ano após ano, Maria peregrinou a Jerusalém, a Cidade Santa, onde teriam lugar os mistérios centrais de nossa fé. Maria, ano após ano, levou seu Filho educando-o no sentido da peregrinação e deixando-se educar por Ele, como vemos no episódio da perda e o achado do Jesus no Templo.

Cristo peregrinava com os apóstolos para pregar o Evangelho e, depois de ser crucificado, seus discípulos não hesitaram em continuar a tradição de peregrinar. 

A Igreja manteve a tradição de visitar os lugares percorridos por Cristo, consagrados pela sua morte, costume que se perpetuou com as Cruzadas, que tinham como objetivo defender locais e objetos abençoados pela presença de Cristo. Desde o início da história da Igreja, os lugares santos passaram a ser fervorosamente visitados pelos fiéis (como o cenário da vida, da morte e da glorificação de Cristo, na Palestina; os túmulos dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, em Roma; etc.). 


Na Idade Média, os peregrinos eram considerados heróis que enfrentavam diversos perigos, doenças e até a morte a fim de conquistar a salvação. 

"Assim os peregrinos geralmente não se punham a caminho sem ter recebido da Igreja uma espécie de investidura semelhante à do cavaleiro medieval: toda a paróquia se reunia em torno deles para participar da Missa solene; nessa ocasião o celebrante dava bênção especial tanto aos futuros viandantes como ao seu vestiário característico, vestiário que constava de uma túnica longa até os joelhos ou até os calcanhares, um cinturão de couro e, por vezes, um vasto manto com capuz (donde o nome francês de pèlerine dado a tal capa); a fim de se caracterizar bem, os peregrinos traziam uma cruz de pano vermelho fixa às costas quando se dirigiam ao respectivo santuário, presa ao peito quando regressavam; o cajado era alto, por vezes oco, podendo assim servir de instrumento musical para animar os passos dos viandantes.

Cada bispo costumava entregar aos seus diocesanos peregrinos uma carta de recomendação, mediante a qual facilmente encontrariam acolhida nos mosteiros e em casas particulares (isto não impedia que os peregrinos muitas vezes dormissem ao relento, dada a escassez de população de várias regiões).

Em vista dos múltiplos perigos latentes nas estradas medievais, não era costume viajar a sós; ao contrário, os peregrinos reuniam-se em caravana, o que lhes possibilitava conversar e cantar piedosamente, reconfortando-se assim da caminhada. Não raras eram as macerações voluntárias a que eles se submetiam: uso de cilício e correntes, caminhar descalço, alimentação restrita, etc.

[...] O ideal piedoso do peregrino medieval se foi transmitindo de geração a geração, de sorte que ainda hoje entre os católicos se observa o costume de peregrinar... Os lugares santos se têm multiplicado através dos séculos, todos assinalados por fenômenos que, após criteriosa análise por parte das autoridades eclesiásticas, podem ser tidos como indícios de autênticas intervenções do Senhor Deus ou de algum Santo (da Virgem SSma., em particular). — Aqui parece oportuno lembrar que a Santa Igreja, embora permita a devoção a certos santuários, nunca definiu nem definirá como objeto de fé aparições e comunicações sobrenaturais verificadas após a morte do último dos Apóstolos (S. João Evangelista, falecido por volta do ano 100) ; cf. «P. R » 19/1959, qu. 4." (Dom Estêvão Bettencourt)

São Tiago


Tiago, o Maior, nasceu na Galileia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista, os "Filhos do Trovão", como os chamara Jesus. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como "menor", por ser mais novo.

Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais na vida do Redentor. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na sua agonia no horto das Oliveiras.

São Tiago na Espanha


Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isso declarado seu padroeiro. Na cidade de Saragoça, Tiago presenciou uma aparição de Maria, mãe de Jesus, que ainda vivia. Tal aparição, em cima de um pilar, originou o culto de Nossa Senhora do Pilar. Algum tempo depois, Tiago voltou a Judeia, onde converteu centenas de pessoas, até mesmo dois mágicos que causavam confusão entre o povo com suas artes diabólicas. Até que um dia lhe prepararam uma cilada, fazendo explodir um motim como se fosse ele o culpado. Assim, foi preso e acusado de causar sublevação entre o povo. A pena para esse crime era a morte.

O juiz foi o cruel rei Herodes Antipas, um terrível e incansável perseguidor dos cristãos. Ele lhe impôs logo a pena máxima, ordenando que fosse flagelado e depois decapitado. A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo.

No século VIII, quando a Palestina caiu em poder dos muçulmanos, um grupo de espanhóis trouxe o esquife onde repousavam os restos de São Tiago, o Maior, à cidade espanhola de Iria. Segundo uma antiga tradição da cidade, no século IX o bispo de lá teria visto uma grande estrela iluminando um campo, onde foi encontrado o túmulo contendo o esquife do apóstolo padroeiro. E a Espanha, que nesta ocasião lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos, conseguiu vencê-los e expulsá-los com a sua ajuda invisível.

Santiago de Compostela


Mais tarde, naquele local, o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a São Tiago, o Maior. Com isso, a cidade de Iria passou a chamar-se Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o santuário de Santiago de Compostela é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto a pé.

Essa rota, conhecida como o Caminho de Santiago de Compostela, foi feita também pelo papa João Paulo II em 1989. Acompanhado por 600 mil jovens do mundo inteiro, na Jornada Mundial da Juventude, foi venerar as relíquias do apóstolo São Tiago, o Maior, depositadas na magnífica catedral das seis naves, concluída em 1122.

Catedral de Santiago de Compostela

Peregrinar não é simplesmente caminhar na direção de um determinado lugar, mas fazê-lo movido por algo muito importante, determinante para a vida do peregrino. Isto sim caracteriza a peregrinação. Alguns realizam este ato buscando o próprio sentido de sua existência, como uma viagem interior, o que ocorre muito com os que seguem o Caminho de Santiago.

A verdadeira peregrinação nasce de um convite divino plantado em nossa alma, e brota dela através de um desejo. O peregrino se habilita a receber a indulgência plenária, ou seja, a remissão de seus pecados. A palavra pecado vem de pecus, que significa pé defeituoso, pé incapaz de percorrer um caminho. A maneira de corrigir o pecado é andar sempre em frente, adaptando-se às novas situações e recebendo em troca todas as bençãos que Cristo dá com generosidade aos que lhe pedem.

indulgência deriva de indulgente, que significa alguém que perdoa. A Igreja oferece o dom das indulgências para aqueles que sentem necessidade de conversão e de arrependimento de seus pecados. Com a indulgência, o cristão recebe, então, a purificação das penas que estão a atormentar sua alma, mesmo depois de haver cumprido o rito da Confissão.

Cartaz na catequese da JMJ
Finalizo este post com uma música para inspirar os peregrinos católicos como eu:


Beijos,


Preparação para o Caminho de Santiago - Parte 1 (física)

"Mas como você vai fazer este percurso sendo tão sedentária?"

Ouvi essa frase de algumas pessoas assim que eu decidi fazer o Caminho de Santiago. Sou sedentária e fumante - o que é ainda pior. Mas eu sei que não é preciso ser atleta ou rato de academia para se tornar um peregrino, não.

Muitas pessoas dizem que três meses de treinamento são suficientes. Eu decidi começar um pouco antes, afinal, quanto mais eu estiver preparada, mais eu poderei desfrutar do que o Caminho tem a me oferecer. E sou sedentária mesmo. Minha única atividade física é a dança que, sabemos, não prepara físico nenhum para grandes esforços (a não ser que eu seja uma bailarina profissional, que treine 5 ou 6 horas por dia, né?). 

Primeiro passo - as roupas

Não adianta sair correndo por aí com um short, um top, um par de tênis e nada mais. Antes de começar a preparação, já compre sua bota de trekking/hiking (a minha é a Bota Timberland Pathrock Mid Gtx), sua mochila e saia para treinar como se já estivesse percorrendo o Caminho. A diferença entre andar sem carregar nada e andar com uma mochila nas costas é enorme. 


A mochila deve ter até 10% do seu peso (a vantagem de estar gordinha é que posso levar 6,5 kg nas costas. Hahaha! - mentira, não tem vantagem), por isso, procure já simular o que você vai levar ou, pelo menos, o peso do que vai levar. Em breve publicarei um texto específico sobre o que é preciso levar para o Caminho de Santiago.
Treinar com as botas é fundamental, para que você as amacie e evite tantas bolhas e dores nos pés durante o Caminho. Afinal, sapato novo e caminhada não costumam combinar muito, né?
Por isso, minha dica principal aqui é: adquira tudo o que você vai usar assim que decidir fazer esta viagem.


Obs.: As minhas roupas e sapatos eu adquiri no Meggashop que tem preços bem mais em conta que todas as lojas que pesquisei.

Segundo passo - vá com calma

Nem tente começar a preparação caminhando por 20 Km logo de cara. Assim você ficará completamente desgastado e não conseguirá treinar diariamente - além do mais, quem é que tem tempo de caminhar 20 Km por dia? O ideal é realizar um treinamento leve, com caminhadas curtas (de 40 minutos a 1 hora) todos os dias da semana. Aos sábados e domingos, tente aumentar a distância das caminhadas. 
Não precisa correr: você não vai correr no Caminho de Santiago, ao contrário, andará devagar até para apreciar as belezas do Caminho. E lá não existe competição. Então, treine caminhadas, não corridas. A velocidade média da peregrinação é de 4 Km/h.


Com o tempo, procure aumentar progressivamente a distância dos seus treinos. Quando estiver mais próximo do embarque, procure caminhar diariamente a distância média dos trechos do Caminho de Santiago, que têm de 20 a 30 Km. 

Terceiro passo - treine pra valer

Andar pelas ruas planas e asfaltadas da cidade não nos treinam para a realidade do Caminho. Se puder, faça pequenas viagens para o interior, aos finais de semana, e realize algumas trilhas montanhosas, carregando todo o seu equipamento. Assim, o corpo se acostumará melhor com as subidas e descidas típicas de lá. Além do mais, a distância fica "maior" quando o terreno é complicado. 
A Associação dos Confrades e Amigos do Caminho de Santiago (ACACS-SP) realiza diversas caminhadas preparatórias ao longo do ano. São viagens de um dia a cidades como Guararema, Campos do Jordão, Arujá etc. Você paga uma taxa de inscrição e tem direito a seguro, alimentação e transporte. A taxa não é baratinha, não, mas vale a pena.

No próximo post sobre a preparação para o Caminho de Santiago, eu falarei de como estou preparando minha mente para esta viagem - que é tão importante quanto preparar o físico.

Beijo!



Vem aí: a #SaintTrip espanhola!

Há alguns meses eu recebi um chamado. Não sei o que me levou a querer loucamente fazer o Caminho de Santiago, mas dizem que só descobrimos quando chegamos lá.

A primeira coisa que fiz quando essa ideia me veio à cabeça foi procurar por vídeos no YouTube. E o primeiro que assisti foi o de um brasileiro que fez o caminho francês completo. Ao final, ele dizia: "quando o caminho lhe chamar, venha. E venha sozinho". Não tive dúvidas: aquilo foi "pra mim" (na hora, eu até me arrepiei).

Como contei no post sobre a nova tag (#SaintTrip), sempre tive o sonho de fazer várias peregrinações para lugares sagrados da minha religião (Católica). Falo da minha vontade de peregrinar para o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, há pelo menos dez anos. Até hoje não consegui ir. Fátima, em Portugal, é outro lugar que preciso conhecer antes de morrer. Mas Santiago de Compostela nunca esteve em meus planos de vida. E acredito que tudo tem sua hora - principalmente esse tipo de viagem.

De repente aconteceu e tudo começou a fluir naturalmente. Eu tinha exatamente 70 mil milhas no Smiles e, quando busquei por passagens para a Espanha, lá estavam elas, por 35 mil milhas cada trecho. Não hesitei e reservei as minhas para junho. Só depois eu soube que esta é a melhor época do ano para se fazer o Caminho de Santiago.

Meu passaporte estava para vencer e, rapidinho, resolvi tudo. Fiz a solicitação no site da Polícia Federal, no comecinho de dezembro, consegui o agendamento para o dia 17 de dezembro e, no dia 5 de janeiro, meu passaporte já estava pronto. E a sorte é que eu renovei o meu bem quando a validade do documento mudou de 5 anos para 10. Agora não vou precisar renová-lo tão cedo. :)

Passei umas duas semanas fazendo pesquisas para saber que caminho eu deveria fazer, quanto tempo levaria, se eu teria condições físicas e financeiras etc. Há diversos sites que ajudam os peregrinos a se decidirem. O que mais me ajudou foi este: http://caminodesantiago.consumer.es/, que possui todas as informações sobre todos os caminhos possíveis. 


O caminho mais tradicional é o Francês, que possui 775 quilômetros. A princípio eu pensei em fazer o Caminho Inglês, partindo de Coruña, porque minha amiga Helô mora lá - e eu poderia começar o caminho da casa dela. Mas, quando liguei pra ela para contar a novidade, ela me disse que se mudou para Paris. Hahaha. De qualquer maneira, ela me apresentou a Dani, que mora em Coruña e se propôs a me ajudar. O primeiro conselho que a Dani me deu foi: "faça o caminho Francês. O Inglês virou rota gastronômica, turística ou qualquer outra coisa. Só não é mais uma rota religiosa como a que você procura".

Obviamente, não tenho o mínimo preparo para fazer um caminho de 775 quilômetros a pé. Além do mais, este caminho exige pelo menos 40 dias para ser percorrido - e não posso sair de férias por tanto tempo. Decidi, então, fazer o Caminho Francês, mas começando de Sarria. Assim, caminharei por aproximadamente 150 Km (mais o trecho até Fisterra) e demorarei em torno de 8 dias para completá-lo.

Outro site de grande ajuda é o da Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago de Compostela. Esta associação promove caminhos preparatórios pelo interior de São Paulo para os peregrinos terem uma ideia de como é caminhar por 15 ou 20 Km seguidos em um dia só. Ela fica na Vila Mariana, em São Paulo, e possui arquivos de livros e filmes sobre o caminho, para consulta dos peregrinos, além de oferecer palestras aos associados. Na ACACS-SP também é possível retirar a "credencial do peregrino", que é como se fosse um passaporte para ser carimbado a cada ponto do caminho. Ao final, ela passa a ser um certificado de conclusão do caminho. Esta credencial também pode ser retirada em diversos pontos do Caminho de Santiago (Francês ou Aragonês) na Espanha. 

Aproveitando minha visita à Espanha, darei uma passada em Madri e ficarei um tempinho em Paris, na França, para matar a saudade da Helô. Não sei o que vai rolar neste meio-tempo, mas estou disposta a deixar rolar e a praticar o desapego (que é uma das finalidades do Caminho). Não sei o que o Caminho prepara para mim nem se seguirei meu roteiro (nunca sigo!). Talvez eu vá para Barcelona, talvez eu volte para Beirute, no Líbano, já que a passagem Madri-Beirute custa R$ 400. Hahaha. Vou esperar para ver. De qualquer maneira, já estou devorando o guia da Espanha. 


Minha #SaintTrip (que terá um pouco de #SinTrip, óbvio) começa em maio. Até lá, publicarei tudo sobre a minha preparação física, financeira e psicológica, além de dicas sobre o que levar e como arrumar a mala. Acompanhe tudo pela tag #SainTrip ou na página com o índice sobre a Espanha

:)

Beijos,

Disney: dicas para uma viagem inesquecível

Se há uma viagem que todas as pessoas deveriam fazer, pelo menos uma vez na vida, esta viagem é para a Disney. Pode ser Disneyland ou Disney World, contanto que se conheça o mundo mágico do Mickey e sua turma.


Em meu último texto sobre Orlando, expliquei como estão divididos os parques da Flórida e o que cada um possui de atrações. Mas hoje, quero deixar algumas dicas específicas para os parques da Disney, que são bem parecidos, tanto na Califórnia quanto na Flórida (o segundo estado tem mais parques e maiores), para facilitar a sua viagem.

Minha primeira dica é comprar os ingressos para os parques com antecedência, pela internet (veja como fiz neste post). De preferência, compre um card, que tenha todos os parques inclusos. Para a Disneyland, na Califórnia, eu comprei o Southern California CityPASS, que incluía, além dos dois parques da Disney, os parques de San Diego e de Los Angeles. Acabei economizando US$ 104,00 em ingressos! No site da Disney World, quanto mais dias e parques você comprar, mais economiza nos tickets individuais. 

A segunda dica é chegar cedo aos parques. Vá direto aos brinquedos mais populares e agende um horário através do Fast Pass, para voltar neles sem que precise enfrentar as filas. O Fast Pass é um serviço gratuito da Disney, disponibilizado nos brinquedos mais disputados. Qualquer pessoa pode pegar seu Fast Pass para garantir seu horário nesses brinquedos. Isso ajuda você a se organizar e a poupar o tempo.

Para saber em quais brinquedos você quer ir, pegue os mapas dos parques na entrada. Eles também são gratuitos. Os folhetos, com horários de shows, paradas e atrações, estão disponíveis em todos os idiomas, inclusive em português. 

Como os parques são enormes, o ideal é que você planeje uma rota assim que chegar. Ficar perambulando de um lado a outro vai tomar muito tempo do seu dia. E, como você vai ter que caminhar muito, o dia inteiro, vá de tênis. Ainda assim prepare-se para a dor nos pés ao final do dia. O mesmo vale para as roupas: elas precisam ser confortáveis. Roupas leves, frescas e que não incomodam são as ideais, mas fique atento à previsão do tempo, porque pode esfriar bastante, principalmente à noite. Ah! E como você vai andar o dia todo e, provavelmente, debaixo do sol, não se esqueça de usar protetor solar e chapéu.

Se você tiver algum problema de locomoção, saiba que a Disney aluga cadeiras de roda motorizadas e carrinhos de bebê. Você pode reservar estes serviços pela internet para não correr o risco de ficar sem. Quando comprar seus ingressos, já reserve os serviços adicionais.

E por falar em comprar, a Disney é a maior tentação do mundo do consumismo, principalmente para quem é apaixonado pelos personagens. Cada atração possui uma loja própria, com produtos personalizados. Ao sair do brinquedo do Toy Story, por exemplo, você encontrará tudo relacionado ao filme. Então, se tiver um personagem favorito, já esteja preparado. Quase não há diferença de preço entre as lojas, apenas se houver produtos muito diferentes. O Mickey caracterizado de Piratas do Caribe pode ser mais caro que o Mickey com sua roupa tradicional, mas os produtos iguais têm, quase sempre, o mesmo valor. Se, por acaso, você já tiver comprado um produto e encontrar o mesmo por um preço menor, pode pedir reembolso que eles dão. Se vir um produto muito específico, compre ali mesmo porque pode ser que você não o encontre em outras lojas do parque. Só tome cuidado para não comprar o parque inteiro porque vontade não faltará. Mas pense que precisará carregar suas compras durante todo o passeio, pense no peso da sua mala e nos dias que você tem pela frente. Então compre, mas compre com cautela.


Vá de mochila nas costas para carregar seus objetos pessoais e suas compras. Não leve bolsa de mão porque, com certeza, ela atrapalhará seu passeio. As sacolas, idem.

Se quiser assistir a algum show, chegue cedo ao local do espetáculo. O musical do Aladdin ou de A Bela e a Fera, por exemplo, são disputadíssimos. Entre na fila com, pelo menos, 40 minutos de antecedência para garantir o seu lugar. A vantagem é que você pode aproveitar para descansar um pouco da caminhada. Mas não deixe de assisti-los, não. Os shows são lindíssimos! O mesmo vale para a parada e para a queima de fogos. Garanta seu lugar nas ruas do complexo algum tempo antes do início dessas atrações.

Por fim, hospede-se perto dos parques, de preferência no próprio complexo da Disney. Se estiver de carro, não se preocupe: há transfer gratuito do estacionamento para o parque.

Bom divertimento!

Beijos,

Diversão em Orlando

Orlando, a quinta maior cidade do estado da Flórida, nos Estados Unidos, é sinônimo de diversão. Não é à toa que a cidade recebe cerca de 60 milhões de turistas por ano e, para atender a essa demanda, comporta uma infraestrutura impecável – de passeios, guias, carros e hotéis.


A cidade é famosa por seus vários parques de diversão, como Sea World, Universal Orlando e Walt Disney World, um dos principais motivos das visitas turísticas à cidade.

O complexo da Disney World possui, em Orlando, quatro parques temáticos e dois aquáticos:


– O Magic Kingdom é o principal deles. Inaugurado em 1971 e batizado de The Happiest Place on Earth (o lugar mais feliz da Terra) e está dividido em sete regiões temáticas: Main Street USA, Adventureland, Liberty Square, Frontierland, Fantasyland, Tomorrowland e Mickey’s Toontown. Importante: o Magic Kingdom não possui estacionamento próximo à sua entrada. O ideal é que você guarde seu carro no TTC (Transportation and Ticket Center) e utilize o barco ("ferry") ou o monorail para chegar ao parque.

– O Epcot (Experimental Prototype of Community of Tomorrow) é o segundo parque da Disney, inaugurado em 1982, que estimula a imaginação dos visitantes através dos vários conceitos que poderão fazer parte do futuro. O parque tem o dobro do tamanho do Magic Kingdom, então, se você pretende visitá-lo em um só dia, prepare-se para caminhar um bocado. O Epcot tem estacionamento pertinho da entrada.

– O Disney’s Hollywood Studios, antigo MGM Studios, é totalmente baseado nos filmes de Hollywood e todas as atrações são dedicadas ao cinema e à TV. Não deixe de conhecer a Rock’n’Roller Coaster Staring Aerosmith, uma montanha-russa de altíssima velocidade, no escuro!

– O Disney’s Animal Kingdom é o mais novo complexo da Disney, inaugurado em 1998. O parque, que é cinco vezes maior que o Magic Kingdom, serve de lar para mais de 1.700 animais, de 250 espécies diferentes. Lá, o visitante tem a sensação de estar no meio de uma selva de verdade, tamanha a riqueza da vegetação. E o mais legal é que as atrações do parque passam a ideia de reais expedições em montanhas (até no Himalaia!) e florestas.

– Um dos maiores parques aquáticos do mundo, o Disney’s Typhoon Lagoon representa as ruínas de um pequeno vilarejo vítima de uma enorme tempestade. Não deixe de curtir o Shark Reef, onde você poderá nadar com tubarões e peixes tropicais (com o equipamento apropriado, claro, retirado gratuitamente na Hammer Head Fred’s Dive Shop).

– O Blizzard Beach é o mais novo parque aquático da Disney, construído no lugar do antigo River Contry. A ideia do Blizzard Beach é a de que uma nevasca culminou com a construção da primeira estação de esqui da Flórida, deixando a região totalmente alagada. Neste parque, aventure-se no Summit Plummit, um escorregador gigantesco que pode ser visto de qualquer lugar do parque. O brinquedo representa uma enorme montanha e é considerado o toboágua mais rápido (100Km/h) e mais alto do mundo.

O SeaWorld é o melhor lugar do mundo para se ter contato com a vida marinha. Ao contrário das atrações agitadas da maioria dos parques de Orlando, esse possui espetáculos relaxantes — e lindos! — com golfinhos, focas, leões-marinhos e orcas adestrados.


O SeaWorld possui dois parques:

– O Discovery Cove permite que os visitantes interajam com os animais marinhos em emocionantes encontros (dá para mergulhar com golfinhos e baleias!), além de ser um paraíso de lagoas, rios tropicais, piscinas, cachoeiras e praias de areia branquinha.

– O Aquática, inaugurado em 2008, conta com uma área de 24 hectares repleta de rios cristalinos, grutas, cachoeiras e uma rica vegetação. O parque possui 36 toboáguas, 7.435 metros quadrados de praias e 3,3 milhões de galões de água em atrações que imitam os habitats dos animais e representam aventuras no fundo do mar.

O complexo Universal Orlando, dedicado aos filmes de Hollywood, possui três parques:


– O Universal Studios, inaugurado em 1990, oferece atrações baseadas nos mais famosos filmes de Hollywood, como A Múmia, Twister, Men in Black, Shrek etc. O parque apresenta uma tecnologia super avançada, que envolve os visitantes como se eles estivessem dentro dos filmes. Para conseguir esse resultado, a Universal contou com a ajuda do consagrado diretor Steven Spielberg, que se tornou o consultor criativo do parque.

– Em 1999, foi inaugurado o Islands of Adventure que se divide em cinco áreas temáticas: Marvel Super Hero Island, Toon Lagoon, Jurassic Park, Lost Continent e Seuss Landing. Em 2010 foi inaugurada uma nova ilha temática dedicada exclusivamente ao filme Harry Potter: a The Wizarding World of Harry Potter.

– O Citywalk é um complexo de entretenimento da Universal Orlando com inúmeras lojas, cinemas, danceterias e famosos restaurantes como o Hard Rock, por exemplo.

Além do Walt Disney World, do SeaWorld e da Universal há o Busch Gardens, que fica a 90 Km de Orlando (em Tampa). Apesar de sua proposta ser muito parecida com a do Animal Kingdom, por ter como tema a vida selvagem, o parque é único. Inaugurado em 1959 como apenas um zoológico, recebeu diversas atrações no decorrer dos anos, como montanhas-russas, shows, restaurantes etc. O Busch Gardens oferece aos visitantes encontros com mais de 2 mil animais como girafas, zebras, rinocerontes brancos e outros exóticos do continente africano.


A menos de uma hora de Orlando, em Cabo Canaveral, está o Kennedy Space Center, um quartel general da NASA que recebe milhões de turistas do mundo inteiro. Em 1995, a Delaware North Companies Parks & Resorts passou a gerenciar o complexo, deixando-o mais moderno e com atrações fantásticas, como encontros com astronautas e exposição de foguetes e cápsulas, por exemplo.


Orlando está cheia de resorts espalhados pela cidade (e dentro dos parques). E o melhor: as diárias são bem em conta, principalmente pelo que oferecem.

Na mala, não se esqueça de levar roupas leves e sapatos confortáveis (de preferência um bom tênis). Também não se esqueça do protetor solar e do boné: você passará muitas horas debaixo do sol.
Boa diversão!

Beijos,

Dicas para assistir aos shows de Las Vegas

Uma das principais atrações de Las Vegas, depois dos luxuosos cassinos, são os shows. Não dá para visitar a cidade do pecado sem assistir a pelo menos um deles. E, se você não se programar, pode ser que não consiga ingressos para os que mais lhe atraem.

Se você já tem algum show em mente que queira muito assistir, compre os ingressos antes de viajar, pela internet. É muito difícil conseguir entradas para o show que você quer, do lugar que você quer, no dia em que você quer, em cima da hora. Se for alta temporada, então, pode esquecer! Para saber o que estará em cartaz durante suas férias em Las Vegas, acesse o site www.lasvegas.com/shows

O The Colosseum, do Caesars Palace, por exemplo, é uma das casas de show mais famosas do mundo. É lá que acontecem as temporadas de Celine Dion, Elton John, Rod Stewart, Cher, Shania Twain etc. Para assistir a um dos shows do Colosseum, o ideal é que você garanta seus ingressos com meses de antecedência.


Quando planejamos nossa primeira ida a Las Vegas, queríamos assistir ao show do cantor Luis Miguel., que faz apenas quatro shows por ano lá, comemorando a Independência do México. Entramos no site do Caesars Palace para comprar os ingressos, em maio, quatro meses antes de embarcarmos, e o site nos redirecionou ao da Ticketmaster americana. O melhor setor do The Colosseum é o Orchestra Level, que fica bem pertinho do palco. No dia em que decidimos comprar (repito: quatro meses antes), quase todos os setores já estavam esgotados e não havia mais ingresso para o Orchestra Level para os três primeiros dias, somente para o último.

Os ingressos para este setor do show do Luis Miguel saíram por US$ 250 cada, que, na minha opinião, é um preço mais que justo. No Brasil, ingressos para área VIP de estádio custam bem mais! Os shows da Celine Dion e do Elton John são mais caros. Quando voltamos para Vegas, na temporada do Elton, não conseguimos ingresso para perto do palco. Havia somente o último setor, lá no alto, muito longe, por US$ 100.

O problema de comprar pelo site da Ticketmaster (e não na bilheteria) é que você só tem o direito de escolher o setor. Os assentos são sorteados na hora em que você coloca os ingressos no carrinho. Chato isso, não?! Eu não ia arriscar pegar a última cadeira do setor mais caro, se eu teria a mesma visão do setor seguinte pagando bem menos. Então fiquei atualizando o site até cair um assento que me agradasse. Depois de insistir insanamente, consegui um lugarzinho na frente, mas da coluna lateral. Nós até tentamos ligar para a Ticketmaster gringa, pra ver se por telefone rolava escolher os ingressos, mas é tudo eletrônico e também por sorteio. Achei isso bem desagradável. (Veja mais detalhes sobre isso neste post).

Uma coisa legal da Ticketmaster, devo admitir, é que você pode optar por comprar seus ingressos com seguro. Por US$ 7 a mais (por cada ingresso), você paga pelo Event Ticket Protector, da Mondial Assistance. Com ele, se seu voo atrasar, por exemplo, e você não conseguir chegar a tempo no show, você pode ter seu dinheiro de volta. Nós quisemos essa garantia pois, na época, não tínhamos sequer o visto.


Outro tipo de show famosíssimo e imperdível de Vegas é o do maior circo do mundo, o Cirque du Soleil, que tem shows fixos por lá, como o "O" (no Bellagio), o "Zumanity" (no New York-New York) e o "KÀ" (no MGM Grand), por exemplo.

Quando fiz a busca pelo ingresso do “O”, entrei no site do espetáculo e fui redirecionada para o site do Bellagio, onde eu poderia fazer a compra. Os ingressos no site do hotel onde acontece o show começavam em US$ 93,50. Então, xeretando o site do Cirque, descobri que há uma sessão exclusiva para membros do Cirque Club. Para fazer parte desse clube, basta você cadastrar seu email. No site do Cirque Club, se você clicar em "view offers", cairá em uma página exclusiva, onde encontrará “exclusive offers". Nessa seção, há um link para o site dos show de Las Vegas. Nesse site, você encontrará descontos que vão de 15 a 40%! Quando cliquei no link do “O”, fui redirecionada a outro site, igualzinho ao primeiro do Bellagio, mas com uma grande diferença: ingressos começando em US$ 74,80! Só uma dica: esses ingressos promocionais acabam rapidinho.


Se você já estiver perto da data da sua viagem ou não quiser comprar os ingressos com antecedência, fique atento ao Tix4Tonight, que possui quiosque de venda em vários pontos de Las Vegas. Lá você encontrará os ingressos que sobram naquele dia, com desconto. É bom para caso você não saiba o que assistir. Mas, por exemplo, eu e a Ana tentamos todos os dias conseguir ingressos para o Thunder From Down Under (um show de homens, só para mulheres) e não conseguimos.

No fim das contas, é melhor se prevenir. Sempre.

Beijos,

Colonia del Sacramento: o que você precisa saber antes de viajar para lá

Casinhas coloniais, coloridas, em meio a muitas flores e folhas, um cafezinho expresso em frente ao Mar del Plata, um vinho tinto aveludado, uma parillada suculenta e uma brisa gelada são minhas principais memórias da pitoresca cidadezinha de Colonia del Sacramento, no Uruguai. Com zero vida noturna e uma calmaria que só ela tem, Colonia é perfeita para quem quer relaxar ou curtir uma viagem a dois. 


E quando eu digo “cidadezinha”, eu digo literalmente. Há apenas um centrinho, o Centro Histórico, onde estão concentrados todos os restaurantes e lojinhas de bugigangas do local. 

Chegamos à Colonia vindo de Buenos Aires, na Argentina, partindo do Puerto Madero, onde pegamos o barco da Seacat. Se quiser seguir este roteiro, há três opções de companhias marítimas que levam as pessoas de Buenos Aires a Colonia (e vice-versa, claro): Buquebus (a mais famosa), Seacat e Colonia Express. Essas companhias têm dois tipos de barco: o lento (que leva em torno de 3 horas) e o rápido (1 hora e meia).

Escolhemos a Seacat porque ouvimos algumas reclamações de atraso e até de cancelamento dos barcos da Colonia Express; e a Buquebus tem as passagens mais caras do mercado. Todos os barcos saem do mesmo terminal, que tem o nome da Buquebus, então, mesmo que você compre passagens de outra companhia, é do mesmo terminal que você deve partir.

Na primeira classe servem champanhe!
Compramos primeira classe para a ida, por $209,00 (pesos) – ficamos no andar de cima e tomamos até champanhe! –, e classe "turista" para a volta, por $174,00, cada uma. Como o embarque é internacional, é preciso passar pela imigração e, por isso, a companhia aconselha chegar ao porto com duas horas de antecedência. A viagem é bem tranquila e você quase não percebe quando chega ao outro país.

Quando aportar em Colonia del Sacramento, você pode pegar um táxi ou um ônibus para o seu hotel, já que o terminal de ônibus é colado no porto. Nós pegamos um táxi porque ninguém nos informou onde era o terminal rodoviário e acabamos gastando muito mais do que precisávamos, afinal, a passagem de ônibus custa 0,13 pesos uruguaios, enquanto o táxi nos saiu por 200 pesos uruguaios, para um trajeto de sete quilômetros. É, o táxi é caro por ali, então, se preferir, alugue um carro.

Nos hospedamos no Days Inn Resort Casa del Sol, um hotel fazenda delicioso, mas um pouco distante do Centro histórico (não dá para ir a pé). Amamos o hotel, mas quando eu voltar a Colonia, vou preferir um hotel mais próximo do centro para não gastar tanto em taxi, principalmente à noite.

E, por falar em noite, não há muita opção de divertimento por lá, mas dá para se esbaldar na comilança. Recomendo a Taberna de Los Milagros, um restaurante/bar que tem uma parrilla com preço bem interessante, além de vinhos uruguaios deliciosos (e um canto de bolero para dar o clima ao lugar). Outro restaurante delicioso é o El Drugstore, que fica bem na frente da Igreja central, na esquina com a Calle Portugal (a rua onde estão aqueles carros que viraram floreiras, bem famosos por ali). Lá, tem um ceviche maravilhoso, uma ótima cantora na hora do almoço e muitas coisinhas para se olhar na decoração. Mas, atenção: o El Drugstore não aceita cartões de crédito (é preciso pagar em cash!) e, se você não estiver preparado, como foi o meu caso, vai precisar correr algumas quadras para sacar dinheiro e pagar a conta. 
Almoço no El Drugstore
Há um lugarzinho muito especial por ali também, chamado Lentas Maravillas. O local é uma casa que foi transformada em café/restaurante e acolhe apenas algumas pessoas (só há três mesas na sala principal e algumas cadeiras no jardim). Nós tomamos um café “cortado”, deitadas em uma espreguiçadeira, de frente para o Mar del Plata – uma experiência deliciosa, mas um pouco cara (os dois cafés saíram por R$ 14,00). De qualquer forma, vale a pena conhecer.

Colonia é uma delícia de cidade, perfeita para relaxar por alguns dias. Não espere badalação de lá, mas divirta-se com a calmaria, o cheiro gelado e as ruas que mais parecem cenário de filme. 

Boa viagem!

Beijos,

Los Angeles (Estados Unidos): o que você precisa saber antes de viajar para lá

Los Angeles é enorme. É o condado mais populoso da Califórnia e o mais populoso dos Estados Unidos. Mas o que é condado?

Cada um dos estados nos Estados Unidos está subdividido em territórios chamados condados (com exceção da Louisiana e do Alasca). Cada condado tem uma administração local, que cuida de várias cidadezinhas. Para que você entenda melhor, imagine a Grande São Paulo, com suas cidades como as do ABCD, sendo administradas por uma mesma prefeitura. Teríamos o condado da Grande São Paulo. Veja bem, o condado não engloba todas as cidades do estado de São Paulo, apenas uma região.

Los Angeles é um condado do estado da Califórnia, com várias cidadezinhas. O que você, talvez, tenha pensado que fosse um bairro, como Beverly Hills, por exemplo, agora sabe que é uma cidade. Até mesmo Hollywood, que está no meio da aglomeração urbana de LA, é visto como outra cidade. A cidade de Los Angeles mesmo é só o centro (que não tem muita graça, na minha opinião). Pode parecer difícil de entender, mas, chegando lá, você verá que uma cidade está grudada na outra e nem perceberá quando tiver deixado Santa Monica e chegado em Venice Beach.


Existem 88 cidades incorporadas no condado de Los Angeles, mas é claro que você não precisa conhecer todas elas. Se pretende conhecer algumas, tem que reservar um tempinho maior para ficar em LA, afinal, o trânsito de lá é uma loucura e você perderá uns bons minutos (às vezes horas) para ir do centro até a praia, por exemplo. Olha só:


E por falar em trânsito, é bem difícil conhecer Los Angeles sem carro (acho quase impossível). É claro que existem aqueles ônibus turísticos que fazem aquelas passagens rápidas pelos principais pontos do condado, mas o passeio é bem superficial. O ideal é que você alugue um carro (veja aqui como alugar um carro, conheça o trânsito e saiba quanto custa) e tenha a liberdade de conhecer todas as cidadezinhas que quiser e ficar nelas o tempo que desejar.

Se não tiver jeito e você estiver a pé, há um ônibus chamado Starline, que custa em torno de 60 dólares e faz o seguinte itinerário (The Grand Tour of Los Angeles), em aproximadamente 5 horas e meia:

Hollywood Blvd *
– Chinese Theatre
– Walk of Fame
– Kodak Theatre
– Hollywood & Highland
– Hollywood Sign

Beverly Hills – Rodeo Drive *
– City Hall

Hollywood/LA
– Hollywood Bowl *
– Farmers Market/Grove **
– Miracle Mile
– La Brea Tar Pits *
– LA County Museum Art
– Melrose Ave.
– CBS Television
– Paramount Studios

West Hollywood
– Sunset Strip

Downtown LA
– Olvera St *
– Chinatown
– Staples Center
– LA Live/Nokia
– Walt Disney Hall *
– Our Lady Cathedral

Para os lugares assinalados com * haverá uma parada de 10 a 25 minutos. Para o assinalado com ** haverá uma pausa para o almoço.

Nós passamos oito dias em Los Angeles e conhecemos o principal, de carro. Visitamos Beverly Hills, Hollywood, Santa Monica, Venice Beach, Marina del Rey, Redondo Beach, Long Beach, Manhattan Beach, Burbank, Santa Clarita, Pasadena, Glendale… Para criarmos o nosso roteiro, reservamos os dias de praia, os dias urbanos, os dias de parques, os dias de estúdio… Ah, sim! Não se esqueça de reservar pelo menos um dia para conhecer o parque Universal Studios Hollywood (igual ao de Orlando), na cidadezinha de Burbank. É o máximo! E, também, um dia para fazer uma visita a um dos estúdios de Hollywood (como a Warner Bros. ou a Paramount) para ver de perto os cenários e locações dos seus filmes e seriados favoritos (se der sorte, pode até encontrar algum astro por ali). Mas lembre-se: tudo em LA é longe, muito longe, então saia cedo do hotel. 

Para se hospedar, uma dica: quanto mais badalada for a cidadezinha (Beverly Hills, Hollywood, Malibu…), mais caro você pagará na estadia. Em compensação, você pode ter muito conforto e luxo por um preço menor, em cidades como Burbank, Glendale, Santa Clarita ou Valencia, que são todas uma delícia! Nós ficamos alguns dias em Hollywood, outros em Santa Clarita e outros em Valencia. De verdade? Preferimos as duas últimas, onde nos hospedamos no Hyatt Regency e no Marriott Courtyard. Super aprovados!

Outro detalhe: não é preciso se hospedar em cidades diferentes só para conhecê-las. É possível conhecer uma cidadezinha inteira em apenas um dia. Portanto, hospede-se em uma única cidade e viaje para conhecer as outras.

Beijos,

Las Vegas: com que roupa eu vou?

Muitos amigos me perguntam que roupa levar para Las Vegas, se é preciso levar roupas chiques ou se passarão calor com as roupas que usamos no Brasil. Eu mesma, antes de viajar pela primeira vez, liguei para uma prima que já havia visitado Vegas para fazer-lhe essa mesma pergunta.

Que Las Vegas está no deserto de Nevada, você já sabe. O que talvez você não saiba é que cada deserto tem um tipo de clima e, não é porque a cidade está no meio de uma terra seca e cheia de cactos que você derreterá debaixo do sol.

É raro você pegar frio em Las Vegas mas, acredite, em nossa segunda ida à cidade do pecado, encontramos um frio de quebrar o queixo e muita chuva! Então, é melhor se prevenir.

Friiiiioooo!
Em nossa primeira vez na cidade mais iluminada de Nevada, no mês de setembro, morremos de calor com a temperatura gritante de 40 graus. Minha primeira dica para quem pretende fazer essa viagem é a mais básica de todas: fique atento à previsão do tempo e programe-se. Mesmo que a previsão seja de calor, leve um casaco. A temperatura pode mudar muito quando o sol se põe.

Para o dia, use roupas leves. Nem a básica calça jeans é aconselhável para essa cidade, já que não é tão confortável e tampouco fresca. Você vai caminhar muito (dá pra fazer a trip toda a pé, por isso, sem preguiça!) e, provavelmente, debaixo do sol. Então, mulher, pegue uma calça legging ou um shortinho, um tênis e uma camisetinha bacana. Não arrisque andar de sapatilhas para não voltar cheia de bolhas nos pés. Aliás, bolhas nos pés foram uma marcante lembrança que Vegas nos deixou.


Homem, nada de camisas sociais ou polos durante o dia, certo? Camisetas de algodão bem leves e bermudas serão sua melhor escolha.

Para a noite, mulher, fique a vontade para expor esse corpão. Vestidos e saias curtas são o que fazem sucesso por lá. As turistas do mundo inteiro que vistam Las Vegas chegam a abusar dos decotes e das pernas de fora, então não se preocupe em parecer exagerada. Aproveite para usar aquele vestidinho colado que não rola usar em sua cidade, porque você acha que é um pouco vulgar. Lá é permitido. Entre no clima! 

E se fizer frio, mantenha o vestido curto e vista o casaco por cima. Os “night clubs” são todos climatizados e você poderá deixar o seu casaco no sofá para dançar.

Antes de sair do hotel, capriche bastante no cabelo e na maquiagem porque lá todo mundo anda super arrumado e a concorrência, se você estiver solteira, é forte! Quando você sai na rua, chega até a pensar que as mulheres foram produzidas no salão de beleza, então abuse dos acessórios para prender o cabelo (até porque você vai suar de tanto dançar!). Vá de salto para a balada, mas não se esqueça dos chinelos na bolsa! Por mais que você volte de carro ou de táxi para o seu hotel, seus pés estarão doloridos demais para te levar da recepção até o quarto. Afinal, os hotéis de Las Vegas são gigantes e parecem infinitos quando se volta de madrugada.

Homem, separe uma roupa social (esporte fino, para ser mais exata), sem exageros — não vá de terno para a balada, porque só vai dar você assim, mas abuse das camisas bacanudas que podem até ser compradas nas dezenas de shoppings luxuosos que tem por ali. Os homens em Las Vegas são bem vaidosos, cheirosos e estilosos. Você vai ver muito cara de lenço no pescoço e chapéu — e isso não é nada mau! Pode colocar um jeans bacana, um sapato bonito (tênis não!) e uma camisa diferente. Mas não ande muito largado, como se estivesse indo para uma festa na casa de um amigo. Capriche na arrumação do cabelo e no perfume. Você fará sucesso.

Resumindo, o importante em Vegas é estar bem à vontade durante o dia e arrasando na noite. Será diversão na certa! 

Beijos,


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