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Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Written By Luciana Sabbag on sexta-feira, maio 17, 2019 | sexta-feira, maio 17, 2019

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Sábado era meu último dia cheio na Cidade do México e eu não poderia deixar de fazer um dos passeios que eu mais queria: conhecer as pirâmides de Teotihuacán. 

Durante a semana, eu fiquei um pouco desesperada porque não sabia como chegar lá e não estava muito a fim de ir com agência de turismo (porque não gosto de ficar presa a horários). Mas não tive escolha.

No dia anterior perguntei para várias pessoas qual seria a melhor maneira de visitar o sítio arqueológico e todos tinham a mesma opinião -- agência.

Pois bem. Decidi ir com a Mexitours, uma empresa que faz o tour partindo bem da frente do hotel onde eu estava, no Monumento a la Revolución. Não foi nem pelo preço porque eu não cheguei a fazer grandes pesquisas, só perguntei para as vans que pararam ali na tarde anterior e vi que o Turibus, por exemplo, cobrava mais caro e fazia a visita ao Santuário de Guadalupe antes de Teotihuacán.

Paguei 30 dólares. Esse valor não incluiria a visita ao Santuário de Guadalupe nem o almoço depois do tour. Mas acabei almoçando a pagando por isso na hora (10 dólares). Eu não tinha outra opção para comer estando com o grupo.

Pois bem, às 9h da manhã fui para a frente do Monumento a la Revolucion e tomei a van. Estava lotada. Eu ocupei o último lugar. E o guia foi falando sem parar até chegarmos.


No caminho, passamos (de longe) pela Plaza de las Tres Culturas, que possui edifícios de três etapas históricas do México: da época pré-colombiana, vice-reinal e do México contemporâneo. Fiquei um pouco decepcionada porque achei que desceríamos para tirar algumas fotos, mas tive de me contentar em fotografar de dentro do carro, com o zoom da câmera.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Chegamos em Teotihuacán e fomos a uma propriedade onde conhecemos do que e como é feito o artesanato local. Ali mesmo visitamos uma loja de artesanato, caríssima, que com certeza dá uma enorme comissão à agência de turismo, devido ao tempo enorme que perdemos.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Na sequência, veio a degustação de tequila, mezcal e pulque, lá mesmo. Experimentei o pulque e achei nojento. O mezcal eu nem vi. A tequila eu amei.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Depois de horas perdidas, lá fomos nós para o sítio arqueológico, onde estão as pirâmides. Teríamos apenas duas horas (isso mesmo, duas!) para passear por toda a cidade asteca. É por isso que eu não curto passeio com agência e guia de turismo. Eu queria ficar o dia inteiro ali, subir e descer todas as pirâmides, meditar, fazer mil fotos, curtir tudo com calma. Mas tive que correr.

A cidade de Teotihuacán


Teotihuacán foi fundada por volta do século 2 a.C, por uma civilização que deixou poucos vestígios, e abandonada nove séculos depois. Os astecas encontraram a cidade já em ruínas e fizeram dela cenário de alguns de seus mitos fundamentais. No seu apogeu, até os anos 500 d.C., a cidade de Teotihuacan foi a maior da América pré-colombiana, com uma população de mais de 125 mil pessoas. Perto do ano 650, começou a sua decadência. O número de habitantes foi diminuindo, devido a fatores de ordem social e climática.

A cidade e o sítio arqueológico estão localizado no que hoje é o município de San Juan Teotihuacán, a cerca de 40 quilômetros da Cidade do México. O local abrange uma área total de 83 quilômetros quadrados e foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1987.

Os monumentos de Teotihuacán


Calçada dos Mortos

Conhecida também como a "Rua dos Mortos", foi o verdadeiro eixo central da cidade, bem como o seu centro cerimonial. A avenida começa na pirâmide da Lua e termina num recinto a que os espanhóis do século XVI chamaram Cidadela. O seu comprimento é de 4 km, com uma largura total de 45 m. 

Grandes pirâmides

A pirâmides, feitas de tijolos de terra crua, água e palha, e revestidas com estuque e pedra, foram construídas como base para um templo. Os conquistadores espanhóis, no século XVI, ainda chegaram a ver os ídolos do Sol e da Lua. Segundo eles, eram feitos de pedra coberta de ouro e o ídolo do Sol tinha uma cavidade no peito na qual se podia ver uma imagem do astro feita de fino ouro. Ainda segundo eles, eram também visíveis plataformas de mais de 2000 pirâmides secundárias, todas situadas ao redor das duas mais importantes, do Sol e da Lua.

- Pirâmide do Sol
É a maior das pirâmides da cidade. A sua estrutura é a mais volumosa de todo o recinto e é também a segunda em tamanho de todo o México, apenas superada pela Pirâmide de Tepanapa de Cholula. Está orientada para o ponto exato onde o Sol nasce.

Tem 65 m de altura e no vértice superior existiu um templo. Estudos e escavações levados a cabo em 1971, conduziram à descoberta de uma gruta sob a pirâmide. A partir desta gruta e através de quatro portas dispostas como pétalas de uma flor, tem-se acesso a outras tantas salas. O acesso à gruta é feito através de um poço com 7 m de altura situado junto às escadas na base da pirâmide.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

- Pirâmide da Lua
Ainda que menor que a Pirâmide do Sol, os seus vértices encontram-se à mesma cota, pois está construída em terreno mais elevado. Tem uma altura de 45 m. Junto a esta pirâmide foi encontrada uma estátua chamada deusa da Agricultura, que os arqueólogos acreditam ser da época Tolteca primitiva.

Esta pirâmide situa-se bastante perto da pirâmide do Sol, fechando o lado norte do recinto da cidade. Desde a sua esplanada inicia-se o percurso pelo eixo principal, a Calçada dos Mortos.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Cidadela

A Cidadela fica ao sul da Calçada dos Mortos. Foi assim denominada pelos conquistadores espanhóis do século XVI, e é constituída por um pátio com casas à sua volta, onde se supõe que viviam os sacerdotes e os governantes. 

Palácio de Quetzalpapálotl

O Palácio de Quetzalpapálotl é o edifício mais luxuoso e um dos mais importantes da cidade. Provavelmente foi a residência de um personagem notável e influente, pois é amplamente decorado com murais muito bem preservados. Nele, há um pátio, onde estão diversos relevos e onde pode-se ver a representação do deus Quetzalpapalotl com os símbolos que o relacionam com a água. 

Palácio dos Jaguares

Em sua porta de entrada há duas imagens de felinos bem grandes, com as cabeças emplumadas. Com as patas sustentam uma concha de caracol, através da qual parecem soprar, como se fosse um instrumento musical. No dorso e na cauda são visíveis incrustações de conchas do mar. Na bordadura da parte superior do mural podem ver-se os símbolos do deus da chuva e num glifo vêem-se, como decoração, plumas que representam o ano solar teotihuacano.

Edifício dos caracóis emplumados

Trata-se da estrutura mais antiga de todas em Teotihuacan. O acesso é feito por um túnel situado por baixo do Palácio de Quetzalpapálotl. Lá, há imagens simbólicas de instrumentos musicais em forma de caracol, com boquilhas e elegantes plumas. Na parte inferior da estrutura há uma plataforma decorada com um grande número de aves. 

O templo de Quetzalcóatl

O templo de Quetzalcátl, descoberto em 1920, fica a uma certa distância das pirâmides, na calçada dos Mortos. Ele ficava sob uma pirâmide de paredes lisas, sem qualquer decoração, mas quando descoberto, foi encontrada a sua decoração de mosaicos de pedras, as cabeças e símbolos divinos do deus Tláloc (o deus da chuva e senhor do trovão e divindade do vale do México) e do deus Quetzalcóatl (a estrela da manhã, a serpente emplumada, gênio nacional).

Ao descobrir Teotihuacan, os toltecas adotaram a cidade como cidade santa. Passaram a enterrar ali os seus grandes senhores. Este templo foi mandado construir pelo rei Mitl (770-829).

O passeio


Como tínhamos apenas duas horas para conhecer Teotihuacán, não deu tempo de fazer nada. As filas para subir ao alto das pirâmides do Sol e da Lua estavam enormes -- e para descer, idem.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán
Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán
Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Eu queria ter visto alguns dos templos, ter explorado todo o sítio arqueológico, ter curtido mais cada uma das pirâmides, mas logo tive que voltar para a van.

De lá, seguimos para um restaurante bem "para turista ver", com comida à vontade e algumas apresentações (de indígenas e mariachis). A comida estava bem mais ou menos, mas para o padrão do México, estava boa.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán

Comemos e seguimos para a Cidade do México, para o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, de onde quem não queria fazer o tour (como era o meu caso, já que eu já tinha feito), seguiu em outra van de volta para o Monumento a la Revolución.

Fiquei um pouco chateada por ter perdido tanto tempo vendo artesanato e ouvindo explicações sobre a tequila, enquanto poderíamos ter passado pelo menos 4 horas vendo as pirâmides. Apesar disso, foi tudo bem legal. O guia foi muito gentil, educado e simpático, e eu conheci uma família do Chile muito, mas muito legal! Fiquei amiga da Scarlett, uma chilena que morou no Brasil por alguns meses. Eles até me deram um doce chileno delicioso! Haha.

No final, valeu.

Dia 8: Teotihuacán (México): Pirâmides de Teotihuacán


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Sobre Luciana Sabbag

Jornalista, 35 anos, canceriana, chorona. Se emociona com tudo. Vive sem muito planejamento, mas com muitos planos.

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