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O que vi de Cuba (Lu)

Written By SINTRIP on segunda-feira, janeiro 21, 2013 | segunda-feira, janeiro 21, 2013

"E aí? Gostou de Cuba?"
Pela primeira vez em uma viagem, senti vontade de voltar pra casa no meio da estadia. Cuba me deixou triste por muitas vezes. Cheguei a chorar em pleno centro da cidade, por dó ou por raiva de não poder fazer nada para "salvar" aquela gente. Mas é claro que me diverti horrores, matei minha vontade de dançar Salsa até as pernas tremerem de dor e conheci pessoas incríveis também, que ficarão para sempre guardadas em meu coração.

Antes de viajar, ouvi muita gente falar da alegria dos cubanos, da magia, da fantasia, da festa, da música, da beleza... Não vi muito disso por lá, não. Ou melhor, vi. Mas vi nos lugares dedicados a turistas. Alegria sincera eu vi pouca. Acho, na verdade, que eles riem para não chorar. A impressão que tive foi a de que o povo vive por inércia, esperando, talvez, por um milagre qualquer. Ou não esperando por nada. Todos os cubanos com quem conversamos, nos disseram que vivem o hoje, sem pensar no amanhã, sem fazer planos. Os cubanos não têm sonhos. E o que é uma vida sem sonhos?

Crianças que não gostam de brincar. 

Não quero falar de política nem vou misturar as coisas, só me importa os sentimentos que Cuba me despertou e a impressão com a qual voltei de lá (a qual quero compartilhar com você agora). Talvez, quem vai à Cuba por um pacote de uma agência, para ficar em um hotel ou resort cinco estrelas, pagando o preço turístico dos serviços de lá e não tenha esse contato tão próximo com o povo, não perceba que tudo ali é uma grande farsa, uma grande ilusão. Não critico, nem julgo nenhum tipo de viagem ou perfil de viajante. Eu adoro conforto e, quando posso, pago por ele, sim. Mas, mesmo com conforto, mesmo pagando caro, acredito que eu só conheço um lugar de verdade quando estou em contato direto com seu povo (pobre ou rico). Foi assim nos Estados Unidos, foi assim nos Emirados, foi assim no Líbano e será assim em qualquer lugar que eu visitar. Quando chego em qualquer destino, quero conhecer novos amigos.

Foi por causa disso que, em nossa primeira noite em Havana, eu puxei papo com a Míriam, dentro do almendrón (o táxi popular dos cubanos), perguntando aonde ela estava indo. De repente, estávamos todos andando juntos pela Rampa, pelo Malecón e madrugada adentro, pelas ruas de Havana e na balada.

No dia seguinte, ela foi nos encontrar onde estávamos hospedadas e nos guiou por onde queríamos ir. Ela foi legal demais, o tempo todo, prestativa demais e, enquanto eu ainda não havia conhecido o "outro lado de Cuba", vi nela uma amizade sincera, que permaneceria mesmo com o fim da viagem.

Em Varadero, conheci o Yoan. Passamos uma noite inteira juntos, dançando, bebendo, rindo... No dia seguinte, ele apareceu de surpresa em nosso hotel, porque queria sair comigo de novo. "Apaixonou!", pensei. Mas eu havia gostado dele. Bastante. Nossa segunda noite juntos foi mais que especial e muito marcante para mim. Eu acreditava que havia rolado algo forte entre nós, de verdade. Tanto que, no dia seguinte, lá estava ele, passando a tarde ao meu lado, no hotel. Tivemos que partir de volta para Havana e, quando eu estava quase chorando ao me despedir, ele disse: "Vou para Havana no sábado e quero passar o dia e a noite com você". Fiquei feliz porque sabia o sacrifício que ele teria de fazer para viajar até Havana. Já explico.

Até aí eu só pensava que "os cubanos se apegam demais!". Isso me pareceu, no fundo, uma grande carência. Ou, mais além, nós, estrangeiras, representamos uma salvação, um sonho, uma fuga -- e, por isso, eles não querem deixar a oportunidade escapar. Será que é isso?

"Me dá seu telefone que eu te envio um SMS assim que chegar em Havana, para dizer o número do meu quarto e você, então, poder me ligar no hotel. Pelo menos não pagamos para enviar SMS", falei. Ele disse: "eu pago CUC$ 1 para responder". O quê? CUC$ 1 = R$ 2!  Sabe o que significa CUC$ 1 para um cubano? Um dia de trabalho! Sim, eles recebem em torno de 25 a 30 dólares por mês. Já pensou o sacrifício que um cubano não tem que fazer para viajar de uma cidade a outra, se uma passagem de ônibus custa CUC$ 10? Surreal, não é? Então eles pegam carona, vão parando de cidade em cidade até chegarem onde desejam.

Quando nos despedimos, ele perguntou se eu não teria CUC$ 2 para ele pegar o ônibus de volta à casa dele. Quatro reais não significam nada pra mim, então eu dei. Mas foram esses R$ 4 que me fizeram refletir o resto do dia e me deixaram tão triste. Durante todo o caminho até Havana, eu fiquei com aquilo na cabeça e me lembrei dos casais de cubanas e senhores europeus que eu vi passeando pelo hotel de Varadero. O turismo sexual em Cuba rola solto. Nós até brincávamos quando víamos um casal assim, dizendo que havia ali um "amor puro, amor verdadeiro" (ironicamente, claro), mas no fundo ficávamos chocadas. E o mesmo aconteceu na balada, quando vimos vários negões sarados e bonitos com umas gringas loiras, feias. É simples: "te dou sexo e 'amor', você me paga tudo". Até que ponto o Yoan estava sendo sincero comigo? Me senti tão mal que até chorei antes de dormir. Será que tudo que ele queria eram quatro reais? Será que a Míriam realmente gostou da gente ou ela estava brincando de guia de turismo só para ganhar uns "regalitos" e para que pagássemos a balada, a bebida e a comida dela? Não dá pra saber.

O pior é que os próprios cubanos sabem que temos consciência disso. Um cara se aproximou de mim, me convidando para sair, porque me achou linda (ah, quantas vezes eu ouvi isso! Foram todas sinceras? Duvido). Quando eu disse que não, que já tinha um "novio" em Cuba, ele respondeu "mas eu pago tudo!", como se o cavalheirismo de pagar algo para uma mulher fosse a coisa mais rara do mundo (e lá é!).

Eu nunca havia me sentido usada na vida e, apesar de não ter oferecido grandes coisas a ninguém em Cuba, eu não suportava mais os elogios das pessoas, a aproximação, o assédio. Ao final da viagem, todos me soavam falsos. Eu, que cheguei em Havana distribuindo sorrisos e abraços, passei a ignorar algumas pessoas como se não entendesse o idioma delas. Troquei as risadinhas por bufadas de impaciência quando pedintes se aproximavam a cada dois passos que dávamos nas ruas, para nos pedir um sabão, um presentinho, CUC$ 1. A raiva que crescia dentro de mim não era das pessoas, mas da situação. Eu queria ajudar, mas não tinha como ajudar todo mundo! Fui com o meu dinheiro contado e levei dez sabonetes na mochila para sair distribuindo. Se déssemos uma moeda para um, dois segundos depois aparecia outro pedindo. Não tínhamos como dar conta e acabávamos dando patadas como resposta.


Mas vamos supor que tudo o que rolou de sentimento ali tenha sido sincero. Eu não posso nem tenho o direito de alimentar alguma esperança nas pessoas que me conquistaram de que nos reencontraremos um dia. É triste dizer isso, afinal, eu falo com todos os amigos que fiz em todas as viagens pelo menos uma vez por semana -- e sempre fazemos planos de nos ver novamente. Primeiro porque não pretendo voltar (pelo menos não tão cedo, talvez quando eu já tiver viajado tudo que eu quiser), segundo porque sei que eles nunca terão dinheiro para vir para o Brasil. Por mais que o governo tenha liberado que o povo cubano saia do país, quem, com um salário de 30 dólares, conseguirá juntar dinheiro para comprar uma passagem?

Antes de ir à Cuba eu conheci o Maykel pela internet (acho que ele é um dos únicos cubanos que está no Facebook), mas infelizmente não conseguimos nos encontrar lá. Nós nos falamos quase todos os dias, ele com aquela internet precária, lenta, às vezes diz "Lu, preciso desligar porque meu tempo de conexão está acabando". Quando eu preciso sair, sinto pena de deixá-lo lá porque sei que esta comunicação é um sacrifício para ele. E quando ele pergunta "quando vou encontrar minha amiga brasileira?", fico sem saber o que dizer.

Voltando ao Yoan, ele não chegou à Havana como prometeu. Isso porque ele foi detido pela polícia no meio do caminho. "Mas, Luciana! Você estava esperando um criminoso?". Quer saber qual crime ele cometeu? Ele estava com uma turista (e estava sem graça de me contar). Pois é. Cubanos não podem andar com turistas, principalmente cubanos homens com turistas mulheres. Se você perguntar o motivo, eles dirão que essa lei é para preservar as turistas de serem estupradas ou assaltadas. Ingênuos, não? É claro que essa lei é para impedi-los de ter acesso à informações do mundo. Quando um cubano é pego com uma turista pela primeira vez, ele é fichado. Na segunda vez, cadeia. E pra você ver como isso não é lorota, conhecemos uns brasileiros no voo da volta, que contaram que estavam tomando umas cervejas em um bar com uns cubanos, quando um policial chegou e levou um deles. Triste. Muito triste.

Uma coisa é fato: a segurança lá é incrível! Você pode andar a pé de madrugada, sem medo algum. E a criminalidade é baixíssima. Quase não existem casos de assalto, estupro ou qualquer outro mal que vemos tanto em nossos noticiários. Até presenciamos o caso de uma gringa que perdeu a câmera fotográfica na balada e os seguranças só sossegaram quando a encontraram (nas mãos de um cubano) e a devolveram à ela.

Cuba tem praias lindas, mas paisagens horríveis. Tudo caindo aos pedaços, de carros a igrejas; prédios, que um dia foram lindíssimos, com uma arquitetura incrível, abandonados e jogados às traças. Dá dó. Muita dó. O governo só preserva o que lhe convém (como é o caso do centro restaurado, totalmente dedicado ao turismo).


A pobreza é de chorar. E só de pensar que um cubano precisa trabalhar dias pra conseguir comer um hambúrguer, agradeço a Deus por ser brasileira. E por falar em hambúrguer, eles nunca ouviram falar do McDonald's. Não existir McDonald's em Cuba é compreensível, mas cubanos não saberem da existência da maior lanchonete do mundo é um pouco chocante.
Mas não há acesso à informação lá mesmo. Eles assistem a um noticiário de 30 minutos por dia, com notícias (provavelmente) controladas pelo governo -- como tudo, de emails a correspondências. Comprei o principal jornal diário de lá, só por curiosidade. Na capa, a manchete "Che habla de Camilo" (uma entrevista com Che Guevara como se ele ainda estivesse vivo!). Um absurdo! Em todas as "livrarias", você só encontra as caras do Che e Fidel estampadas nas capas dos livros. Será que se os cubanos lessem sobre a Primavera Árabe, se revoltariam contra o governo? Eu realmente acho que eles não sabem o poder que têm nas mãos. Quando souberem, Cuba acaba. 


O povo é talentosíssimo! Todas as pessoas sabem dançar, cantar, tocar instrumentos... E como elas usam esse talento? Tentando trocados no meio das ruas e nos restaurantes de Havana Vieja. Quantas vezes eu tive vontade de trazer um cubano para o Brasil, para dar aulas de dança? Mal sabem eles o dinheiro que ganhariam e o sucesso que fariam por aqui. Melhor nem saberem. 


Cuba foi uma grande experiência pra mim. Foi a primeira viagem que me fez refletir por dias e dias sobre a política e a sociedade de um país. Se vale a pena? Vale, claro! Sempre vale. Vai de você escolher o que lhe agrada mais. E tenha em mente que ali não é o Caribe que você vê nas revistas de turismo. O Caribe é outra coisa. E Cuba pode ser outra coisa também, basta você enxergar apenas o que quiser ver.

Beijos,

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Sobre SINTRIP

Jornalista, 36 anos, canceriana, chorona. Se emociona com tudo. Vive sem muito planejamento, mas com muitos planos.

32 comentários :

  1. Adorei o post Lu!
    Mas qual é a relação dos cubanos com sabonetes? :(

    Beijos.

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    1. Sabonete é muito caro pra eles, Ju... Custa em torno de CUC$ 1. E o sabão que o governo dá, além de ser horrível, não dura o mês todo. Por isso eles pedem tanto sabão pra gente... Shampoo, roupas, todas essas coisas de uso pessoal são muito valiosas pra eles.

      Obrigada pela visita, lindona! <3

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  2. Oi!
    Vou para Cuba com uma amiga na próxima terça. Li muitos blogs, resenhas, reportagens, e em praticamente todos encontrei relatado esse sentimento contraditório que nesse teu post aparece tão bem resumido. Apesar de tanta informação que busquei, me sinto muito insegura em relação a essa viagem. Conheço alguns países, e, apesar do friozinho na barriga (saudável) que dá ir a um lugar pela primeira vez, sinto que agora é diferente.
    Gostei muito do blog de vocês. Vou ficar oito dias, e o roteiro detalhado ajudou bastante.
    Um abraço.

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  3. É Cuba ainda não me encanta.
    zefreitas

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  4. Lu, gostei de seu blog; fui à Cuba em março 2012. Sentí este mesmo sentimento tão bem descrito por vc , mas você sente mais o "aperto" em Santiago de Cuba, onde dei até roupas minhas.Amigos me perguntaram como eu pude gostar desta viagem depois do que contei sobre as pessoas que conhecí e como viviam, (isto tbém que vc falou) e a verdade , apesar de tudo , gostei, valeu !
    Um abraço

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  5. Lendo isto hoje e lembrando daqui:
    07/02/2013 - 06h00
    Cuba está pronta para o futuro, diz blogueira Yoani Sánchez à Folha
    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1224628-cuba-esta-pronta-para-o-futuro-diz-blogueira-yoani-sanchez-a-folha.shtml

    Reuben :)

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  6. É tocante Lu...
    tem muita pobreza aqui no Brasil, mas imagino que seja diferente de quando você toda uma noção pobre.

    É assustador pensar que eles não conhecem Mc Donalds...claro, não pela lanchonete em si, mas em pensar no nivel de alienação que eles sao submetidos.

    Eu não viajei tanto como você (Fui uma vez para Buenos Aires, uma para NY, duas para a Disney e uma para Paris) e não troco nosso Brasil por nada.

    Nosso país tem sim muitos defeitos, muitos mesmo e chega a ser muito revoltante. Mas ainda assim... é o pais que eu amo.

    Beijos

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    1. Pois é, Ju... É triste. :/
      Brasil é demais! <3
      Obrigada pela visita! Beijoooo!
      Lu

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    2. Sorte deles que não conhecem o Mc Donalds !

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    3. Concordo Ricardo.Não vejo nada de mais em não conhecer o MC Donalds, eu fui conhecer apenas aos 15 anos quando sai da minha cidade, e olha que morava numa cidadezinha aqui do Brasil, nunca tinha ouvido falar.

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  7. Lu,

    To me programando para ir em maio com mais 2 amigas..
    Muito bom esse seu relato,vou levar muitos sabonetes...

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  8. Lu,
    Estou me progra,ando para ir agora em março, e apesar de toda curiosidade Cuba ainda me assusta. Mas suas dicas foram bacanas.. Uma dúvida: Qual a maior dificuldade que vc teve? Fez um roteiro antes de viajar ou foi e lá decidiu-se? fico no aguardo!
    grande beijo

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  9. Lu
    Mesmo nao falando espanhol, vou conseguir me comunicar bem com o "Portunhol"? Bjss

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  10. Aqui no brasil, um menino pobre bombardeado pela propaganda de consumo é mais feliz? n. sei.. mais coisificado com certeza. Sonho? Vc diz de consumo? No mundo coisificado a imagem conta mto mesmo.. suas coisas, seus pertences, sua aparência, suas viagens..

    gostaria de conversar mais com vc. Moro próxima a região da Paulista, e não tenha um dia que um bando de mendigos me peçam esmolas.. Só que do lado dos papelões deles tem um restaurante carérrimo e um carro importado.. então a paisagem fica melhor?

    n. vejo flores no brasil. Talvez onde vc more seja mto melhor mesmo.

    :/

    Sem mais

    Telma

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  11. Poxa, que relato legal! Estou indo daqui uma semana e não paro de ler sobre a ilha Cubana. Lu, li de algumas pessoas que levar sabonetes é como dar esmolas e que o melhor mesmo é levar CDs ou livros e oferecer àquelas pessoas que de alguma forma de atenderam bem durante a estadia ou que passaram algum tempo com você, como a Míriam e o Yoan. O que você acha?
    Grande abraço, Iara.

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  12. Guilherme Cardoso11 de junho de 2013 22:12

    faltou uma visão mais histórica as viajantes!!! Um simplismo materialista!!! Cabe colocar a diferença das coisas, pobreza e simplicidade!! Infelizmente Cuba tem as duas, mas não da forma que foi exposta!! Esqueçam o mundo não pode viver como os EUA, devemos pensar em aprimorar o modelo cubano e não execrá-lo! Estive lá e vi outro país, um mundo de pessoas pensantes, criadoras, cultas e com grandes problemas econômicos. Porém um problema que não é apenas deles e nosso, pois o embrago é cretino e cruel. Se Cuba resolver seu problema de renda e de fluxo de capital terão um modelo que nenhuma sociedade, em algumas partes os nórdicos, alcançou!! Esta viagem de olhar burguês é para Orlando e Miame, mochileiro é outra coisa, vcs estão preocupadas com o custo, não com a "filosofia" do mochilão. Ler Bauman, O turista e o peregrino, ajudaria a refletir sobre isso!! abrçs

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    1. "devemos pensar em aprimorar o modelo cubano e não execrá-lo!"

      É mesmo?E como vc vai aprimorar uma ditadura e sem direito a oposição (e ainda por cima sendo um extrangeiro)?
      E por favor, vamos parar com esse mito do embargo americano.Esse embargo proibe apenas que empresas americanas atuem em Cuba.
      No texto da para perceber que a maioria dos problemas são causados pela ditadura cubana.

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    2. Engraçado ler aqui que o povo cubano não sabe o que acontece no mundo e, logo em seguida, me deparar com um comentário desses.

      Sinceramente, as blogueiras acham que alguém que escreve algo como
      "E por favor, vamos parar com esse mito do embargo americano.Esse embargo proibe apenas que empresas americanas atuem em Cuba."
      e que provavelmente imagina que os médicos cubanos são guerrilheiros disfarçados, é menos manipulado do que qualquer cubano?

      Sobre a postagem, achei engraçado o número de vezes que vocês fizeram referências a valores materiais. Viajar para Cuba com esse tipo de olhar viciado é, parafraseando a autora: "Triste. Muito triste."

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    3. Caro anônimo,

      Sua postagem está um pouco confusa e não deu pra entender muito bem o que você quis dizer, me desculpe.

      Até mais!

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  13. Ainda não fui à Cuba, mas penso que em Salvador, o assédio não é nada diferente do praticado em Cuba. É romantismo demais, achar que o Brasil éo paraíso dos mundos. Temos liberdade, temos facilidades, sim. Mas...e o resto. E mais, dizem que na Itália, os homens também assediam mulheres sozinhas, por conta de trocados.

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    1. Caro anônimo,

      Não, o assédio que rola em Cuba nada tem a ver com o que acontece em Salvador, mas acredito que cada experiência seja única. Logo, acho que vale considerar ir para Cuba e, quem sabe, não será diferente? E sobre a Itália... há controvérsias. :)

      Até mais!

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  14. Claro que aqui no Brasil também tem pobreza e miséria, mas as pessoas podem ter sonhos e melhorar de vida, lá é só miséria, um país onde sabonete e absorvente íntimo são artigos de luxo, onde as pessoas não tem livre acesso as informações mundiais, onde ganham um salário miserável e sem nenhuma perspectiva de melhora, onde não se pode levantar contra o poder, não pode ser modelo de qualidade de vida. O único ponto positivo que vi nesse relato foi o da segurança e baixíssimos índices de criminalidade.

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  15. irei em Cuba na ultima semana de Setembro. Foi muito util o que li aqui. Levo canetas, brinquedos, sabonetes. Espero muito dessa viagem. De conhecer as praias magnificas mas tambem o povo cubano. Algum conselho de ultima hora?
    quando voltar deixo aqui minha opinião

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  16. Nossa , Lu fiquei impressionada com o que li aqui no seus comntarios e impressoes sobre Cuba . Eu me transportei e senti tristeza ao saber realmente que as pessoas sao tratadas com tanta "indgnidade", nao podem ter acesso a informaçao, demosntram amor e paixao em troca de usn trocados ou de algum turista que pague por seu jantar , cmpanhia e isto é triste porque nao ha sentimentos de verdade falando de carinho, afeto, há sentimentos de tristeza e um falso sorriso, um, abraço mecanico que ate faz homens mais velhos geralmente os europeus carentes e até "indecentes" ir a procura disto. Se fosse carencia e ajudassem estas meninas ou mulheres a sair desta vida mesmo, mas é somente para ter noits de prazer fulgaz . Eu estou me preparando para visitar o Sudeste de Cuba as ilhas que sao preservadas pela UNESCO , mas vi aqui que o governo somente preserva para o turista o resto é caindo aos pedaços, um salari miseravel, falata de informaçao... Nasci aqui no Brasil, sou descendente de europeus e existem muitos paises bonitos (lindos ), mas ainda vejo beleza e riqueza a serem explorados aqui neste imenso pais que tem muita beleza natural e tantos talentos tambem. Eu me coloquei n seu lugar , é uma questao de sentiment que nao sei explicar , acho que eu tambem choraria ou vou chorar quando me deparar com esta realidade triste e ainda desconhecida por muitos .
    Obrigado por seu relato. Ana Maria - Rio de Janeiro - Brasil

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  17. Realmente, no Brasil se tem muito mais liberdade do que em Cuba, principalmente se você for da classe media alta que tem din din pra viajar pelo mundo. Pra você o mundo é muito bom mesmo!
    Você deve viver em uma bolha para não perceber os problemas debaixo do seu próprio nariz.
    Prefiro não conhecer o McDonald’s do que viver em um pais na periferia capitalista, onde milhares de pessoas não tem o que comer mesmo vivendo em um dos maiores produtores de alimentos do mundo!

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  18. Meninas, estou de cara com o relato de vocês. Amo relatos de viagem, mas o de vocês superou todas as minhas expectativas. Parabéns!!! Cheguei até vocês porque estou querendo ir a Cuba e estou/estava cheia de dúvidas. Obrigada por dividirem todos os detalhes conosco, me ajudou bastante. Bjim!

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  19. Chorei Lu.
    Vou a Havana em novembro e não sabia que as coisas eram tão tristes assim, seus posts e os da Ana estão ajudando bastante. Deus abençoe vcs e Deus tenha misericórdia de Cuba. (Meu coração aperta só de pensar), nunca mas reclamo do meu salário.

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  20. Lu, bom dia.

    Já viajei muito pelo mundo, conheço em torno de 60 países, mas pouquíssimas vezes vi um relato tão pessoal e emocionante. Li o seu blog, me verdade, todos os posts relacionados a essa viagem. Vou passar o natal e o ano novo lá. Muito obrigado pelas dicas.
    Quero escrever um blog/site ou algo do gênero relatando as minhas experiência...tenho tudo anotado em um caderno, o qual escrevo as experiências que tive. Procuro sempre me relacionar com os moradores, porque assim como você, acredito que fico mais próximo da realidade. Conheço grande parte da África, Oriente Médio e Ásia, mas acredito que um dos países que mais vai me surpreender é Cuba, seja por impressões positivas ou negativas. Se cuidem e boa sorte nas próximas viagens. Gregory Gramani

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  21. Lu, bom dia.

    Já viajei muito pelo mundo, conheço em torno de 60 países, mas pouquíssimas vezes vi um relato tão pessoal e emocionante. Li o seu blog, me verdade, todos os posts relacionados a essa viagem. Vou passar o natal e o ano novo lá. Muito obrigado pelas dicas.
    Quero escrever um blog/site ou algo do gênero relatando as minhas experiência...tenho tudo anotado em um caderno, o qual escrevo as experiências que tive. Procuro sempre me relacionar com os moradores, porque assim como você, acredito que fico mais próximo da realidade. Conheço grande parte da África, Oriente Médio e Ásia, mas acredito que um dos países que mais vai me surpreender é Cuba, seja por impressões positivas ou negativas. Se cuidem e boa sorte nas próximas viagens. Gregory Gramani

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  22. Infelizmente cuba vive sob o regime de fidel castro, raul castro, e toda a patota comunista, dizem que lá tem a melhor educação,os melhores médicos, podem até term mas tem a maior pobreza, pessoas tristes , deprimidas, alguns até riem, dançam, cantam m pois é a unica forma de fuga desse esrtrees wtodo0, enfim acordai cubanos, deem um grito de basta a esse dsgoverno arbitrário, lutem , e saiam desse comunismo, ocioso, sem produç´ao, parado estagnamdo ha anos. mudem façam a transformação.

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