Cuidado com os Bed Bugs!

Em minhas buscas por hospedagem no mundo, reparei que sempre há muitas reclamações sobre pulgas e percevejos nas avaliações dos hotéis, albergues e Airbnbs. E esse sempre foi o primeiro motivo que me fez descartar determinado lugar. Aliás, aconselho você a nunca fazer uma reserva sem ler as avaliações dos outros hóspedes, sejam sobre segurança, limpeza, localização ou atendimento. 

Sou uma hóspede um pouco chata. Depois de certa idade, nossas prioridades como viajantes mudam. Quando eu era novinha, me hospedava em qualquer pocilga, sem me importar com nada -- as únicas coisas que pesavam eram o preço e a localização. Hoje eu sou mais crítica. Quero privacidade, quero um banheiro limpinho e quero dormir tranquila. O resto é secundário. Não estou dizendo que busco por luxo, muito pelo contrário, eu sou uma das viajantes mais econômicas que conheço, mas isso não significa que eu seja porca.

Por isso, nunca imaginei que justo eu, que pesquiso tanto antes de fazer uma reserva, seria, um dia, vítima dos malditos percevejos de cama, o famosos bed bugs. Acontece que os bed bugs podem estar em qualquer lugar -- mesmo nos hotéis mais chiques do mundo. Isso porque eles chegam nas malas e roupas de outros turistas e, se ninguém os vê a tempo, essas desgracinhas já criam seus ninhos em qualquer colchão.

Os bed bugs são muito comuns na Europa e nos Estados Unidos (mas dizem que na Europa a situação é pior). Em alguns países, os percevejos já são motivo de grande preocupação das autoridades e o governo norte-americano até já considera a situação uma emergência em saúde pública. Medo.

Pois bem. Passei por pelo menos dez hospedagens diferentes na Espanha e não foi no Caminho de Santiago que tive problemas com o bichinho asqueroso. Foi em Madrid, quando voltei da peregrinação e aluguei um quarto pelo Airbnb.

Eu estava com a Cintia, minha amiga, no mesmo cômodo, mas em camas separadas. No primeiro dia que acordei naquele apartamento, eu já estava me coçando, mas não dei bola. No segundo dia, eu vi algumas picadinhas pelo meu corpo, mas nem me passou pela cabeça que o problema estava no meu colchão. No terceiro dia, a quantidade de picadas tinha aumentado horrores e haviam bolinhas vermelhas e duras por toda a minha pele, inclusive no meu rosto. Achei que fosse algum tipo de aranha que estivesse na minha cama -- e só na minha, porque a Cintia não levou nenhuma picada! -- e avisei o dono do apartamento. Falei pra ele passar algum spray para matar insetos, mas ele, que também não imaginava que eram percevejos, não deu bola.


No meu quarto dia naquele apartamento, fiquei assustada. As bolinhas estavam grandes, coçavam demais e ardiam muito. Meu braço estava um horror e minha barriga, como bem disse a Cintia, parecia uma constelação. Mas como aquele era meu último dia naquele apartamento, que se dane o colchão do rapaz. Mandei uma mensagem pra ele no Airbnb e aconselhei que ele fizesse uma dedetização antes de hospedar outro turista.


Arrumei minha mochila, fazendo uma boa vistoria nas minhas roupas, pra ter a certeza de que eu não estava levando nenhum bicho comigo e me mudei para outro apartamento.

Antes de me instalar na casa do meu amigo, corri para uma farmácia e perguntei se aquelas bolinhas eram realmente picadas de bed bugs ou se eu estava enganada. A farmacêutica não teve dúvidas e disse: "Sim, isso é muito comum aqui na Espanha". Ela, então, me vendeu um remedinho roll-on, chamado Fenistil, que acalma a picada e faz com que ela pare de arder e coçar.


A farmacêutica também me aconselhou a lavar todas as minhas roupas com água quente, mas eu não tinha como fazer isso, primeiro porque não queria ser folgada na casa do meu amigo e segundo porque eu não tinha mais roupas para vestir (eu estava com duas calças e três camisetas). Mas tomei cuidado na casa dele: deixei a mochila bem longe da cama, encostada na porta da varanda do quarto, e conferi de novo roupa por roupa e todas as dobrinhas da mala.

Beleza, mas e aí? O que devemos fazer para nos prevenir dessa praga? Vamos às dicas:

1 - Ao chegar no seu local de hospedagem, seja hotel, albergue ou apartamento alugado, coloque a bagagem bem longe da cama. Se puder, deixe-a no banheiro enquanto você segue os próximos passos;

2 -  Tire tudo o que estiver na cama: lençóis, cobertores, fronhas, colcha... E cheque bem cada pedacinho do colchão, especialmente onde ficam as costuras. Sabe aquela dobrinha que fica na borda do colchão? É lá onde eles ficam escondidos durante o dia (para atacar à noite);

3 - Cheque tudo o que estiver ao redor da cama: o criado-mudo, o abajur, os quadros, a cabeceira... E não se esqueça de fazer uma vistoria nas cortinas e nos rodapés do quarto.

4 - Se você encontrar algum percevejo, ligue imediatamente para a recepção (ou chame o dono da casa) e peça para trocarem o seu colchão ou mudarem você de quarto;

5 - Quando voltar pra casa, esvazie a mala na secadora ou no sol (o percevejo não gosta do calor) e já coloque tudo para lavar (se for com água quente, melhor ainda!).

6 - Se mesmo após seguir todos esses passos, você acabar infestando o seu quarto, passe um vaporizador no colchão. Se você não tiver ou se a infestação for média ou grande (e o vaporizador não der conta), chame uma equipe de profissionais especializados em exterminar este tipo de inseto. Eles usam um jato de CO2 gelado que mata todos os bichinhos. Se a infestação for surreal de grande, eles usam um coquetel de inseticidas potentes que exige o isolamento do ambiente (pelamor, hein?!).

Tudo isso é um saco, especialmente porque sempre chegamos cansados depois de horas de voo ou apressados para passear, mas é preciso tomar cuidado, sim. Lembre-se de pensar no bem-estar do seu país também, afinal, com a quantidade de turistas indo e vindo, acredita-se que em pouco tempo essa praga será um problema para o Brasil.

E, olha só... Os percevejos podem estragar suas fotos de viagem. :(


Chatão.

Beijos,

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

No sábado, 20 de junho, eu saí cedo de Gagny e tomei o trem para Paris. Fiz a baldeação para a linha 2 do metrô e desci na estação Père Lachaise. Eu já tinha visitado o Cemitério de Montparnasse, onde estão alguns túmulos de pessoas famosas, mas eu queria mesmo era conhecer o Cimetière du Père-Lachaise

Assim que saí da estação do metrô, caí numa feirinha, com centenas de imigrantes vendendo tudo que você pode imaginar. Eu detesto esse tipo de feira, mas se você gosta, vai pirar, porque ela é imensa. 


Passear por cemitérios é um programa meio bizarro, mas o Cimetière du Père-Lachaise é uma das atrações turísticas mais visitadas de Paris, com mais de dois milhões de visitantes por ano. Enterradas entre as mais de 70 mil sepulturas estão personalidades como o roqueiro Jim Morrison, os escritores Molière, Honoré de Balzac e Oscar Wilde, o músico Frédéric Chopin, o espírita Allan Kardec e, para mim, a mais importante de todas, "La Môme Piaf", minha amada Édith Piaf

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Assim que entrei no cemitério, vi um bando de turistas brigando por espaço para fotografar o mapa indicativo dos túmulos das celebridades. Eu achei que este seria como o Cemitério de Montparnasse e teria placas em todos os cruzamentos -- dei até uma debochadinha interna -- mas me enganei. Não há mapas pelo cemitério: vi só dois nele inteiro (um na entrada e outro lá no fundo). Acontece que o Père-Lachaise é imenso -- possui uma área equivalente a mais de 50 campos de futebol -- e, sem um mapa na mão você nunca encontrará os túmulos que deseja visitar. Tive de voltar e fotografar o mapa. ¬¬

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Como o túmulo da Piaf era o que eu mais queria ver e como eu não sabia quanto as bolhas dos meus pés me permitiriam andar, fui direto ao ponto. Caminhei horrores, mas finalmente cheguei -- e me decepcionei um pouquinho: achei que seria um "senhor túmulo", para honrar a grande dama da música que ela foi.

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Selfie com túmulos: trabalhamos. Eu queria ficar mais à vontade ali, mas uma fã louquinha, que estava aos prantos, com Piaf nos fones de ouvido (sei porque escutei ela falando para o senhor que estava ao lado, enquanto compartilhava os fones com ele), não saía da frente do túmulo. Então mal consegui fotografar. 

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Segui em busca dos túmulos que eu queria ver, encontrando várias bizarrices pelo caminho. E o túmulo de Oscar Wilde é um tanto quanto exótico (e cheio de beijos de batom das fãs).

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Depois fui atrás do túmulo de Molière, Chopin, Kardec e Jim Morrison


Deixei a marca do #SinTrip na grade do túmulo do Jim Morrison. Se um dia você encontrá-la, me conte! :D

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

E há tanta gente famosa enterrada no Cimetière du Père-Lachaise, que você verá grupos e guias por todos os lados. Ouvi dizer que alguns guias organizam passeios temáticos para visitar só as sepulturas de mestres da literatura ou só a de mestres da música, por exemplo.

Aproveitei que estava ali no bairro e fui conhecer a Basília de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ou Basilique Notre Dame du Perpétuel Secours (55 Boulevard de Ménilmontant), que é enorme e linda.

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Passei num mercadinho que vi por ali, comprei meu almoço (obviamente, um sanduíche natural) e tomei o metrô para a estação Saint-Michel, para visitar a Sainte-Chapelle (8 Boulevard du Palais).

Considerada obra-prima do estilo gótico, a Santa Capela foi construída por Luís IX (São Luís) para armazenar as relíquias da Igreja Católica, inclusive a coroa de espinhos de Jesus Cristo (que está hoje na Catedral de Notre Dame e eu nem sabia) e um fragmento da Vera Cruz. Mas o que impressiona na Sainte-Chapelle são os vitrais, que formam um conjunto único de 1.113 cenas figurativas do Antigo e do Novo Testamento (dê uma atenção especial ao Apocalipse).


Para entrar na Sainte-Chapelle (depois de uma fila quilométrica), é preciso pagar 8,50 € (estudantes pagam 6,50 €). Mas, se você quiser visitar a Conciergerie como eu quis, pode comprar o ingresso combinado, que sai por 13,50 € (ou 10,50 € para estudantes). Para visitar somente a Conciergerie, é preciso pagar 8,50 € também.

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie
Saindo da Sainte-Chapelle, atravessei o Palácio da Justiça e peguei a fila para a Conciergerie, que não era tão grande quanto a da Capela. Este local é a parte mais antiga do Palácio da Cidade, o primeiro palácio real da capital da França, usado como prisão durante a Revolução Francesa.

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Considerada antessala da morte, poucos prisioneiros saíam vivos da prisão da Conciergerie. A Rainha Maria Antonieta foi presa em 1793 e saiu de lá direto para a guilhotina. A visita não é a coisa mais incrível do mundo, mas se torna bacaninha quando você entra no corredor das celas e vê as solitárias recriadas.

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie
Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Saí de lá, desci as escadas para a beira do Rio Sena e peguei o Batobus, afinal, no dia anterior, eu havia comprado um bilhete para dois dias de passeio. Como eu não tinha mais nenhum plano para esse sábado, fiquei passeando de barquinho de novo. Ô, coisa gostosa que é isso! :)

Dia 23: Paris (França) - Cimetière du Père-Lachaise, Sainte-Chapelle e Conciergerie

Quando chegamos à Torre Eiffel, eu desci do barco, me sentei nos jardins do Champ de Mars e finalmente almocei o meu sanduíche. Depois de um tempão admirando pela milésima vez o ferro-velho em forma de torre, tomei o metrô e voltei pra Gagny.

Veja todos os posts sobre a França aqui.

Beijos,

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Na sexta-feira, 19 de junho, o sol voltou a brilhar em Paris. Então, decidi fazer o que eu tinha enrolado para fazer por causa do tempo feio: subir na Torre Eiffel e andar de Batobus.

Tomei o trem de Gagny para Paris e desci na estação Trocadéro. Ô, lugar lindo esse!

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena


Caminhei até a Torre Eiffel decidida a comprar ingresso para o topo. As filas estavam imensas! E, como são quatro pontos de venda diferentes (um em cada pé), perguntei a um funcionário onde eu deveria ir para comprar o ingresso certo. Ele me explicou que, naquele momento, o topo estava fechado porque havia muita gente -- e o topo da Torre é pequeno. Eu teria que comprar o ingresso para o segundo andar e, de lá, comprar o ingresso para o topo quando houvesse disponibilidade (que costuma ser de meia em meia hora). Para o segundo andar, eu poderia subir de escada ou de elevador. Os valores dos ingressos são assim:

Bilhete de escada até o segundo andar: 5,00 €
Bilhete de elevador até o segundo andar: 9,00 €
Bilhete de elevador do térreo até o topo: 15,50 €
Bilhete de escada até o segundo andar + elevador até o topo: 11,50 €
*Se você comprar um bilhete até o segundo andar e, lá, decidir comprar o bilhete para o topo, você paga apenas a diferença -- ou seja, 6,50 €.

Escolhi subir de escada porque o tamanho da fila para comprar o bilhete era um terço da fila para comprar o bilhete do elevador, além de ser mais barato (parece pouco, mas quando fazemos a conversão, a diferença fica grandinha). 

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Acontece que eu não imaginava que seria tão difícil -- não pelo esforço físico, mas pelo horror que eu tenho de altura. E aí, começou o drama...


É, eu odiei subir na Torre Eiffel. Talvez, se tivesse subido de elevador direto para o segundo andar eu não tivesse passado tanto medo. Ou talvez não fizesse diferença, já que eu passei mal do mesmo jeito em Jounieh, no Líbano. Só não passei mal assim no Burj Khalifa porque nós nem sentimos a subida -- o elevador é muito rápido e todo fechado (se fosse panorâmico eu acho que teria morrido do coração). 

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Mas valeu. Se eu não tivesse subido, estaria me lamentando hoje. Pelo menos eu sei que aquilo não é pra mim por experiência própria. 

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Aproveito para deixar aqui os meus parabéns aos corajosos que conseguem subir no topo. Um beijo com o zoom da minha Canonzinha:

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Depois desse passeio horrível, desci ao porto do Sena para comprar um passeio de barco. Há diversos tipos de barcos, para diversos tipos de bolso. Há barcos que oferecem refeições (que saem em torno de 60 €) e há barcos que são apenas cruzeiros com tempo determinado (que saem em torno de 35 € e duram de 1h30 a 2h). Há barcos de luxo e há barcos para o povão, além, é claro dos famosos Bateaux-Mouches. Depois de dar uma pesquisada nos valores e benefícios, escolhi o Batobus

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Achei esta uma opção bacana porque, ao comprar o bilhete, é possível descer de um barco e tomar outro quantas vezes quiser. Ele faz paradas nos principais pontos turísticos da cidade (Tour-Eiffel, Musée d'Orsay, St-Germain-des-Prés, Notre-Dame, Jardin des Plantes/Cité de la Mode et du Design, Hôtel-de-ville, Louvre, Champs-Élysées e Beaugrenelle) e você pode descer, passear e tomar o próximo Batobus para o próximo destino. Se quiser ficar dando voltas de barco também pode. 

O Batobus vende ingressos para um dia (16 €) ou para dois dias (19 €). Eu comprei o segundo, porque achei valia mais a pena -- e eu usaria o barco no lugar do metrô para passear no dia seguinte. Além disso, estudantes (mesmo brasileiros) têm desconto. Mostrei minha carteirinha da especialização e paguei 13 € pelo bilhete de dois dias. Os bilhetes não podem ser comprados pela internet, mas estão à venda em todas as paradas que o barco faz. 


Fui felizona passear de barquinho. Acho que foi uma das coisas mais deliciosas que fiz em Paris (e delícia também era o piloto do barco. Hahaha).

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Viajar por tanto tempo, sem parar um único dia, cansa. Então, nessa sexta-feira, eu decidi não fazer mais nada além de relaxar. Fiquei horas no Batobus, admirando a cidade, fotografando e aproveitando a calmaria das águas.

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Coloquei uma playlist romântica no Spotify e fiquei viajando, pensando na vida. Depois de dar uma volta completa pelas nove paradas do barco, percebi que eu ainda não tinha comido nada e resolvi descer no Museu do Louvre. Passei num mercadinho, comprei uma salada e uma Coca-Cola e me sentei à beira do Sena para comer. 

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

E alimentar as aves, coitadas. Elas eram a minha única companhia, hahaha -- #foreveralone.


Já que eu estava ali e o dia estava bonito, resolvi refazer minhas fotos na frente do Louvre, porque, no dia anterior, o céu estava horroroso.

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Como eu não tinha nada planejado, pensei em visitar o museu, apesar de não gostar desse tipo de programa. Aí encarei essa fila em caracol...

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Entrei no salão principal, peguei outra fila enorme para a bilheteria e... desisti. Não pelo preço (12 €), mas pela preguiça mesmo. Esse museu é grande demais e já eram 17h. Será que valeria a pena? Eu não aguentaria ver nem um quinto das obras! Prometi voltar no dia seguinte (mas nem voltei). 

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Voltei para o "meu barquinho", e passeei mais até me cansar. 

Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena
Dia 22: Paris (França) - Subindo na Torre Eiffel e navegando pelo Rio Sena

Desci na parada da Torre Eiffel, voltei para o Trocadéro, fiquei mais um tempo sentada no gramado, observando os milhares de turistas e admirando a Torre. Lá pelas 20h, tomei o metrô de volta pra casa da Helô, em Gagny. Foi um dia tranquilo. Deu pra relaxar um pouquinho. :)

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Beijos,


Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Na quinta-feira, 18 de junho, acordei às 9h, me arrumei e tomei o trem para Paris. Desci na estação Luxebourg e entrei para conhecer o Jardim de Luxemburgo (Le Jardin du Luxembourg), o maior parque público da cidade, com 224 mil m².

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Assim que comecei a caminhar no sentido do Palácio, veio a chuva. Ah, que bacana! Ainda bem que eu estava com o meu corta-vento do Caminho de Santiago (basicamente um casaco de plástico) na mochila. 

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Percebi que os parisienses não se importam muito com a chuva e continuam fazendo suas atividades como se nada estivesse acontecendo. 

Saí do parque e caminhei em direção ao Cemitério de Montparnasse (3 Boulevard Edgar Quinet). Mesmo sem internet no celular, eu consegui usar o Maps. Para isso, eu carreguei o mapa antes de sair de casa, usando o Wi-Fi, e saí com ele aberto. Sem internet, o Maps não cria rotas, mas aponta a sua localização. Então, se você for bom de mapas como eu, consegue se virar muitíssimo bem. :)

O Cemitério de Montparnasse é bem grande, mas há diversas placas com a localização dos túmulos das pessoas famosas. 

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Li todos os nomes e poucos me interessaram. Fui atrás só dos que eu queria ver, como o túmulo de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre...

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

... E de Charles Baudelaire.

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Dei só uma voltinha pelo cemitério e fui embora. Minhas bolhas estavam aumentando a cada dia e quase um mês de andanças estava me matando. Saindo do cemitério, passei em um mercado e comprei dois sanduíches naturais -- um para o meu café-da-manhã (tardio) e outro para o meu almoço. Eu já estava vivendo de pão havia 20 dias mesmo! Hahaha.


Passei pelas Galeries Lafayette e parti em busca da Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a Chapelle Notre Dame de la Médaille Miraculeuse (140 Rue du Bac), ou seja, a igreja de Nossa Senhora das Graças. Esse era o lugar que eu mais queria conhecer em Paris. O único lugar que eu realmente me planejei para ir. Eu não poderia jamais ir embora da França sem conhecer essa igreja, que tem um significado muito especial pra mim. 



Só para explicar, foi nesse lugar que Nossa Senhora apareceu para a Irmã Catarina Labouré, em 19 de julho de 1830. Nossa Senhora disse à Catarina que grandes calamidades estavam por vir, que o perigo seria imenso, mas que aquela comunidade não tinha o que temer porque Ela a protegeria. Porém, não se daria o mesmo com outras Congregações. 

Haverá vítimas no clero de Paris... O Arcebispo morrerá. Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue. O Arcebispo será despojado de suas vestimentas... Minha filha, o mundo todo estará na tristeza.

Uma semana depois, explodia nas ruas de Paris a revolução de 1830, confirmando a profecia contida na visão de Santa Catarina. Desordens sociais e políticas derrubaram o rei Carlos X, e por toda a parte se verificaram manifestações de um anti-clericalismo violento e incontrolável: igrejas profanadas, cruzes lançadas por terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destruídas, sacerdotes perseguidos e maltratados. Entretanto, cumpriu-se fielmente a promessa de Nossa Senhora: os padres Lazaristas e as Filhas da Caridade, congregações fundadas por São Vicente de Paulo, atravessaram incólumes esse turbulento período.

No sábado, 27 de novembro de 1830, Nossa Senhora apareceu pela segunda vez à Irmã Catarina Labouré. Dessa vez, seus anéis lançavam raios, que se alargavam à medida que desciam. Ela disse à Catarina que a esfera que se formava representava o mundo inteiro, especialmente a França, e que os raios eram o símbolo das graças que Ela derrama sobre as pessoas que mais pedem. Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval, no alto do qual estavam as seguintes palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós". Nossa Senhora, então, pediu à Catarina que mandasse cunhar medalhas conforme este modelo. "Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança".

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

A Medalha Milagrosa de Nossa Senhora se espalhou rapidamente pelo mundo inteiro. Quando eu adquiri uma medalha, no Santuário Mãe de Deus, aqui em São Paulo, eu recebi três graças. Desde então, me tornei devota de Nossa Senhora das Graças e é por isso que eu não podia deixar de visitar essa Capela em Paris.

Fiquei muito emocionada em ver o corpo de Santa Catarina Labouré. Ela morreu em 1876 e seu corpo foi exumado em 1933, totalmente incorrupto. Nesse mesmo ano ela foi beatificada pelo Papa Pio XI e, em 1947, foi canonizada pelo Papa Pio XII. Que coisa maravilhosa ver um milagre de perto!

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Fiquei um tempão na igreja e comprei uma centena de Medalhas Milagrosas para distribuir aos meus amigos e parentes. Depois, fui à praça perto da igreja, para almoçar meu sanduíche natural. Hahaha.


Segui caminhando pela Rue du Bac até chegar à Igreja de São Tomás de Aquino, ou Église Saint Thomas d'Aquin (3 Place St Thomas d'Aquin), que é muito, muito linda.

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Continuei caminhando em direção ao Sena e fiz uma pausa na frente do Museu de Orsay, ou Museé d'Orsay, antes de seguir para o Museu do Louvre


Como falei, obviamente não entrei. Hahaha. Até pensei em entrar só por entrar, mas fiquei com preguiça. Meus pés doíam demais e eu já tinha caminhado horrores (e ainda ia caminhar muito mais!).  

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Depois das fotos, fui conhecer a Catedral de Notre Dame, ou Cathédrale Notre Dame de Paris (6 Parvis Notre-Dame - Pl. Jean-Paul II).


Eu dei a maior sorte porque, assim que entrei, começou a Santa Missa. Sentei-me para assistir e, mesmo em francês (ou seja, não entendi nada), achei lindo. Os rituais são os mesmos em qualquer lugar do mundo, então um católico nunca fica perdido em uma Missa -- mesmo não sabendo o idioma. 

Quando acabou a Missa, a Catedral fechou (mesmo com uma fila enorme de turistas ainda querendo entrar) e eu saí em busca de uma estação de metrô para voltar pra casa. Ao passar pela Pont d'Arcole, um rapaz gracinha, que vinha na direção contrária à minha, me sorriu e disse bonjour. Como achei que ele tinha uma cara de libanês escrita, perguntei: "Lebnan?". E ele respondeu que não, que havia nascido na Grécia, mas morava em Paris havia cinco anos. Ok, gregos e libaneses costumam ter o mesmo biotipo, vai. Ele perguntou se eu tinha tempo e se poderíamos bater um papo à beira do Sena. Eu disse que tudo bem e desci as escadas com ele. 

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Mixalese era realmente uma graça e ficou encantado comigo -- sabe-se lá porquê. Conversamos por um tempão, apesar do inglês dele ser bem ruim e a gente quase não se entender (ele explicou que não praticava na França, já que ninguém gosta de falar inglês por lá). Ficamos vendo o por do sol refletindo no rio (que coisa linda!) e, depois, ficamos passeando pelas redondezas (passamos pela Pont des Arts, a ponte dos cadeados, pelo Marco Zero...), enquanto ele me explicava a história das coisas, como um perfeito guia turístico. 

Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame
Dia 21: Paris (França) - Luxemburgo, Montparnasse, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, Louvre e Notre Dame

Tomamos o mesmo metrô, combinamos de nos encontrar no dia seguinte para tomar um vinho (mas eu não iria porque minha cabeça e meu coração ainda estavam em Madri) e nos despedimos, quando eu tive de descer para fazer a baldeação e pegar o trem para Gagny.

Cheguei à casa da Helô exausta. Jantamos (tortilla espanhola!) e fomos dormir. Foi um dia bem produtivo! :)

Veja todos os posts sobre a França aqui.

Beijos, 


Eu também estou no Eu Capricho!

Faz tempo que estou para contar essa novidade aqui, mas como os posts do Diário de Bordo da última #SinTrip (Espanha e França) têm tomado 100% do meu tempo de dedicação ao blog, acabei deixando passar.

Eu já escrevi sobre viagens para o blog da Expedia e para o blog Dicas de Las Vegas e da Califórnia. Agora, desde o começo julho, estou escrevendo sobre viagens também para o blog Eu Capricho, da queridíssima Luiza Gomes

Eu também estou no Eu Capricho!


Para acessar todos os meus posts, basta ir ali no Search e procurar por "Luciana Sabbag". Ou clicar aqui mesmo. :D

Eu também estou no Eu Capricho!

Os posts que escrevo para o Eu Capricho são um pouco diferentes dos posts daqui (mesmo que, às vezes, o tema seja o mesmo). Lá, as dicas são mais gerais e mais para meninas.

Aproveite e veja também meus textos antigos no Viajando com a Expedia (clicando na imagem):

Eu também estou no Eu Capricho!

E minhas vááárias dicas espertas no Dicas de Las Vegas e da Califórnia:

Eu também estou no Eu Capricho!

Espero que goste. :)

Beijos,



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