#SinTrip

Dia 1: Havana (Cuba) - A chegada no aeroporto, o trajeto para Havana e a casa de Zoe e Victor

segunda-feira, novembro 05, 2012

Cuba, finalmente! Depois de praticamente corrermos uma maratona para chegarmos à ilha, um dia de sol esperava pela gente naquele domingo. Já era começo de tarde quando pousamos no Aeroporto Internacional José Martí e estávamos ansiosas por tudo: pelas malas, pela entrevista, para saber se nosso motorista estaria lá... enfim, todas as dúvidas do mundo quando se chega a um lugar sem a quantidade de informação que se deseja.

Enquanto o avião fazia sua parada, já nos surpreendemos com o tamanho do aeroporto e a quantidade de aviões de companhias aéreas internacionais parados. Claro, não é um aeroporto de proporções de grandes capitais, mas é maior do que esperávamos e com um leve toque de rodoviária. hahahaha


As placas nos guiaram até os guichês para estrangeiros, onde passaríamos pela imigração e era um momento novo para nós. Não fazíamos ideia do que nos esperava. Na fila, encontramos nosso novo amigo Bernhar (Bernard), que conhecemos na sala de embarque em Lima, no Peru. Antes de embarcar, conversamos um pouco e combinamos que voltaríamos a nos falar quando chegássemos em Havana. Pois bem, passamos então, todos, por um raio-x e fomos encaminhamos para os guichês da imigração. Antes, no entanto, uma senhora fardada -- e vestindo uma meia-calça escândalo, com imitações de renda --, nos parou e já começou a fazer perguntas: "de onde estão vindo", "por quê vieram a Cuba?", "o que fazem no seu país", "onde ficarão hospedados", "por quanto tempo" etc.

Pela experiência que tivemos na chegada ao Líbano, imaginamos que a entrevista oficial seria muito pior. Bom, estávamos erradas! Demos nossos passaportes, o cartão de visto e a passagem de volta. Os oficiais olharam os documentos, pediram para tirar uma foto nossa, carimbaram o cartão, destacaram uma das vias, devolveram a que deveríamos entregar na saída e nos dispensaram. Há uma porta que só é aberta quando esse processo termina, que dá acesso à bagagem. As esteiras já estavam rodando com a bagagem, ótimo sinal, e nossas mochilas estavam intactas. Excelente! Nosso amigo ficou um tempinho a mais na entrevista, já que ele estava com uma bicicleta, mas, depois de 15 minutos de canseira dados pelos oficiais cubanos, ele já estava liberado. Bora seguir nossa viagem!



Oba, mais um bom sinal, pois nosso motorista, o Pedro Luis, estava à nossa espera com plaquinha e tudo. Garantimos nosso motorista pela reserva na primeira casa particular que ficamos, da Zoe e do Victor, que contaremos em detalhes depois, e o melhor era que agora ficaria ainda mais barato dividindo com o Bernard. Primeiro, tratamos de fazer o câmbio. Como todo mundo sabe, trocar dinheiro em aeroporto é perder dinheiro, mas em Cuba é complicado, pois chegamos em um domingo e todas as cadecas (casa de câmbio) já estavam fechadas. Com o euro a CUC$ 1,23, troquei apenas € 50, que seria suficiente para os dois primeiros dias. O preço do táxi já estava fechado (CUC$ 25) e, dividindo em três, daria CUC$ 8,35 para cada. 



Dinheiro na mão, tínhamos agora dois dilemas, que era saber se na casa da Zoe e do Victor tinha mais um quarto para o Bernard e, claro, se a caixa da bicicleta dele caberia no carro!


Pedro Luis e seu super porta-malas. Claro, sem fechar e, óbvio, sem corda para amarrar a caixa.
É isso mesmo, meu povo, porta-malas aberto, fé e coragem. Assim estreamos nosso jeitinho cubano segurando, em grande estilo, uma caixa de bicicleta durante 40 minutos até a casa onde dormiríamos. Antes disso, claro, fomos parados pelos oficiais na saída do estacionamento (pago pelo Pedro Luis e incluso no preço). Ele ficou com eles por cerca de cinco minutos e ele não detalhou o que foi perguntado. Não insistimos. Seguimos viagem.


O que vimos no caminho para o centro de Havana :)
Quando eu já não aguentava mais ficar com o braço virado para trás, com a mão naquele trambolho de caixa, chegamos! A casa da Zoe e do Victor fica no bairro do Cerro, entre as Avenidas 23 de Mayo e Amenidad, bem em frente ao estádio Latinoamericano, onde são disputados os jogos de pelota, ou baseball. ;) É um bairro super local, onde você só cruzará com cubanos pelas ruas, nada de turistas. O apartamento fica em um prédio alto, em um tom azul bem forte e branco. Não se desespere se estiver com muita bagagem, eles ficam no térreo. Nossa chegada foi barulhenta, como sempre, mas de cara sentimos que estávamos chegando na casa de uma tia que morava em outra cidade, sério! :)


Posso afirmar com convicção que estes foram o sábado e o domingo mais longos que já vivi em uma viagem. Nossa sorte foi ter uma recepção calorosa no aeroporto, com o quase calado Pedro Luis, e receber os abraços e os sorrisos da Zoe e do Victor. Naquele primeiro dia em Cuba, era tudo o que precisávamos para ter certeza de que o que viria pela frente, com certeza, nos surpreenderia.

Até mais!

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